10 motivos para se apaixonar completamente por Festa no Céu

Desde que eu descobri a animação Festa no Céu fiquei me perguntando: gentê, por que não estamos todos falando incessantemente sobre essa maravilhosidade? Não sei. Daí hoje o Facebook me indicou eu seiláporquecargasdágua esse link amazing do Follow The Colours (amô, gente, visitem <3) que fala do filme de uma maneira bem melhor do que essa lista que eu vou fazer abaixo com o único intuito de compartilhar essas imagens absurdas. Então leiam no link, gente, e depois me expliquem why não estamos falando mais dessa coisa incrível.

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1. É absolutamente lindo e colorido

Como tudo é no México? Não sei, né gente, nunca fui. Mas com certeza, como a gente imagina que seja, sim, e também de uma maneira um pouco mais ampla do que costumamos ver nas animações (maravilhosas, não é uma crítica!) da Pixar e time: com explosão de cores e padronagens e misturas de uma maneira que chega a dar uma incomodada, até abraçar a gente por completo.

2. É uma história de girl power

Maria. Ahhhhhh, Maria. Como não se apaixonar por Maria? A “mocinha” da história está cagando e andando pros dois heróis tentando conquistá-la, fica maluca quando descobre que o pai “deu sua mão” para o gostosão da cidade e até agita uma revolução para defender seu povo dos bandidos. Sério. SÉRIO. Maria <3 E tem a La Muerte, né? Ai gente, eu fui criada no país errado, tanto esforço em vão pra me fazerem acreditar em alguma religiãozinha sem graça, era só-colocar-caveiras-mexicanas, meu povo.

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3. E tem uma visão bem bacana sobre maus tratos de animais

Um dos plots da história é a tradição de uma família de toureiros e seu drama quando Manolo, o mais novo dos Sanchez, se torna um ótimo bull fighter que… Não finaliza o touro. Ou seja: não mata o bichinho. É bem bacana ver a preocupação em passar essa mensagem de um jeito que também não agride tão diretamente a questão da tradição familiar e tals.

4. Faz a gente refletir sobre ter uma visão mais positiva sobre a morte…

A mensagem mais bonita do filme, pra mim, é: enquanto lembrarem dos mortos com alegria e saudades, eles permanecerão vivos e em festa. Quer coisa mais linda que isso? Uma vez por ano, você poderá sentir a presença daqueles que já partiram ali por perto, se cuidar com carinho da lembrança… Ai, emocionante!

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5… Para crianças

Pra gente parar de achar que livros, filmes, histórias infantis precisam ser cheia dos dedos e dos medos de falar de temas considerados “pesados”.

6. Eu quero ir pro México

Gente, sério. SÉRIO. Tem comida, tem paisagens, tem aquela língua maravilhosa, tem tequila, tem comida, tem Manolos e Joaquins, tem comida, tem tequila, tem paisagens, tem ruínas, tem histórias sobre deuses que adoram uma apostinha e tem aquele monte de artesanato típico colorido que vai transformar minha casa numa zona. Quero.

7. A trilha sonora é a coisa mais divertida do mundo

Mariachis? Tem. Baladinhas que as pessoas menos idosas que eu ouvem nas festas hoje em dia? Tem. Composições originais que entram como em um musical nos momentos mais emocionantes? Uhum, também. Melodias das músicas que eu amo em versões mais calientes? Opa. EU QUERO ESSE CD CADÊ

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8. A estética dos personagens

Eles-são-de-madeira. SABE GENTE? Olha esse narizinho! Olha essa barba! Olha essas caveiras mexicanas entalhadas! Não bastasse o cuidado com as cores, a reprodução do estilo bem típico mexicano, os detalhes das roupas, das casas, do cenário… Os personagens são como se fossem brinquedos de madeira, de caixinha de papel EU NÃO AGUENTO OLHA ISSO.

9. O Candlemaker

10. Tó:

devagar e sempre

Eu ia dizer que era uma resolução de Ano Novo, mas daí que eu vasculhei os confins dos posts de 2015 e percebi que não: eu nunca cheguei a dizer quais foram minhas resoluções de Ano Novo. Ok, você vai dizer: até parece que você documenta tudo por aqui, né, Isadora? Mas todos sabemos que a partir do momento que está escrito aqui aquele bichinho da culpa e da autocobrança começa a funcionar melhor. Eu escrevi? Não escrevi. Talvez em 2014 – o que só torna tudo ainda mais patético. Mas, que seja.

2015 vem sendo assim, já na pegada de ~balanço geral~, retrospectiva, ou seja lá como vocês querem chamar. Tem sido um ano de muitas, muitas ideias, mas poucas realizações. Ou talvez realizações enormes, num plano mais místico assim, mas nada muito concreto. Ok, tem a coisa mais concreta de coisas, tipo uma casa. Mas teve também tudo o que ficou em standby nesse tempo todo – e ainda está – por causa dessa mudança maior.

Tipo, eu posso dizer que já estou bem perto de saber o que eu quero da vida. Lindo, né? Eu fiz algo pra conseguir isso? Nah. Tá, eu fiz em termos teóricos, mas praticamente? Pf. Só lamentação e mágoas. Não significa que eu não vá fazer, claro, até porque existe aquele outro bichinho chamado ansiedade, né? Mas efetivamente? Nada. A analogia da casa funciona bem aqui também: tá tudo arrumado, tudo no seu devido lugar, tudo lindo e pronto pra começar. E começa? Começa não.

Os exames estão aqui, feitos, e nunca devolvidos ao médico. Aliás, o oculista? Rá. Nunca veio. Preciso resolver assuntos em dois bancos. Fui em quantos? Aham. A lista de pendências vai crescendo aqui. Não só a de pendências chatas, tem também a de “objetos de decoração para comprar” e aquela de “renovação do armário”, bem como a “projetos DIY para fazer em casa”. São feitos? Uhum. Eu disse há algum tempo aí que ia me contentar a fazer ao menos um por semana, uma meta factível, nada a ser batido, dobrado, mudado… Nada, nada, nada.

E no meio disso tudo eu – depois de cancelar duas vezes, remarcar e pensar uma terceira desculpa – segurei a mão de uma dessas pessoas que aparecem na vida da gente pra dar um chacoalhão e resolvi resolver (é, é sim) a parte mais importante de todas:

bike

Devagar e sempre 🙂

as séries que eu estou assistindo – a compilação

the good wife

Fazia tempo que meu coraçãozinho não batia tão forte por episódios e mais episódios de uma dessas séries longas que só, com uma história central de um personagem tão cativante (com certeza tem um termo técnico pra isso, não é possível que todo mundo precise de 3 linhas pra descrever esse estilo). Meu. The Good Wife é a história da advogada Alicia Florrick. Muita gente começa a descrever a série do começo, quando Alicia era só uma esposa, esposa do promotor da cidade que foi pego num esquema de corrupção e usou dinheiro público paraaaaa… prostitutas, claro. Ele vai pra cadeia, ela fica do lado dele – COMO ASSIM ELA FICA DO LADO DELE!!!? calma. – e percebe que vai ter que voltar a trabalhar, depois de 13-14 anos sendo só uma desperate housewife, pra dar conta da vida e dos filhos. Daí que a história fala sobre a Alicia: sobre ela voltar à profissão, sobre ela se adequar aos tempos modernos, sobre a competição com os colegas mais novos, sobre ela ser uma puta advogada, sobre os casos, sobre os casos dela (os affairs mesmo), sobre ela ser mãe, sobre ela ser esposa, sobre as suas ambições.

É mágico. É mágico porque a gente consegue se identificar com a Alicia num nível muito íntimo basicamente porque: somos todas mulheres cheias de forças incríveis e fraquezas avassaladoras, e ela não esconde nenhuma das duas partes. É lindo. É sarcástico. É engraçado. VOCÊ SE MATA DE CHORAR. Que coisa mais linda essa série.

Como toda série dessas extensas – é muito parecido com House, por exemplo, em que o personagem central vai conduzindo também as histórias dos personagens secundários, e os episódios são quase que independentes, mostrando cada um, um caso – The Good Wife tem altos e baixos, temporadas mais ou menos incríveis, mas certamente regulares o suficiente pra você seguir até o final da sexta temporada aguardando ansiosamente, tipo MUITO, pela sétima. É lindo.

E sim, a Alicia é sim a Carol, de E.R.. Cada vez mais poderosa. Cada vez mais linda. Ai, ai, Alicia… E também temos Allan Cumming, Mr. Big e Michael J. Fox no elenco. Amor.

E por favor, leiam esse texto da Capitolina sobre a série, que é infinitamente melhor que o meu.

narcos

Jesus cristinho, né mores. Que coisa mais incrível. Fico muito feliz que a gente viva num mundo em que o Netflix analise todos os nossos desejos mais íntimos e transforme isso em uma série com direito a close nos pelos pubianos do Pedro Pascal e Wagner Moura falando espanhol – não critiquem o espanhol do moço, amiguinhos. Cês todos sabem que ninguém fala melhor que ele, nem depois de 3 tequilas. Não critiquem!

Bom, Narcos é a história do Pablo Escobar, um dos maiores traficantes que o mundo já viu, um dos homens mais ricos que o mundo já viu, uma dessas figuras controversas e meio apaixonantes, porém completamente malignas, que deixam a gente meio aicomoédifícilnãogostardevocêpablito. E a série faz a gente se enamorar instantaneamente, a começar por colocar Wagnercito com aquele ganho de peso que a gente adoooooram num ator para ganhar Oscar. Palmas. A produção é absolutamente impecável, o ritmo que a série tem é, sem sombra de dúvidas, empolgante e viciante (oi, Netflix, oi, Obama!), e as passagens pra Colômbia devem estar bombani nesse exato momento, porque eu quero ir pra lá ahora.

Que puta série. Que erro de conceito a gente estar apaixonado por um cara desses. Por que catzo teremos duas temporadas de uma história que a Wikipédia nos conta o final? Não sei. Quer dizer, eu sei, mas eu finjo que eu não sei como estamos sendo lindamente manipulados por mais uma empresa de comunicação gigantesca que faz a gente ter vontade de se afiliar a guerrilhas terroristas. Mas ah, ele é tão bonitinho hablando español!

tooooodos los lllllllllladosssssssh

wet hot american summer

Doente. Totalmente doente. Acho que essa é a resenha que eu faço da maioria das séries que eu assisto por motivos de: se você adivinhar o que eu curto numa série, te dou um gif doente. Heh. É claro que eu comecei a assistir isso por causa do elenco, que tem a deusa maior da minha vida, o Jason Schwartzman, o Christopher Meloni, o Paul Rudd, e mais um monte de gente da comédia doente que eu amo e que não sei o nome pois não importa – eu me refiro a eles como “aaaaah, é eleee!” e tá tudo bem. A premissa também é incrível, né, minha gente: é o primeiro dia no acampamento americano Camp Firewood, um desses tradicionaizões dos EUA, e a molecada está tentando se adaptar. Aquela apresentação, o reencontro entre as turmas dos anos anteriores, o menino tímido que não se enturma, a menina bonitinha por quem todo mundo se apaixona, no final do dia, vai rolar um musical de interação entre monitores e adolescentes… Aquela coisa que, quem já teve uma “turma de férias” alguma vez na vida, conhece bem. Só o que o elenco é uma mistura dessas pessoas citadas acima interpretando adolescentes e, bom, atores crianças/adolescentes. DOENTE.
Claro que tem muito mais no roteiro: tipo a jornalista que vai fazer uma matéria ~infiltrada~, fingindo ser uma das adolescentes do acampamento, tipo os romances, tipo as disputas e gincanas, tipo o estudante ~estrangeiro e diferente~… Tipo uma enorme piada sobre o cinema americano que a gente bem conhece. É hilário, eu juro. Especialmente quando tudo descamba pra uma viagem maluca sobre perseguição do governo, melecas de lixo radioativo e conspiração. SIM.
Não falei que era doente?
Existe um filme de 2001 com o mesmo nome que conta, adivinhem? O último dia no acampamento. E o elenco? É QUASE O MESMO MEU POVO. Corrão e assistão e me contem porque eu ainda não vi.

Doente. Totalmente doente.

transparent

Que porrada. Essa série é totalmente necessária. Pode parecer só a história de um pai de família que se assume transgênero – sempre foi Maura, mas tinha que ser Mort -, o que já seria uma narrativa bem interessante por si só, mas é também a história de uma família com tudo o que ela tem de ruim, de egoísta, de “disfuncional”, de maluca. A maneira com que cada um dos três filhos reage à descoberta sobre o pai mostra bastante sobre a personalidade de cada um e a relação entre eles.
É uma dessas séries que força a barra pra você terminar pensando “porra, será que não tem ninguém decente?”, mas que também faz a gente refletir sobre o quanto a gente é escroto, mesmo quando esconde o quanto. Deu pra entender? É o que eu sinto assistindo Girls. “Porra, que mina mais egoísta, não é possível que ela ache mesmo que tudo gira em torno dela!”. Será que não? Acho que lá no fundo, a gente acha, a gente se identifica: mas também tentamos nos controlar, esconder, ser menos, não demonstrar. Faz sentido? Não sei. Mas vamos continuar essa resenha…
… Dai que, claro, tem a questão dos transgêneros e dos travestis – inclusive, de “rixas” entre grupos que a gente acha que “ah mas é tudo a mesma coisa” – cenas belíssimas sobre a descoberta do próprio corpo, da identidade, a atuação do Jeffrey Tambor, que é, sem dúvidas, o cara perfeito pra interpretar esse papel, e uma fotografia maravilhosa de deixar a gente meio sem ar.
É belíssimo e extremamente dolorido. Assistam.

veep

Confesso que não conhecia a série até o Emmy deste ano, apesar de ter 5 temporadas, e pra mim a Julia Louis-Dreyfus era a eterna Christine – não, eu não vi Seinfeld (podem me xingar), mas Veep é a comédia que estava faltando na minha vida nos últimos tempos. Absolutamente sarcástica e boca suja, a vice-presidente americana é, finalmente, uma mulher e, finalmente, a Christine, digo, a incrível Julia Louis-Dreyfus maravilhosa. Que coisa linda. Além de uma super série sobre a política norteamericana e seu bando de pataquada ridícula, é sobre as mulheres no poder, o poder das mulheres, a falta de poder das mulheres e ah…. Ah meu coraçãozinho dá pulinhos de alegrias irônicas com cada escolha de vestido presidencial.

E tem o Buster, gente. Vocês lembram do Buster? Sim, tem o Buster.

(E a menina do Meu Primeiro Amor e eu identifiquei ela de primeira, sim).

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Em tempo: eu não sei porque eu ainda não falei de Grace & Frankie, que é uma delícia de série, engraçada na medida, dura na medida, um amorzinho desses de aquecer o coração. Eu também me perdi sobre um monte de comédia que assisti, tipo Louis, tipo Inside Amy Schumer, tipo Mindy’s Project – mas ainda quero escrever sobre as mulheres comediantes da minha vida. Porque eu fiz isso? Não sei. Acho que teve um período nublado e misterioso aí na minha vida que tudo foi meio confuso, né gent, mas quem nunca? O bom é que estamos voltando para a programação normal 🙂

Eu não acho nenhuma série ruim, né? Meu deus, que previsível.