favoritos #10

Essas coisas maravilhosas:

favoritos10_01

Que não dá pra saber o que é, de quem é, de onde veio, o que comem, pois não sei nem em que língua estão as informações mas GENTE OLHA QUE LINDEZA!

Essa coleção maravilhosa de lenços com inspiração botânica, que eu vi no Não Me Mande Flores:

favoritos10_02

 

Esses aneis feitos à mão, originais e lindíssimos, lá no A Beautiful Mess:

favoritos10_03

Esses outros acessórios também super exclusivos e diferentes, via Door Sixteen:

favoritos10_04

Essa reflexão do Olga sobre o papel doce e gentil que esperam que as mulheres tenham:

[…] encontrar a própria voz, se fazer ouvir e não se deixar envergonhar pela própria opinião ou pelo espaço que ocupa no mundo são passos essenciais para o empoderamento feminino. Não é uma tarefa fácil. Afinal, trata-se de uma luta contra séculos de uma socialização que limita e silencia as mulheres.

 

 

5 coisas que eu não dou a mínima

Eu comecei a ler essa tag no maravilhoso Girls With Style – que só gente linda respondeu, aliás, vão lá ver logo! – e vi que logo essa se espalhou por aí, fazendo bastante sucesso no #BEDA, achei tão bacaninha que resolvi guardar pra responder depois.

Adoraria responder todos esses itens com mensagens de “who gives a shit?” e “nossa olha como eu sou feliz sem ligar pro que os outros dizem”, mas pisciana, né, mores? Não vai acontecer. Então conheçam esses pontos graciosos da minha personalidade e do meu ~gosto pessoal~ que faz de mim uma ótima puxadora de assuntos em círculos sociais desconhecidos:

1 – Música “nova”, ou hype, ou indie, ou alternativa, ou como vocês queiram chamar

A cena é sempre a mesma: qualquer situação embalada por música, todo mundo começa a cantar, eu mexo os bracinhos no ritmo fazendo duckface sensual pra disfarçar que não sei a letra. Alguém percebe e fala: “mas Isa, é Sbrubles Brubles, a música do [insira aqui uma novela/série/clip] que tá passando, eu respondo com “ah, sei!”, volta pra duckface. Faço uma anotação mental “pesquisar Sbrubles Brubles” que dura mais ou menos até eu sentar novamente no computador e, bom, não, eu não pesquiso. Por isso, não dou a mínima pros seus ídolos atuais, suas músicas de balada (até porque, né gente, “balada”), seus festivais lotados de gente, carésimos e com disputas violentas para a compra de ingresso. Eu fico aqui, de boa, oscilando entre Bon Jovi e Aerosmith e tá tudo bem. Tá tudo bem!

Florence, você eu amo, me perdoa!

2 – Masterchef

Eu odiaria cair no clichê do “critico porque é modinha”, já que, GENT, trás mais modinha que tá pouco. Nunca vocês me verão usando um “mas só eu que não assisto esse tal de Masterchef” só para angariar uns “kkkk não eu também!”. Adoro uma modinha, amo tuitaço da modinha, sou maluca por fazer amigos da modinha e usar gifs da modinha para ilustrar meu dia a dia. Mas não, não ligo a mínima pra Masterchef. Além de não assistir TV, nada, nem o Twitter, nem vocês, nem o Fogaça, nem os deuses me convenceram de que valia a pena parar de ver The Good Wife para assistir o reality da Record (é da Record, né?). E eu amo séries, vocês sabem. Então, catzo, por que eu não me importei nem um pouco com isso? Só o tempo dirá. Um dos mistérios do Universo. Um caso para o Globo Repórter.

3 – O Adam Levine

Pode ser influência do item nº 1, pode ser uma simples questão estética, mas eu não faço ideia, do fundo do meu coraçãozinho Isadorístico, no que vocês enxergam nesse cara. Eu tentei, sabe. Eu fiz um estudo de caso: antes de fazer esse post comecei a ouvir todas as músicas que o Youtube selecionou pra mim, vi fotos, assisti vídeos dele em programas de TV, eu me detive especialmente na tal da foto sensualíssima do moço e: não. Can’t. Nadinha. É óbvio que ele é indiscutivelmente gostoso, mas gente, não. E a música? Não também. Next!

sorry, Adam

4 – Carros

Não é uma questão “nem ligo pro Camaro amarelo” ou “não me importo com marcas”. Mores: eu não sei porque vocês gastam tanto dinheiro com carros. Porque vocês se importam tanto com eles. Porque vocês relacionam aqueles troços a ícones de uma vida bem sucedida. Esses dias eu ouvi de uma amiga que “fulaninho desistiu de chamar cicraninha pra sair porque ele teve que vender o carro e ficou com vergonha” e a minha reação é WHAAAAT? Vocês estão ficando malucos? Essa é uma cena que só aconteceria em uma paródia mal feita dos anos 90 dentro da minha cabeça e, gente, ela existe MESMO? Vocês se endividam por conta de carros? Vocês pesquisam sobre carros? Vocês acham carros bonitos? Eu não consigo acreditar.

5 – O que você acha sobre o meu cabelo

Cara, então, eu vou tentar salvar esse post com um pouco de otimismo e empoderamento da minha parte e dizer, com todas as letras, que eu não me importo nem um pouco com o que você acha sobre o meu cabelo. Nem um pouco. Se você pensa que “é prático, né?” ou se você acha que “você faz essas coisas porque seu namorado deixa” (dái-me forças!), ou se você pensa que é uma fase que vai passar, se você sequer pensou em dizer que você acha que eu ficava melhor de cabelo comprido, ou que “olha que doidinha, a Isa”, ou qualquer coisa do gênero: vê eu te explicando os meus motivos pra fazer o que eu bem entendo com o meu cabelo? Vê? Não? Então.

 

Não me odeiem.

a gente muda

A gente reclama, né? Reclamar da modinha é a nova modinha, reclamar do textão é o novo textão, ô se a gente reclama. Ô geraçãozinha que adora viver de fiscal do quintalzinho alheio (é, não vai ter palavrão). E geraçãozinha que adora compartilhar uma modinha no Instagram também: e por que não, gente?

A gente reclama da Bela Gil. Reclama dos barbudos – e dos coques dos barbudos. Reclama de quem não come carne, de quem toma café orgânico, de quem faz barrinha de cereal com cereal de verdade. A gente reclama que todo mundo é fitness, que todo mundo corre, que todo mundo usa óculos de tartaruga, a gente reclama dos livros, dos filmes, a gente reclama da estampa do top cropped e da barriga de fora e do parto natural. A gente reclama, só reclama.

Eu não entendo pra que tanta reclamação.

Aqui dentro, eu só sou eternamente agradecida por essa geração cheia de modinhas e de reclamações. Foi por causa de enormes textões e acaloradas reclamações que muita coisa importante foi desconstruída por aqui. Que outras coisas criaram raízes aqui dentro e fazem mudinhas bem incríveis, modéstia à parte. Que eu descobri a força que nós temos juntas – e que devemos sempre ficar do lado umas das outras (e que o esforço é diário, e difícil, mas extremamente recompensador). Que o que a gente coloca dentro do corpo reflete diretamente no que a gente coloca pra fora dele. Que a gente tem que se conhecer bem mais e melhor do que fomos moldadas pra conhecer desde pequenas. Que bichinhos de quatro patas são, realmente, a melhor coisa da vida, e precisam da gente, mas que a gente precisa bem mais deles. Que a gente não precisa de tanto para se sentir bem – mas que faz parte de um processo desapegar e se olhar no espelho, encontrando cada coisa linda que todo mundo tem. Que a decoração fica bem mais bonita em branco, cinza e tons pastéis, e depois atulhada de coisas, e depois clean de novo, mas sempre cheia de amor.

A gente pega um pouco dali, um tanto de cá, e vai montando esse monte de coisa que forma essa parada de 1,5m, cabelos raspados e batom vermelho. A gente vai montando, tirando o crocs, pegando o tênis branco, jogando fora o cabelo lilás, adotando o platinado, rezando pra um dia gostar de correr, comprando a bicicleta que queria desde a adolescência. Fico me perguntando quando é que a gente para de reconstruir e só estabiliza, sedimenta, finalmente sossega.

Espero que nunca.

11219314_899327290145945_6709227209610338784_n

coisas que eu não sou boa at: fazer o pé

Cês já notaram como essa expressão é engraçada? “Vou fazer as mãos!”, “Preciso marcar pra fazer os pés”. Se a gente levasse ao pé (heh!) da letra, eu também seria terrível em executar essas tarefas, visto que todos os meus desenhos de infância se resumiam em personagens escondendo as mãos atrás do corpo e com elaborados sapatinhos que não mostravam os dedos. Mas, no caso, estou falando aqui daquela arte maravilhosa em que as moças tiram vossas cutículas, lixam vossas unhas e as pintam com cores adequadas para passar valores de jovens de caráter e família que são, ou: como eu queria pintar as unhas de vermelho para o casamento da minha melhor amiga.

Pra quem aqui não tem o hábito de pintar as unhas, eu explico algumas regras básicas:

  • Cutícula é aquela pele mais molinha que fica entre seu dedo (pele de verdade) e sua unha (dura). Alguém um dia inventou que aquela pseudopele é feia e, desde então, usamos alicates afiadíssimos pra retirá-la antes de pintar a unha. O que acontece em 99% das vezes? Obviamente, arrancamos um pedaço da pele de verdade junto da cutícula – movimento conhecido como “tirar bife” e saímos com o dedo sangrando e ardendo após a aplicação de acetona para finalizar a aplicação do esmalte.
  • Quanto mais escuro o esmalte, ou ainda, quanto mais pigmentada a cor, mais infernal é aplicá-la.
  • Se você faz suas unhas em casa, um lado do seu corpo invariavelmente será mais bonito que o outro, a não ser que você seja ambidestro (nunca escrevi essa palavra antes na minha vida). Se esforce para que as fotos sejam tiradas do lado oposto ao lado que você é hábil.

Posto isso: unhas vermelhas, da mão e dos pés, casamento da melhor amiga, você vai ser madrinha. Você começa pelas unhas das mãos enquanto vê mais um episódio de Pedro Pascal sendo o homem mais maravilhoso do mundo inteiro Narcos com relativa destreza, um bife ou outro pra conta, abstraindo o conceito de “pelinha do canto” da sua mente. Ok. E daí você olha para os seus pés, seus pés seus queridos pés que te aguentam o dia inteiro caminhando pelo Centro de São Paulo dentro de sapatilhas fechadas e outras atrocidades do mundo moderno.

Vamos lá. Passa creme. Deixa o creme agir por mais um episódio de Pedro Pascal porque a coisa tá feia e pensa que, caso dinheiro você tivesse, você estaria agora recebendo uma massagem relaxante da moça da pedicure, com esfoliante de macadâmias e essas coisas bonitas que supostamente te fazem relaxar. Mas na real, você está com uma perna apoiada no chão, a outra em cima de um banquinho, enquanto você está sentada no sofá de casa com Vazenol vencido melecando os dedos.

E claro: a sua elasticidade não permite que você alcance seus dedos com a habilidade que você deveria – afinal, você vai ter que arrancar meia São Paulo dali, o que exige força, torque, ângulos corretos e um alicate afiado. Você precisa de uma outra pessoa. Você certamente precisa de um adulto. Você precisa se lembrar de que vale a pena economizar R$ 50 no próximo mês pra te salvar da dor no ciático que isso vai te proporcionar amanhã. E depois de um cavocar exaustivo, em que os tendões da sua virilha e daquela parte atrás do joelho urram de dor, já que sua perna está basicamente atrás do seu pescoço, chega a hora de passar o esmalte. Vermelho.

Quando eu escrevia na editoria de Beleza da Capricho, me lembro da matéria de dicas para as garotas economizarem, que incluía: aprenda a fazer suas unhas em casa. Pois bem. Acho que finalmente encontrei a prova maior que diferencia meninas de mulheres, a vida adulta da adolescência deboísta, a definição última de uma vida plena e a razão pela qual as pessoas esquecem seus princípios, seu caráter, tudo o que lhe foi passado por seus pais em troca de dinheiro… Fazer as unhas no salão.

Garotas de 15 anos de hoje que por acaso caíram nesse blog (saiam, por favor): a vida de vocês será melhor quando tiverem dinheiro para fazer as unhas dos pés no salão. Acreditem em mim. Uns dois anos depois do fim da faculdade, ainda que vocês tiverem que ficar sem comer por 1 ou 2 dias para tanto: vale a pena. Vale cada centavo e cada minuto do seu dia. Economizem. Pensem no futuro. Rezem por isso. O dia de vocês vai chegar.