favoritos #7

Maio durou uns 3 anos, né, migas? Vou falar baixinho pra esse dia 31 não durar pra sempre…

Esse texto da Contente sobre disponibilidade 

A Contente tem as iniciativas mais bacanas relacionadas à internet que eu conheço, incluindo um projeto que me agrada muito, de reviver a newsletter e dar a devida importância aos textos escritos fazendo eles chegarem diretamente no seu email – uma coisa que eu venho tentando fazer ultimamente é transformar meu email numa caixa de entrada de coisas importantes de verdade, e não só num reservatório de spam. Esses dias eu recebi esse texto, sobre disponibilidade, que me serviu bastante como um alerta sobre a vida em geral.

O blog Um ano sem lixo e essa iniciativa bacanérrima

A gente produz muito lixo desnecessário, né gente. O blog da Cristal traz jeitos simples pra gente prestar mais atenção no dia a dia e ser mais consciente em relação ao que consumimos. As dicas são ótimas!

O texto da Anna Vitória sobre Como pegar mulher na balada

É autoexplicativo, né, gente. Porfa, leiam, divulguem, imprimam, distribuam na Augusta.

“Sempre digo que feminismo pra mim é uma questão de reconstrução diária. Vejo minhas ideias de hoje em dia e fico me perguntando como podia ser tão equivocada há apenas dois anos. […] Tenho algumas questões bem mais consolidadas na minha mente, alguns posicionamentos bem mais fincados no meu idealismo e tenho me importado bem menos com questões pessoais e bem mais com questões de classe. Porque nós mulheres somos uma classe, não se engane. Não existe pra mim individualidade numa sociedade que nos enxerga como massa. Dito isso, gostaria de dizer como tem sido pra mim assustador ver o movimento feminista lutar contra si mesmo e ver muito mais ódio que luta.”

Isso:

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5 músicas para o lipsync for ur life

Eu já contei pra vocês que eu não sei ouvir música e também já expliquei que isso não significa que eu não goste de ouvir música. Eu gosto. Eu só parei no tempo. Na real, eu amo música. De verdade mesmo, minha maior frustração (além de não saber desenhar, mas eu tô trabalhando nisso) é não saber cantar. Cantar, cantar mesmo, de verdade, tipo isso aqui. Cantar no chuveiro eu já canto. E me larga num karaokê pra você ver quando que eu saio de lá (nunca).

Então vocês imaginem a minha cara quando eu vi que uma das sugestões de posts do Rotaroots* desse mês era 5 músicas para o lipsync for ur life.

Também não sei se já deixei clara a minha obsessão por Ru Paul’s Drag Race. Caso eu não tenha deixado, é assim: eu amo Ru Paul’s Drag Race. Eu nem gosto de reality show mas eu absolutamente amo essa merda dessa série. É a coisa mais engraçada, bonita, gender fuck, emocionante, maravilhosa do mundo. Sério, assistam, depois a gente conversa. Mas a questão é que a prova “final”, a que decide mesmo quem vai e quem fica, é um lipsync – também conhecido como dublagem.

Música absurda, drag queens montadíssimas, competição da melhor qualidade, e você tem coisas tipo essa:

Maravilhoso, não é?

Pensando nisso, vou dizer a vocês que não foi nada, nada, absolutamente nada difícil escolher quais seriam as 5 músicas para o lipsync for my life: 

 Cryin’ – Aerosmith

Música favorita da banda favorita, gosto especialmente dessa versão bem bêbada-sensual do Steven Tyler. E teria lipsync inclusive da gaita, é claro.

It’s my life – Bon Jovi

Eu não sei o que aconteceu com o cabelo do Bonja nesse show, mas a minha performance teria direito a calça de couro justíssima e peruca de poodle.

Total eclipse of the heart – Bonnie Tyler

Definitivamente, não existe nada melhor que esse clipe no mundo todo. Lipsync com direito a bailarinos ninjas e toda essa parafernália apocalíptica.

Rolling in the deep – Adele

Começa devagar, vai culminando em deeeeeeeeep agudíssimos, com uma vibe diva negra do jazz, com uma vibe moderna e pop. Perfeita.

I’ll survive – Gloria Gaynor

Apenas serving carão e técnica no lipsync dessa que é a maior música de toda a história da música.

Certamente eu não ganharia a coroa, mas o objetivo aqui sempre foi levar o Miss Congeniality 😉

* Esse post faz parte da blogagem coletiva do grupo ROTAROOTS.

fucking frenetic Furiosa

Eu não sei – e nem pretendo descobrir como – fazer resenhas de filmes e eu também ainda acho que falta muito pra eu conseguir falar de feminismo do jeito que eu quero aqui. Mas neste sábado eu assisti a Max Max: Estrada da Fúria no cinema e eu não consigo pensar em mais nada. Eu tentei bastante pensar direitinho no que o filme me fez sentir, mas basicamente tudo o que entendia era na esfera realmente das ~sensações~, muito mais do que apoiado em qualquer questão técnica, cinematográfica, ou mesmo de princípio/questões da luta pelos direitos iguais.

Basicamente:

  • Eu não me lembro do Tom Hardy no filme. E é o fucking Tom Hardy;
  • Eu nunca pensei que fosse gostar tanto de um filme que tem tipo, 3 diálogos;
  • Minha lente esquerda começou a dar ruim no começo do filme, e eu entrei no cinema completamente caolha. E eu saí com a absoluta certeza de ser a reencarnação moderna (ou pré-histórica?) da Furiosa caolha que termina o filme (se alguém me fala de spoiler aqui eu chuto o saco) pronta pra reinar absoluta;

Há muito, muito tempo, uma personagem feminina não conseguia me causar um sentimento tão forte de empatia, de identificação, e de putaquepariu quero ser igual a ela quando crescer. Nesse momento estou caçando uma festa à fantasia para ir de Furiosa. Se vocês souberem de alguma, por favor, me avisem – senão eu vou ser obrigada a ir no cinema novamente enfrentar os cosplays do Naruto vestida de mãe de todas as mães, Khaleesi do deserto, rainha absoluta dos menininhos desnutridos.

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E por favor, se vocês não entenderam nada do que eu disse aqui, ASSISTAM O FILME, e leiam depois essas coisas maravilhosas sobre ele:

facilita

não é fácil. já não é nada fácil. a gente já tem 1298 coisas diariamente lembrando a gente que não é fácil. então: não fode. não deixa acumular, não deixa chegar no limite – não deixa pra última hora. não fica remoendo a raiva, não deixa a raiva crescer, não alimenta os animais.

respira fundo.

não diz que não tem tempo, que não tem dinheiro, que é difícil de chegar. tempo a gente arruma, dinheiro a gente consegue, e tem jeito pra ir pra todo lugar. sonha. e peloamordedeus, põe o sonho no papel e vê como faz pra chegar lá. escreve, desenha, pinta, canta, dança, mas não fica parada, vendo o Netflix (mas veja o Netflix também). sai de casa. anda. não diz que não tem tempo, que não tem dinheiro, que é difícil de chegar.

para de reclamar.

reclama um pouquinho com quem sabe ouvir e chega. chega. bota a bunda pra se mexer. escreve num papel, na geladeira, no espelho, anota no celular, põe lembrete, baixa app. mas facilita. não deixa de fazer, de ser, de dizer. não-deixa-de-dizer. facilita, amiga. facilita que a vida já tá aí pra mostrar que não é fácil. a gente tem que nos dar a chance.

[lembrete diário]

favoritos #6

O favoritos agora vai ser mensal, porque eu comecei a perceber que quero postar meus links amados a cada semana, loucamente, e aí o blog vai virar só isso. Então na última semana de cada mês, taca-lhe retrospectiva do que eu achei de mais legal na internet, rapaziada:

Esse texto do Olga sobre manterruptingbropriating, mansplaining e gaslighting: 

Porque o machismo está nos detalhes, e a gente tem que prestar atenção pra não reproduzir/endossar esse comportamento ridículo da nossa sociedade.

O trabalho dessa editora maravilhosa, responsável pelos maiores livros desse incrível fenômeno dos Young Adult:

“In the cosseted world of children’s book publishing, getting an editorial letter from Ms. Strauss-Gabel, the publisher of Dutton Children’s Books, is the literary equivalent of winning a golden ticket to Willy Wonka’s chocolate factory. It virtually guarantees critical or commercial success, and often brings both.” Sério, se eu encontrar essa pessoa na rua, provavelmente eu cometa assassinato pra tomar o lugar dela.

As 10 lições de vida que a gente pode aprender com as Spice Girls:

eu era completamente viciada em Spice Girls na pré-adolescência, fazia coreografia, aprendia inglês, dançava e cantava loucamente. Foi bem legal voltar no tempo e ver o quanto elas foram importantes pra mostrar de verdade o girl power da época.

Na mesma vibe, esse texto importantíssimo da sempre ótima Anna Vitória, mostrando porque (e como) a gente tem que se amar:

“Sou contra a gente TER QUE fazer esse monte de coisas porque alguém disse que do jeito que estava não estava bom. […] É esse imperativo que me mata, porque ele vem de todos e de ninguém, seguindo uma ordem pra atingir um objetivo impossível de ser alcançado.”

E, pra finalizar com lindeza, o tour pela casa da Elsie, que é tipo um sonho, só que existe de verdade: