leituras de março

Cadê o Leituras de Fevereiro, né gente? Não tá sendo fácil, galera, vamos ter paciência com esse pequeno ser de 1,5m pelamordedeus, porque de cobranças já chega a vida, né?

A verdade é que eu não consegui terminar nenhum livro em fevereiro – todos os que comecei ainda estão pendentes. Quando março começou, ao invés de terminá-los, como eu devia, comecei outros, acho que pra tentar fugir da obrigação. Deu meio certo, já que eu li beeeem menos do que em janeiro mas, ainda assim, livros bacanas. Vamos a eles:

Sejamos todos feministas, de Chimamanda Ngozi Adichie: 

sejamosfeministaso ensaio é a adaptação do discurso feito pela autora no TEDx Euston, que tem mais de 1 milhão de visualizações e…. foi musicado por tia Beyoncé. Fim. Vou fazer a piadinha do flawless aqui por sim, eu posso, e é muita maravilhosidade pra uma coisa só. Eis que a Companhia das Letras sabiamente resolveu transformar a fala da Chimamanda em um livrinho curtinho e fantástico.

“O que significa ser feminista no século XXI? Por que o feminismo é essencial para libertar homens e mulheres?” Ela usa a própria experiência – sua criação na Nigéria, a diferença de tratamento entre homens e mulheres, mesmo quando já era uma escritora famosa – para pensarmos em quanto estamos distantes do ideal na questão de gênero.

O mais legal: a linguagem de palestra é a mais próxima possível do leitor, então é um bom jeito de mergulhar na literatura da Chimamanda que é absolutamente incrível e dolorida.

Podia passar sem: nada, é lindão, necessário e apaixonante. Só é uma porrada, claro, mas aí é esse mundo maravilhoso em que a gente vive, né.

Amy & Matthew, de Cammie McGovern:

ammymatthewuma decepção. Ai que tristeza. Fui toda empolgada pegar esse livro por motivos de: capa linda + título propositadamente trocado para ficar parecido com Eleanor & Park e, puuuuuts, galera, que tristeza. Achei a história mal construída e os personagens extremamente forçado. Amy & Matthew é um romance adolescente com um toque de sicklit, já que a personagem principal, a Amy, tem uma espécie de paralisia cerebral que deixa metade de seu corpo bem ruinzinha: com dificuldade de movimentos (ela caminha com ajuda de um andador), quase não fala – e se comunica através de um computador, tipo Stephen Hawkings, apesar de ser uma garota comum, engraçada e extremamente inteligente. Tá aí o problema: ela não convence. A ideia de construir uma Amy bacanérrima, inteligentíssima, engraçadona, cheia de características adolescentes – das brigas com a mãe ao desejo sexual por Matthew – é muito, muito forçada, e não convence. Na tentativa de mostrar que, apesar da condição dela, Amy é uma garota comum, ela vira só uma mistura de várias personalidades que oscilam muito e a deixam… Chata.

Basicamente, a história é a respeito da amizade entre ela e o Matthew, um fofo de garoto que tem um TOC brabo, desses de atrapalhar a vida. Ele se inscreve para ser uma espécie de “cuidador” dela – a mãe MALUCA oferece essa vaga pra galera – e aí vão se conhecendo, se envolvendo, passando pelos perrengues do último ano do colégio juntos, até a Amy entrar na faculdade. E aí tudo degringola bastante, num enredo muito mal elaborado desses que a gente sai achando que foi inspirado num dramalhão mexicano, sabe?

O mais legal: o Matthew é realmente um querido. As dificuldades que ele enfrenta com o TOC e com o “não saber o que fazer com a Amy” são muito mais reais e despertam muito mais a empatia do leitor. É mais fácil se apaixonar e ficar do lado dele – mesmo que ele também seja um enorme cestinho de clichês adolescentes, com direito a “cachos que caem sobre os olhos”.

Podia passar sem: a autora deveria ter abaixado um tom de tudo o que ela escreveu pra deixar a história mais verossímil e a personagem principal mais simpática. Na tentativa de passar a mensagem “todo mundo pode ter uma vida normal”, só criou uma Amy nem um pouco gostável.

Por lugares incríveis, de Jennifer Niven:

porlugaresincriveisque livro pesado. Já aviso que se você tiver problemas com depressão e suicídio, não leia. Se você tiver e quiser um livrinho bobinho que te acalente e mostre que “outras pessoas também passam por isso”, então leia. Mas é pesado. Bem pesado.

Ele conta a história do Theodore Finch e da Violet Markey que se encontram… No topo da torre do colégio, dispostos a pular. E bom, como a ideia não era um suicídio coletivo, eles desconversam e, a partir daí, começa a história. O Theodore pira na da Violet: ela não entende muito. Ele é conhecido como um garoto problema que só faz besteira. A vida dela era perfeita até o acidente de carro que sofreu junto com a irmã, que morreu na ocasião, e claro que a Violet se culpa um monte. E aí, numa aula de geografia, ele ~gentilmente~ faz dupla com ela num trabalho em que os dois têm que descobrir lugares bacanas no Estado em que moram.

Ai, gente, que coisa mais linda. O amo-mas-não-assumo dos dois é tão delicado e permeado de momentos sinceros e sentimentos tão reais que é quase palpável. Os problemas de cada um também. Mesmo que você não tenha passado por nada parecido – a perda de alguém querido, uma depressão forte – é de sentir na pele as aflições, as dúvidas, os medos de cada um. E a coisa da viagem para os lugares incríveis, cada um mais estranho e doidinho que o outro, é de encher o coração de alegria e amor <3

O mais legal: Theodore Finch é um desses personagens que a gente se apaixona, quer conhecer um igual, pensa no ator que vai interpretá-lo no cinema, fica reconhecendo na rua. Eta menino apaixonante – o que deixa tudo mais triste e difícil de engolir. A autora tem um texto bem bacana, desses que faz a história parecer real e fica ecoando na nossa cabeça quando a gente fecha o livro – quero que venham mais livros delas por aí!

Podia passar sem: já falei que o livro é pesado? Tenho medo que adolescentes desavisados peguem achando que é mais um romance YA, até pela capa – lindíssima e alegre, mas alegre até demais – e acabem tomando uma porrada mais forte do que possam aguentar em momentos de fraqueza. Talvez o posfácio, em que a autora explica a “inspiração” dos personagens e da narrativa, pudesse vir antes, ou na orelha/quarta capa, quase como um aviso.

E vocês, estão lendo o quê? Me sigam la no Goodreads pra compartilhar!

as séries que estou assistindo – a volta dos que não foram

Tá aí uma constante nessa vidinha de meu deus: assisto compulsivamente a séries. Todo dia. Maratonas no final de semana. Séries sem fim. Assisto séries para matar tempo enquanto minha série não volta ou eu não descubro uma nova série favorita. E as da vez são:

Sons of anarchy: cabô. Eu comecei a assistir e já tinha acabado, na real. Acabou esse ano. É uma série sobre uma gangue de motoqueiros no fim do mundo dos EUA, com problemas de motoqueiros e vida de motoqueiros… Não sentiu uma empatia? MANO É MUITO BOM. É viciante. Você sempre quer mais. E tem a bundinha do Jax. E tem o Opie, meu marido:

Na real fica bem ruim nas últimas 2 temporadas, mas qual série não fica? Breaking Bad é a resposta.

Better all Saul: nhé. Nunca vai ser Breaking Bad. Beijos.

How to get away with murder: ai, gente. Tinha tudo pra ser maravilhoso, né? Tem a diva-mór-surpresa da Viola Davis sendo apenas a advogada fodona do Universo que livra todo mundo da prisão. Tem a Shonda Rhimes, essa coisa abençoada que fez Greys Anatomy (xiu, o pau vai comer se reclamarem). Tem assassinato. Tem investigação. Tem mistério. E tem as atuações mais bestas e os personagens mais rasos e MEU DEUS antipáticos da história da televisão desde a Paolla de Oliveira. Nada cola. Nada. Vontade de continuar assistindo? Zero.

House of cards: não vai ser a minha resenha que vai convencer vocês que essa é uma das melhores séries já feitas, então eu vou me deter em apenas um pequeno, minúsculo, quase ínfimo detalhe que me faz estar chorando nesse momento por ter terminado mais uma temporada: Claire Underwood. QUE MULHER, amigos, que mulher. Gostei muito de como ela cresceu ainda mais esse ano, como o papel dela se consolida como um dos centrais da série.

Unbreakable Kimmy Schmidt: ainda bem que eu não li muita coisa antes de começar a ver, porque eu só sabia o necessário – uma série da Tina Fey. Ainda bem mesmo, porque eu provavelmente nunca me interessaria por nada que a sinopse é “mulher resgatada de um culto religioso tenta se adaptar ao mundo real”. GENTE. Gentê. Vocês não estão entendendo o quanto essa série é genial. Primeiro porque é uma das coisas mais engraçadas que eu já vi nos últimos tempos – e eu meço o nível de engraçadisse de uma série contando o número de vezes que eu tenho que pausar pra continuar rindo. Muitas. É o tipo de humor sarcástico e doentio que faz com que eu me dobre de tanto rir. Depois que tem a pegada feminista cínica que só a Tina Fey, aaaaah a Tina Fey, consegue dar, sem parecer piegas ou panfletário. Lindo. E ainda tem os personagens mais incríveis e queridos e identificáveis do mundo todo. É muito amor só pra tão poucos episódios, viu?

Ah sim, e tem essa entrada. Não sei o que dizer, só sentir:

E aí, que cês tão vendo?

favoritos #4

Ainda tô nessa vibe analítica dos 26 anos – que ainda não chegaram – então tá difícil de pensar em qualquer outra coisa. Por enquanto, ficam essas coisas lindas que eu achei durante a semana:

Essa loja e essa modelo:

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Esse post sobre ilustrações motivadoras do Pequenina Vanilla:

pequeninavanilla

Esse texto da Emma Barnes:

“Acho incrível que exista tanta oportunidade para o mercado do livro, e tanta escassez de habilidades para aproveitá-la, com um apetite aparentemente muito pequeno para mudanças. Faça de 2015 o ano em que você vai aprender a programar – para o bem da nossa indústria.”

A Jout Jout <3

Boa semana!

quase 26

E chegaram os 26. Quer dizer, ainda faltam uns dias, e esse ano não posso nem reclamar de nada, viu? Tô aqui quietinha aproveitando esse inferno astral maravilhoso – mesmo, sem ironias – só agradecendo e tentando não fazer muito escândalo sobre as coisas boas que os últimos tempos têm trazido. E acabou que os 26 estão chegando junto de um monte de mudanças dessas que tiram a gente da zona de conforto, assustam e deixam a gente com um medinho. A proximidade dos 30 (meu deus, escrever isso é aterrorizante!), umas reviravoltas, muitas coisas novas… Um medinho bom, eu diria, viu? No geral, uma sensação de que, finalmente, parece que tudo tá entrando no seu devido eixo, mesmo que demore um tempo pra eu me acostumar.

Daí que a Anna fez um post bem incrível sobre as 21 coisas que ela aprendeu aos 21 anos – MEU DEUS, 21 anos, sdds – e eu resolvi parar e fazer aquele balanço cheio de gifs incríveis, né? Não que eu tenha aprendido muita coisa ou possa dar conselho pra alguém. Deus, não. Mas vale como um exercício de coisas que eu sei que devem ser de uma maneira e tenho que me esforçar diariamente para colocar em prática, por mais difícil que seja, para o bem geral da nação. E vamos a elas:

mama Ru me ensinou tudo o que sei. vem comigo!

1. Seja gentil. Não interessa se você não concorda, se você não gosta, se você está certo e a pessoa errada. Seja gentil. Seja gentil por princípio, com o cobrador do ônibus, o médico mal-humorado, o SEO da empresa. Você nunca sabe como foi o dia da pessoa. Especialmente se você gosta de alguém: seja gentil. É mais exaustivo responder “affff que ridículo” do que um gracioso “ah, eu não sou muito fã, mas que legal que você curte!”, vai por mim.

2. Não seja idiota. Ser legal com as pessoas, gentil, não significa dar murro em ponta de faca com gente que te trata mal ou não merece. Eu sou a rainha da segunda chance: and that’s it, segunda chance. Acabou. Na primeira você assume que a pessoa fez cagada, a segunda já entra num outro mérito, de caráter. Continue tratando educadamente mas: não seja idiota. As pessoas são ruins mesmo.

3. É ok não fazer nada. A gente vive num mundo que todo mundo faz tudo ao mesmo tempo, e dá um certo desespero quando você está apenas em casa, de pernas pro alto, e não tem nada pra colocar no instagram. A gente se sente culpado, né? Gente, why? Fazer nada é incrível, ter tempo pra pensar, pra dormir, pra pensar mais, pra dormir mais… É melhor não ficar olhando tanto pra grama do vizinho.

4. Dinheiro é energia, e energia tem que circular. É bacana guardar, poupar, pensar no futuro, mas é legal também investir no que você quer, seja um curso que vai te ajudar a conseguir uma posição mais bacana, seja um corte de cabelo novo que vai te fazer mais confiante. Claro que todo mundo sabe onde seu calo aperta, mas a gente não tem que se sentir culpado de gastar o dinheiro que ganhamos – ~honestamente, eu espero, néam, gente?

5. Toda forma de conhecimento é válida. Toda, gente. Sabe aquele curso de robótica que você fez na 5ª série? Guarda ele com amor. Você diz que nunca vai usar aquela fórmula de química, aquele estágio nada a ver, aquele curso que fez na empolgação? Alguma coisa você tirou de todos eles, tenha certeza. Ainda que seja a certeza de que você não quer NADA com aquilo: já é alguma coisa.

6. Estude. Começou o assunto de tiazona, mas gente, estude. Qualquer coisa: pode ser letra de música pra fazer lipsync na balada, não tem problema. Mas sente a bunda na frente do computador e leve a sério uma coisa que seja na sua vida. Estude e queira ser a melhor naquilo, a melhor na dublagem de Beyoncé, a melhor no bate cabeça. Saiba do que você está falando e fale com propriedade.

7. Ansiedade é um bicho do mal. DO MAL. Ela consome a gente, faz com que façamos coisas no impulso, na raiva, na loucura, não nos deixa dormir e faz a gente ganhar 4kg em uma semana. SOSSEGUE A PIRIQUITA. Tem hora que a gente tem que entregar pro universo, porque não dá pra ter controle de tudo. Planeje-se, organize-se, torça, mas é isso… Quando a gente deixa a coisa rolar sozinha é bom também, viu?

8. Você não perde mais 2kg em 1 semana como perdia quando tinha 20 anos. Nem tente.

9. Em compensação, você ganha 4kg em 1 semana com uma facilidade avassaladora. NÃO TENTE TAMBÉM.

10. Desapegar é preciso. Das coisas, das pessoas, do armário cheio de roupas. Já falei das pessoas? A gente gasta energia demais pensando e confabulando sobre as coisas que foram e poderiam ser, sobre o que o fulano está pensando. É preciso liberar espaço pras coisas boas chegarem na gente, e água parada dá dengue, né? Bota pra circular e desapega.

11. Enfrente seus medos. Nem vou falar de fobia de aranha ou medo de altura, porque né, a gente precisa é de psiquiatra. Mas aquele medo de começar uma coisa nova, de enfrentar determinada pessoa pra marcar sua posição, de entrar pra aula de dança mesmo sendo um poste. Aproveita aquela adrenalina que dá, a dor de barriga, respira fundo e vai-de-cabeça, sabe porque? Depois passa. Foca no “depois passa”, porque passa. Juro.

12. Faça as coisas. Não se arrependa de não ter feito, pelamordedeus, é a pior sensação. É claro que isso não serve praquelas desculpas esfarrapadas de gente mau caráter que diz que tá aproveitando a vida, hein? Mas o que eu conheço de gente que deixar de ir/fazer/curtir porque “e se eu não gostar?”, “e se não der certo?” e “e se não rolar?”. E daí? Pelo menos você vai ter feito.

13. Só você está preocupado com isso. Sabe, isso que você está pensando? Só você se importa. A outra pessoa? Puff, ela está bem. Então se preocupe, pense, queime uns neurônios, mas não dê mais peso, mais valor, do que VOCÊ merece. Não arraste mais o piano do que o necessário.

14. Você sempre vai achar que dá mais pras pessoas do que elas pra você. Sempre. Existem uns 2 ou 3 momentos em que você diz “ah não, acho que essapessoalindaaqui realmente me entende e me ama proporcionalmente”, mas é isso: 2 ou 3 segundos. E tudo bem: a gente tem que aprender que cada um tem uma prioridade, e a nossa prioridade tem que ser… a gente. Ou você taca um let it go e vive a vida mais leve, ou você vai sofrer. Eu sofro: mas tamo no caminho. #piscianosentenderão

15. Não perca seu tempo, nem o tempo dos outros, julgando as pessoas. É feio. É errado. Por mais estranho que te pareça o comportamento alheio, antes de pensar “gente, mas que…?”, pare e pense que aquela pessoa pode ser simplesmente feliz e satisfeita fazendo seja lá o que quer que seja que ela faz.

16. Tente com todas as forças do mundo não dar tanta importância para o que os outros pensam de você. Essa é a coisa mais difícil da vida, eu acho. Enquanto eu não evoluo pra um plano astral superior, ando usando a técnica Jinx Monsoon de repetir incessantemente que eu não ligo. Toda vez que vou sentir aquela auto-vergonha, chacoalho a cabeça e penso em: pugs, pinguins, RuPaul’s Drag Race, gatinhos. É um começo.

17. Escolha suas brigas. Sabe isso que eu tô falando de energia? É tipo The Sims mesmo: a nossa barrinha vai diminuindo ao longo do dia, da semana, do então então, virge maria. Não vale brigar por tudo – mesmo que tenha muita coisa que mereça. Tente discernir o que vale a pena e concentre suas forças ali. E aí sim: vá até o final. Especialmente pra quem tem mania de comprar a briga dos amigos: segura, que a gente não guenta.

18. A vida não é fácil. Quando uma coisa estiver difícil, tudo vai parecer difícil. Quando parecer que as coisas estão se encaminhando pra algo bom, vão aparecer mais 3 opções igualmente boas. Você vai ter que tomar decisões e reclamar que “ah, nem quando as coisas dão certo elas dão certo de verdade”. PARA. Aceite isso e pare de reclamar: você pode escolher, você pode optar, a vida de 90% das pessoas é pior que a sua.

19. Divida os problemas. Pode ser a arrumação do seu quarto ou o seu projeto de uma vida inteira. Se  você está infeliz com 15 aspectos diferentes do seu mundo, faça uma lista e um ranking do que é mais fácil de resolver. Comece por aí. Elimine o que puder eliminar: vai te dar ânimo para seguir em frente.

20. Acredite nos seus instintos. ACREDITE NO SEUS INSTINTOS. Talvez essa seja uma coisa muito particular minha, mas a vida já me mostrou inúmeras vezes que tem alguma vozinha interior nesses 1,53m que sabe das coisas. Não fui com a cara dela? Hmmm… wait and see. Tá parecendo maravilhoso demais? Calma, respira e espera. Sentiu uma boa vibração vindo daquela direção ali? Vai em frente. Vai com cuidado, mas vai.

21. Cultive as coisas boas. Leva tempo. Paciência. Cuidado. Tipo uma plantinha. Faça isso com os amores que valem a pena, com as amizades que deixam o coração quentinho, com o trabalho que já te deu satisfação, com aquele canto da sua casa que merece uma atenção. Cultive plantinhas também. Isso de prestar atenção, cuidar, ver crescer, é lindo.

22. Por outro lado: as coisas acabam. Por mais que a gente se esforce, às vezes, elas acabam. É uma coisa difícil enxergam esse momento com clareza, e a gente acaba arrastando, se arrastando e arrastando os outros com essa tentativa de fazer as coisas durarem mais do que elas foram feitas pra durar. Entenda, desapegue e siga em frente. É claro que não é tão simples assim, mas também não precisa ser complicadíssimo.

23. A felicidade está nas pequenas coisas. Parece frase do Pequeno Príncipe, mas se a gente continuar a viver esperando o final da novela do Manoel Carlos, em que todos casam, têm filhos, ficam ricos, são felizes e FIM, puts, a decepção é muito maior. Conseguir ser feliz um pouquinho por dia é uma dádiva, viu? Minha técnica é: sempre registrar os bons momentos. “Quando a coisa apertar durante a semana, vou me lembrar desse cochilo de 1 hora com o gato ronronando na minha barriga”. Ajuda 🙂

24. Tudo o que vai, volta. Música do CPM 22? Versículo do Padre Marcelo? Não, é só a vida. Não vale a pena perder tempo planejando a sabotagem do coleguinha, a vingança, o empurrão acidental na escada. E é MUITO DIFÍCIL ver azinimiga tudo aí, sendo felizes, brilhando, sendo reconhecidas quando você deveria. Parece que nunca ninguém vai ver a real, né? Mas tudo chega no seu devido tempo e as coisas aparecem. Vai por mim.

25. Não tente mudar as pessoas. Não invista em algo pensando nisso. Veja bem: sim, as pessoas podem e, graçasadeus, elas mudam, mas isso não parte de você. Insistir, mostrar, brigar, tentar, amar… Isso não faz com que as pessoas mudem. Elas mudam sei lá porquê, e quando elas bem entendem. Condicionar sua vida a esse momento é só bobo da nossa parte.

26. A melhor estratégia, em todo caso, a qualquer custo é: rir de si mesmo. Quando dá medo, quando dá errado, quando parece que não tem saída, quando não tem fim. E quando dá certo. Quando a gente ri de si mesmo convidamos as outras pessoas a rirem com a gente. Mostra uma vulnerabilidade que aproxima, que acolhe e que aquece, e deixa a vida mais leve. Mesmo quando é pra fazer drama: que seja um drama mexicano 😉