resoluções (possíveis) para 2014

Eu ia passar batido sem isso, mas achei importante, no final. Mentira: na real eu li duas listas de resoluções de ano novo que me incentivaram a fazer a minha, ainda que mambembe, por aqui. A primeira foi a divertidíssima Minhas promessas para 2014, de um dos meus autores preferidos, Juan Pablo Villalobos, que pretende, entre outras coisas maravilhosas, “soltar no México o boato de que conhece a Fernanda Lima”. A outra é a da Juliana Cunha, de quem eu empresto o conceito Sosh de autoestima aplicado a todos os níveis de relacionamento em 2014.

1. Investir mais em mim: tempo e dinheiro, sim. A minha resposta pra tudo esse ano foi “ah, não tenho tempo” ou “ah, não tenho dinheiro”. O primeiro eu vou tentar resolver mudando radicalmente alguns aspectos da minha vida. O segundo, não tem muita novidade, além de que eu percebi que não adianta parcelar na Zara, se aqui por dentro tá tudo zoado. Vou parar de arrumar desculpa para me cuidar mais, por “fora” (sim, eu vou comprar maquiagem, aceitem), e por dentro (virar homem e parar de ter medo de médico).

2. Correr: já que eu não aprendi a andar de bicicleta, que era uma das metas desse ano. Acho lindo esse povo todo no instagram correndo. É uma atividade física que eu acho realmente bonita: a coisa de ficar sozinha, de ah, correr, de sair do lugar. Pensei em voltar pro boxe, mas o momento está mais pra uma coisa mais all by myself. Eu não consigo correr 1 minuto direto na esteira, pra ser sincera. Mas eu vou tentar, e quero chegar no final do ano, pelo menos, com uma corridinha no currículo. Dá?

3. Voltar a estudar: quem me vê no dia a dia deve achar que eu estou louca. Estou quase infartando para terminar a porcaria da primeira faculdade que comecei – única e exclusivamente por motivos de: orgulho – e quero estudar mais? Quero. Porque agora, duas faculdades depois e muitos cursos mal-pagos, eu sei o que eu ser-quando-crescer de verdade. Eu sei no que eu quero ser boa. E eu já sou bem boazinha, então falta mesmo é mais incentivo. Nem que seja por conta própria.

4. Aprender a viver com menos: por uma questão de espaço, no armário, em casa, e de espaço, aqui dentro. Aprender a viver com menos pra liberar mais espaço no coração também, para ter menos preocupações, para sobrar mais para o que importa. E aprender a dar mais também entra nessa jogada, a aproveitar o que vem do dinheiro sem tanto peso na consciência. Desapego, né? Sempre ele voltando a aparecer por aqui.

5. Ler mais e escrever mais: todo começo de ano é a mesma coisa – tenho uns diazinhos de folga, eu leio 15 livros, vejo 15 filhos e escrevo posts pra janeiro inteiro. Depois, PUF, chá de sumiço. A meta esse ano é, pelo menos, 1 dessas coisinhas por mês: um livro, um textinho. Bem humilde, assim, mas possível, né? Pra não desanimar.

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