crazy cat lady

Quem me segue no Instagram tá cansado de saber o quanto eu sou apaixonada pelos meus gatos. O mais engraçado é que eu sou notadamente conhecida – vide minha timeline no dia do meu aniversário – por ser uma louca por pugs. Sim, pugs, aquele cachorro vesgo e que ronca. Esse mesmo. Mas a questão é: por mais que eu me imagine correndo em um campo de margaridas com um puguinho preto chamado Temaki, eu dificilmente compraria um cachorro. Por que, gente? Porque existem milhares de cachorros e gatinhos por aí precisando de amor.

E, quando eu fui morar sozinha, é claro que não demorou nem dois meses pra eu encher o saco da minha roomate pra adotar um gatinho. Eu aprendi a amar esses bichinhos temperamentais e completamente malucos com o tempo e muita, mas muuuuuita paciência. Porque, como diz minha cunhada: eu sou uma pessoa que pre-ci-sa ter um gato. Pisciana, carente, euprecisoquetodomundonomundogostedemim. Ter um gato em casa é a lição diária de desapego emocional que eu preciso.

E foi assim que, no começo do ano, chegou em casa o Benjamin. Um frajolinha minúsculo (embora tenha 1 aninho) que pisou lá em casa todo assustado, magrelo de dar dó. Ele tinha sofrido muito na vida: passou fome, foi mal tratado, devolvido. A gente não tinha a menor dúvida de que aquela seria a casa ideal pra ele: com duas loucas carentes sem poder ver a hora de dar amor, e filhas de italianos – ou seja, iríamos entupir o gato de comida. Dito e feito. Hoje o menino continua magrelinho, mas é por uma questão de estilo. Aquela pancinha tá ali, quentinha, sempre cheia.

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O que fez a gente escolher o Benja foi a descrição no site do Adote um Gatinho: dizia que ele era um gato tão carente, mas tão carente, tão cheio de amor, que um dos donos chegou a devolvê-lo porque queria um gato “normal”. Sem entrar no mérito da maluquice dessa pessoa, PRONTO: a gente tinha encontrado o gato perfeito. O gato-filhote-de-cachorro. O gato-Isadora. E sim: ele é esse gatinho, que acorda a gente todo dia de manhã pra dar beijinho, que pede pra tomar água na torneira, que acha que eu sou um gato do mesmo tamanho que ele e arranca bifes rotineiros de todas as partes do meu corpo.

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E, pentelho que só, cheio de energia, fez a gente pensar: bom, está na hora do Benja ter um irmãozinho. Muita gente já tinha contado pra gente que os gatos vivem superbem em duplas, que brincam – e destroem a casa em conjunto! – e dormem juntinhos, só amor e bolinhas de pelos. E então eu assisti O Fantástico Sr. Raposo, do Wes Anderson, e decidi que, já que é ilegal ter uma raposa (fato que eu verifiquei, é proibido mesmo), teríamos um gato laranja. E então encontramos no Gatópoles o até Oliver, que logo perdeu esse nome de michê e virou… O Fantástico Sr. Raposo. Sério.

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Bom, foram preciso exatos 5 minutos pro Sr. Raposo se sentir em casa. Ele desceu da caixinha, fez um xixi na caixa do Benja – já demarcando a folga com que se comportaria nos próximos meses – deu uma cheiradinha aqui, outra ali, deitou no sofá e dormiu. Uma bolota laranja gigantesca, que mais parece o Garfield, ronca (olha o pug!) e ronrona parecendo um motor de barco, dozóio amarelo e CINCO MOTHERFUCK QUILOS. 10 minutos depois ele já tava na minha cama, afofando meus peitos (é ¬¬) e dormindo em cima das costas do namorado. Ele é assim. Ah, e ele dispara todo dia, às 6h da manhã, com uma vuvuzela incontrolável que, em gatês, quer dizer: acordem, humanos, eu quero brincar. Amor <3

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Eles estão se dando bem? Not even close. Tá rolando um stress generalizado, que consistiu em semanas em que o Benja, se sentindo extremamente traído, começou a me tratar feito a Carminha – me fez servir comida e me punia quando bem entendia -, ficou cabreiro, se escondeu e, finalmente, resolveu assumir a postura de gato-alfa e atacar o outro gato. Que tem 4X o tamanho dele. Mas como lá em casa essas putaria de macho não existem, a gente tá tratando tudo naquela toadinha que a gente trata a vida: com paciência, diálogo e boas doses de dorgas, digo, ajuda de especialistas.

Tá sendo fácil? Bah, não. Eles ainda têm que ficar separados, quando eu queria chegar em casa e encontrar meu livro novo da Lena Dunham servindo de toca pros dois, acordar morta de tanta rinite alérgica por ter dois gatos na cama e não conseguir mais trazer visitas normais em casa, pelo desconforto. Mas nada – nadanadanadanadanadanada – ultrapassa a alegria de ter esses dois pentelhos em casa. Nada. Só quem tem um bichinho sabe o que é chegar depois de um dia de cair o cu da bunda e ter dois par de olho amarelo te olhando e correndo pra lá e pra cá de alegria. Nada.

Então, galera, a dica é: ADOTEM. Um gatinho, um cachorrinho, um porquinho-da-índia, um hamster, uma iguana. Raposas não, eu tentei. Mas olha só: vocês nem me venham com blablablá de “não tenho tempo”, ou “nossa, mas ele cresceu demais!”, ou “eu saio de casa e ele chora”. Ter um bichinho em casa exige uma responsabilidade absurda – mesmo sendo um gatinho come-e-dorme, ok? Sim, exige. Exige dinheiro, exige dinheiro extra com imprevistos, exige atenção diária, exige tempo, exige dinheiro e, eu já falei? Exige dinheiro. Antes de qualquer coisa, pense bem. No caso de gatos, seu apartamento tem que estar todo, eu disse TODO, telado, com telas apropriadas pra gato, e prepare-se para cobrir as tampas dos lixos com todo tipo de coisa pesada, tipo o bagulho que segura durex. Se você mora em casa, por favor, adote um cachorrinho. Além de fazer bem pros bichos, que vão correr à beça, é mais seguro pros gatos, que vão inevitavelmente vadiar por aí e, poxa, o perigo é imenso. Para facilitar, o pessoal do Rotaroots organizou todos os pilares da Guarda Responsável aqui. Leiam. É realmente importante.

E, além da minha declaração de amor em outra plataforma, esse post é também um projeto (atrasadíssimo da minha parte, meudeusdocéu) do Rotaroots, um grupo incrível de blogueiros, que está com uma parceria ainda mais bacana com a Max – Total Alimentos, que conta com um programa de responsabilidade social chamado Max em Ação. O mais legal? Em outubro já foi garantido 1 tonelada de ração pros bichinhos! Bom demais, né? E se você quiser contribuir ainda mais, dá pra localizar as ONGs cadastradas no hotsite e divulgar o link da ABEAC no Max em Ação.

Ainda não tá convencido que você precisa de um gatinho? Tó:

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““Esta blogagem coletiva faz parte do projeto Abraçando Patinhas, uma iniciativa do Rotaroots em parceria com a marca de ração Max – da fabricante Total Alimentos. Esta iniciativa reverterá na doação de 1 tonelada de ração para a ABEAC , ONG responsável pelo bem estar de cerca de 1100 cães. Saiba mais sobre o projeto no site do Abraçando Patinhas ou participando do grupo do Rotaroots no Facebook .”

eu não sei ouvir música

Vocês curtiram aquele texto rabugento em que eu disse que odeio o whatsapp, né, gente? Seu bando de velho ranzinza. Tava prestando atenção nisso: quando eu posto algo bonitinho por aqui, dá 3, 4 likes, zero comentários e alguns “eu quero!” esporádicos. Daí basta eu reclamar da vida, do cocô do passarinho que caiu, do azar que eu tenho na vida: pá, o blog bomba. Ô gente que ama ver desgraça <3

Pois é, daí pensando sobre isso, as coisas que eu odeio, as coisas que não sei fazer – já falei que não sei andar de bicicleta nem nadar? Discutam. – e eu percebi que tem uma coisa bem simples que eu sou absolutamente inábil: ouvir música.

Tipo, eu não sou surda nem nada. Eu GOSTO de música, não sou nem louca de vir aqui e falar que prefiro um mundo silencioso e pacífico. Não. O problema é que eu realmente não sei ouvir música. Em primeiro lugar, porque eu me desconcentro. Acho o máximo essa galera (todo mundo) que fala “eu não vivo sem música!”, “eu não se escrever sem música!”, “música me inspira”. Eu sou um senhorzinho de 102 anos que desconcentra com música.

Eu ouço música em duas ocasiões:

1 – enquanto faço alguma tarefa doméstica;

2- nos trajetos da minha vida;

O que, a princípio, era uma boa, considerando que eu passava 5 horas por dia em “trajetos” até o começo desse ano. Porém, pra quem acha que isso foi o suficiente pra me tornar uma conhecedora profunda do submundo do mangue beat afro-nipônico do bixiga: errou. Porque eu dormia. Longamente. Profundamente. Colocava os fones de ouvido e CATAPLOFT, acordava no Jaguaré. Beijas. Vez ou outra até conseguia decorar alguma música, meio que por osmose, mensagem subliminar ou o que fosse, mas né, gente? Sem chance. Shuffle e bateria infinita do bom e velho iPod Classic e adeus mundo real.

Desde que me mudei pra São Paulo, o tempo entre os lugares diminuiu drasticamente, e eu acabo aproveitando esses intervalinhos pra ler, já que consigo ficar mais atenta – mesmo na linha vermelha, viu gente? O que me leva ao segundo problema gravíssimo da minha vida: eu não sei ouvir música. Ah, você já falou isso, Isa! Mas calma, jovem padawan, eu explico: eu ouço sempre a mesma coisa. Sempre. A. Mesma. Coisa. Que se resume a: Whitesnake. Aerosmith. Beatles. Metallica. Playlist “Rock clássico”. Volta.

E eu queria deixar algo claro aqui: eu não me orgulho disso. Antes que alguém venha falando “mas issssssso que é música de verdade”, não, gente, não é legal. Eu morro de inveja de vocês que conhecem coisas novas. Que incentivam novos artistas, que se divertem em shows diversos, que trocam ideias sobre músicas, que fazem playlists temáticas. MORRO DE INVEJA. Eu sou um fiasco.

Eu já passei anos ouvindo a mesma coisa. Assim, não anos da minha vida: anos, mesmo. Um ano ouvindo só Beatles. Um ano ouvindo só Metallica. Teve até um longínquo e horroroso 2011 em que eu só ouvi e cantei e chorei Adele sem parar. Vocês têm noção de quão triste é minha vida, gente? Vocês fazem ideia do que é só saber quem é Lana del Rey porque eu dei um Google na 4ª vez que alguém me achou um E.T.? John Mayer? Nunca ouvi. Vamos pro show daquela banda hispter que estourou e todo mundo ama o vocalista? ….

Eu estou procurando ajuda, quero dizer. Já procurei especialistas. Tento anotar todos os nomes que meus amigos dizem em suas conversas absolutamente normais na hora do almoço. Eu tento ouvir tudo em casa, depois. Procuro mesmo, de verdade, eu juro. Muitas vezes eu até gosto das bandas… Mas eu esqueço. Eu esqueço de anotar, eu esqueço de baixar – porque, claro, amigos, eu ainda baixo música! – eu esqueço.

Eu estou tentando. Eu me cadastrei no Rdio e eu dou SHUFFLE em tudo o que eu posso. Peço sugestão dos amigos. Peço sugestão do aplicativo. Peço sugestão pro dono da banca de jornal. Eu juro que eu tento. E que eu vou melhorar. E que um dia vocês me pedirão sugestão de músicas também, e eu vou fazer um post musical com “o que eu estou ouvindo agora” e será lindo.

Eu tenho fé.

eu e a Rainbow e os livros

Eu já falei tanto de girl crush aqui que vocês já devem estar com uma impressão bem específica de mim, né? Sem problemas. Primeiro é a Lena Dunham, cujo meu cosplay involuntário só não é mais deprimente e escrachado (oi, quem tá loira? que, não eu.) porque a gente ainda não se conheceu. Depois tem a Amy Poehler, rainha das rainhas, aniversariante de ontem e dyva-mór da minha vida. E agora eu vim aqui falar da Rainbow Rowell.

Essa é a Rainbow Rowell.

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Ela é linda desse jeito. E ela escreve livros. Segundo ela mesma, algumas vezes são livros sobre adultos (Attachments Landline – que eu ainda não li), às vezes, ainda bem, sobre adolescentes. Que é o caso de Eleanor & Park e Fangirl, os dois da Novo Século. Mas são sempre livros “sobre pessoas que falam demais. E sobre pessoas que sentem como se estragassem tudo. E sobre pessoas que se apaixonam.”

Vocês estão ligados o quanto eu sou apaixonada pela literatura chamada de Young Adult – ou “juvenil”, pra gente – e eu não vou nem gastar tempo explicando muito. 1 – eu nunca cresci; 2 – eu continuo achando que eu vou estragar tudo a todo momento; 3 – eu não sei resolver nada que envolva assinaturas mesmo morando há quase 1 ano sozinha e, por fim, 4 – esse povo tem que ler, gente. Muito. Tudo. O que for apaixonante. Então não é mistério nenhum que eu tô sempre ligada no que está saindo por aí depois do John Green e, bom, eu conheci a Rainbow.

Dizem que o E&P (íntima) não fez tanto sucesso no Brasil quanto fez lá fora, mas eu realmente não sei por qual motivo – nem se é verdade. O livro é um romance adolescente bem típico, se não fosse por um motivo: é extremamente real. Através da voz da Eleanor, uma garota gordinha, ruiva do cabelo cacheado, vai listando de uma maneira bem nua e crua tudo: bullying, abuso (do padastro escroto), inseguranças (sou gorda. Sou feia. Minha mãe é mais bonita que eu.) e, é claro, uma paixão avassaladora, e tão eterna quanto pode ser uma paixão adolescente.

Aqui não tem nada de disfarce ou eufemismo: as coisas doem como doíam na adolescência, doem de verdade – lembra? E por isso é tão bom. Uma amiga que leu o livro antes de mim disse que “é exatamente igual a como era se apaixonar!”, e é. A narrativa, a história, mas também o livro, apaixonante. Claro que a Eleanor conhece um boy gracinha, o Park – que é asiático, gente! Pensa num mocinho asiático? Demais. Claro que ela acha que ele nunca vai olhar pra ela. E no começo  ele não olha mesmo. Mas depois eles se amam. E ele gosta do cheiro do cabelo dela. E ela gosta de como ele é magrinho. E ele gosta dos olhos da Eleanor. E ela gosta dos quadrinhos que ele lê. E ele grava músicas pra ela. E ela quer fugir com ele. Ai, gente…

E bom, depois tem Fangirl. Quando eu achei que não ia conseguir mais ler nada da autora – ah, eu tenho isso. Eu enjôo – eu acabei comprando o segundo dela na Bienal. Ganhei dois bottons. Sou fácil assim. E eu comprei Fangirl e comecei a ler no mesmo dia, só porque eu li que era uma história sobre… Fanfics.

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Ah gente, e aqui o momento revelação vai ser curto e sorrateiro, muito embora arranque um pedação gigante da Isadorinha adolescente que fui: é óbvio que eu escrevia fanfics. A coisa foi mais ou menos assim: eu li o 1º Harry Potter com 11 anos, o Harry tinha 11, fez 12, eu fiz 12, fez 13, eu fiz 13, e a gente foi crescendo juntos. O que vocês acham que eu tinha pra fazer, além de esperar o Hagrid vir me buscar? Eu escrevia e escrevia histórias paralelas que me impedissem de chorar enquanto Hogwarts entrava em hiato de um livro pro outro, é claro. Eu shippava os moço tudo, eu inventava personagens de cabelo cor de chocolate, eu dava o devido valor para o Lupin e para o Sirius e, é claro, eu nunca publicava nada (nem adianta googlar). [/fimdarevelação]

E a Cath, a Cather, a personagem principal de Fangirl escreve fanfics. De Harry Potter – ou Simon Snow, a versão da Rainbow do personagem da J.K.Rowling, absolutamente igual e, por isso, ainda mais engraçado. Ela é uma escritora famosa na internet junto da irmã gêmea, a Wren. Mas as duas cresceram e entraram na faculdade, e a Wren tá a vibe curtir a vida adoidado: não quer dividir quarto, bebe loucamente com as amigue, pega os boyzinho tudo e who the fuck is Simon Snow? Tá na hora de apagar esse passado adolescente, né gata? E sobra tudo pra Cath.

Enquanto isso, a Cath tenta: 1 – terminar a sua fanfic mais famosa, lida por milhares de fãs, antes do lançamento do último livro da série; 2 – passar de ano; 3 – sobreviver à faculdade; 4 – não tretar com a irmã revolts; 5 – lidar com a volta da mãe, que abandonou as duas quando eram crianças. Deu pra sacar que a Rainbow curte um drama, né? Bom, pisciana que sou, eu nunca reclamaria. Então tá, né gente. Tô apaixonada.

E para além das personagens femininas incríveis que ela constrói – ah, mas um dia eu vou escrever sobre isso! – Fangirl me pegou pelas descrições incríveis de o que é ser fã. E o que é ser fã de um livro – ou uma série, uma saga. Eu acho engraçado como as pessoas hoje em dia ficam assustadas com o sucesso, por exemplo, de uma Cassandra Clare na Bienal. Eu lembro perfeitamente como é sentir que uma pessoa que não te conhece, que mora a milhares de quilômetros de você, que não sabe da sua existência, consegue escrever exatamente aquilo que você sente. O que você queria escrever. O que você anseia, com todo o seu ser, que acontecesse com você.

Harry Potter teve esse papel na minha vida e, mais do que me fazer ter vontade de sumir do mapa e aparecer num mundo mágico (oi, metáfora da vida?), fez com que eu me apaixonasse por ler e por escrever. Pelos mundos maravilhosos que a gente pode criar, e tantos outros que a gente pode visitar quando quiser. E eu fico inacreditavelmente feliz sabendo que agora existem outros Harrys Potters – seja a Rainbow, o John Green, a Cassandra, a moça dos Jogos Vorazes, Divergente, ou qualquer um deles. É lindo e traz esperança saber que tem mais gente apaixonada por aí. Não importa pelo o que seja, né, Rainbow?

Os vendedores começaram a empilhar grandes caixas de livros – caixas especiais, azul-marinho com estrelas douradas. A gerente da loja vestia uma capa e um chapéu pontudo muito equivocado. Ela subiu numa cadeira e tocou uma das caixas registradoras com uma varinha mágica que se parecia com algo que a Sininho usaria. Cath revirou os olhos. […]

Cath saiu do caixa, tentando abrir caminho, segurando o livro com as duas mãos. Havia uma ilustração de Simon na frente, segurando a Espada dos Magos sob um céu cheio de estrelas.

– Você tá bem? – ela ouviu alguém, talvez Levi, perguntar. – Ei… tá chorando? […]

– Não acredito que acabou mesmo – sussurrou.

Wren a abraçou com força e balançou a cabeça. Estava chorando mesmo.

– Não seja tão melodramática, Cath – Wren riu, rouca. – Nunca acaba… É o Simon.

sou dessas

Eu dou duas voltas no cadarço. Tênis, bota, oxford, pros dias de mais estilo. Mas tanto faz o calçado, sou dessas que dá o nó, faz o laço, e faz de novo. Eu sempre deixo as pontas mais compridas pra poder dar a segunda volta, um nó, com o laço. Por mais feio que fique, é mais seguro. Dou sempre duas voltas no cadarço.