vida adulta

Eu resolvi chamar 2013 de “o primeiro ano da minha vida adulta” porque, bom, eu me formei ano passado e tal. É verdade: eu me formei bem depois que a maioria dos meus amigos, eu ainda estou fazendo (estou?) uma faculdade, eu ainda moro com os meus pais. Naquela listinha que eu fiz com 10 anos, “onde você vai estar daqui a 10 anos?”, eu estou é bem atrasada. Mas não tem problema. Eu boto na minha cabeça que vou tatuar a frase do Bon Jovi/Frank Sinatra no meu braço, lembrando que eu fiz tudo do meu jeito e, no final, acho que está tudo bem.

Mas é estranho pensar que vida adulta é isso aí. A gente paga as contas, se aperta pra poder viajar, tem problemas e conquistas no trabalho, cresce, aparece, faz e acontece. Mas é meio que isso aí. E eu escolhi o primeiro ano da minha vida adulta pra ser justo 2013, que parece que está meio acima do peso, meio vagaroso, meio fazendo hora extra. Se 2013 fosse um pokemón, 2013 seria o Snorlax – e essa é a maior demonstração da minha maturidade que eu vou dar nesse texto.

Estou começando a achar que é isso aí. Entre eu começar a escrever isso aqui e dar o “publicar”, se passaram alguns dias – porque, afinal de contas, ser adulto é estar “muito ocupado” para qualquer coisa, incluindo escrever – eu acho que tive uns avanços. Fiz um mochilão (se fosse um videogame, seria nível “intermediário”, já que tinha lugar pra fazer cocô, mas também tinha pulga e barata) na raça, comprei um creme para peles a partir de 25 anos e me toquei que faço 25 anos no ano que vem. Também gastei bastante dinheiro comprando sutiãs decentes, o que, creio eu, configura o status “mulher” (e não “menina”), não importa o que meu 1 metro e meio diga.

Eu também pretendo cozinhar uma ceia de Ano Novo. Se houver convidados o suficiente – senão, vai ser Cup Noodles. E meu gato. (O que já me eleva para uns 80 anos na escala dos adultos, mas vamos com calma). E passo horas, e horas, e horas, escolhendo qual vai ser a decoração do futuro quarto. Eu me preocupo em “só trabalhar nessa vida”, sem ter tempo para os amigos, para correr na rua, para me divertir, e reclamo de tudo isso com os amigos, ou penso enquanto corro, ou resmungo nas noites de bebedeira.

E acho que é isso aí. A gente segue trazendo carregamentos imensos e ilegais de rum de outros países – cada vez com mais medo de ser pego na alfândega: porque agora pode dar merda de verdade. E entre uma derrapada ali e um “quero voltar pro colégio” ali, percebe que essa tal de vida adulta até é legal, especialmente pelo o que ela ainda não mostrou. Certamente vai ter toda aquela deprê “aaiii eu deveria ter feito X e Y enquanto eu era jovem”, mas a gente vai tentando por aqui, torcendo para que seja, ao menos, tranquilo. E dê pra tomar mojitos no meio do caminho.

(sim, eu tenho uma pasta de gifs de Girls separada no meu computador. that clichè.)

(sim, eu tenho uma pasta de gifs de Girls separada no meu computador. that clichè.)

Feliz 2014, pessoal!

favoritos #1

Faz tempo que eu penso em como reunir em um lugar só tudo o que eu acho por aí, nessa internet maravilhosa. Eu compartilho bastante coisa no meu Facebook, mas, apesar de achar que ali é o caminho certo, mesmo (já que ninguém entra mais em blog, o novo local de escrita, pra mim, é por lá), ainda falta bastante pro sistema de buscas do tio Mark me deixar à vontade de compartilhar coisas apenas na timeline azulzinha. Pensei em criar uma página do blog, mas a quem eu quero enganar fingindo que vou atualizar o negócio? Talvez, um dia, até role – e eu pare de fazer autopromoção na página pessoal – mas, por enquanto, deixa eu fingir que sou hipster e antenada.

Pensei em “Coisas lindas da semana”, mas elas podem não ser necessariamente lindas. Pensei em “Favoritos da semana”, mas, novamente, a quem eu quero enganar dizendo que as atualizações aqui serão semanais? Ficam, portanto, os meus “Favoritos”: textos interessantes, emocionantes, fotos bacanas, aquele consumozinho que ninguém escapa, essas coisas, que a gente gosta de ver – e de saber que os outros sabem que a gente gosta.

As melhores leituras de 2013, segundo a Confeitaria Mag

Essa revista independente é uma das coisas mais legais que tenho lido ultimamente. Reúne muito texto bom de muita gente bacana, e essa mesma gente bacana fez uma seleção das suas leituras do ano. Claro que tem muita coisa… Bacana. Pra anotar na lista de leitura de 2014.

As mulheres inspiradoras de 2013, pelo Olga

Inspirador e maravilhoso, o Olga é um alívio em tempos do meu desespero com o mundo. Feminista e sobre o feminismo, sobre a gente, mulher, sobre o mundo. A lista é pra googlar cada nome e fazer a lição de casa, tá?

A Cynthia, do Simply Cyn

Maravilhosa e cheia de estilo – e ainda indica muita coisa boa pra ouvir. Já dá pra ser amiga dessa mulher?

imagem daqui

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