favoritos #22

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Uma parede de glitter. UMA PAREDE DE GLITTER. Adeus | A Casa Chaucha é um dos blogs de decoração mais autênticos da internet e agora tem um Guia de Botânica! | Os bordados gigantes que estão enfeitando Madrid e a minha cabeça | Esse apartamento é todo absolutamente incrível, mas eu tô completamente apaixonada pelas portas dos armários da cozinha. Pode?

// Daily Links: Return to Stars Hollow Edition, da Rookie Mag, porque agora falta menos de uma semana e pode ser que eu esteja entrando em colapso.

// Você trocou a culpa católica pela culpa feminista?, um vídeo da Carol Patrocínio bem necessário, já que tem muita gente – como se não bastasse TUDO – cagando regra em cima do feminismo alheio.

// Sobre Elena Ferrante e uma pitada sobre relação mãe e filha, da Taís Bravo.

// O que aconteceria se o mundo inteiro virasse vegetariano?, matéria bem interessante (e pé no chão) da BBC.

// Edição especial “fim do mundo vem meteoro vamos todos morrer mesmo”: Don’t agonize, organize, da Lenny Letter, sobre o que podemos fazer em tempos sombrios (o conteúdo é fechado, mas assinem a Lenny, é uma das produções mais interessantes da internet hoje); ‘Insecure’: How Issa Rae’s Sitcom Just Became Our Post-Election SaviorDon’t Try to Gaslight Chimamanda Ngozi Adichie About Trump’s Racism; E, pra finalizar, esse texto lindo, Não choramos mais, da Brena O’Dwyer, que pode nem ter nada a ver com o assunto, mas talvez tenha. E não choramos mais.

Eu vivi 27 anos marromeno até hoje pra ver esse filme, nessa versão, com a Emma. E eu vou o quê? EU VO MORRE.

gilmore girls e hp + p&rec – um rascunho eterno publicado desconexo socorro mim desgurpem

Eu tenho um rascunho aqui no blog que chama “gilmore girls e hp” faz bem uns três meses e nunca nada evoluiu disso, simplesmente porque eu não sabia qual era a relação entre uma coisa que outra. Eu só vim aqui um dia e escrevi “gilmore girls e hp” depois de maratonar Gilmore Girls porque senti que precisava. Ou, talvez, porque quando terminei de maratonar GG, eu senti. Eu senti igual eu senti quando terminava cada um dos livros de Harry Potter (tradução necessária, eu preciso sempre me lembrar que as pessoas não são, todas, entendedoras de Harry Potter – não sei porque, mas não são). Na verdade, durante a maratona eu já sentia o mesmo quentinho profundo e quase-quase indescritível aqui dentro que eu sentia a cada virada de página de cada livro de HP. A mesma identificação.

Tá, talvez não exatamente a mesma identificação pois momentos e temas diferentes? Claro. Mas a mesma sensação interior de que está tudo bem. Está tudo bem ler esse livro, você tinha que estar lendo esse livro. Está tudo bem ver essa série, você tinha mesmo que estar fazendo isso agora. Você precisava conhecer isso. Você vai se lembrar dessa cena pra sempre. Você vai citar essa frase mais vezes na vida do que pode prever. Vai ser pra sempre. Momentos e temas completamente diferentes: Harry Potter acompanhou minha infância e adolescência, eu cresci com eles, os dramas, por trás da mágica, sempre foram os mesmos. Gilmore Girls eu assisti muito depois de ter passado, já mais perto da Lorelai do que da Rory, embora as questões – coincidência? – fossem bem parecidas.

É engraçado pensar que, perto dos 30, eu não sinto um amadurecimento muito profundo nos temas recorrentes da minha vida. Os sentimentos, talvez, sejam os mesmos de sempre, os mesmo que estavam lá aos 11, 12 anos. Os problemas pontuais existem, é claro, as questões da famigerada vida adulta: aluguel, carreira, futuro, tá tudo aí, mas no final das contas, é mesmo tão diferente do que sempre foi? Me parece que não. Ou talvez eu só seja uma dessas pessoas velhas que não desapega de uma fase da vida em que tudo era mais fácil – mas, mais dramático. Pode ser. O bom de ser adulto é que eu não ligo, se for.

E daí que com o mundo todo de ponta cabeça a gente começa a dar valor pra esse tipo de self care – esse e tantos outros que eu bato na tecla diariamente para não esquecer. A gente se esconde nessas ficções bonitinhas pra fugir da bad? Ô. O que faríamos se não fosse isso?

Eu só consegui ligar os pontos todos hoje cedo, quando a Anna Vitória mandou essa newsletter maravilhosa diretamente pro meu coração gelado: No Recreio #36: Essa não é uma newsletter de bad. Ela fala de Animais Fantásticos e Onde Habitam, o filme “novo” “de Harry Potter” que todos nós fomos assistir com aquele misto de esperança e medo, e do qual todos nós saímos sem conseguir controlar o sorriso – e se você não compartilha desse momento, mim desgurpe, mas você não tem coração. E fala de Parks and Recreation, a minha (e a da Anna também) série favorita da vida, através da outra maravilhosa newsletter da Clara, Meu coração, amarelo e preto, é só parques e recreação -q?

Você tem que ler as duas news inteiras, de verdade, porque essas duas pessoas são capazes de expressar as coisas aqui de dentro de uma maneira muito mais completa do que eu – e têm uma sincronia estranha com o que eu sinto que eu nem sei explicar – mas fica aqui o destaque pra uma partezinha específica de cada uma delas que define tudo tudo tudo o que esse texto desconexo queria ser:

A gente tem adorado se debruçar sobre os anti-heróis da ficção e virou praticamente um lugar comum elogiar alguma obra ou a construção de um personagem com base numa moralidade flutuante e ambígua, e eu entendo isso. Entendo de verdade e gosto. Eu amo Breaking Bad, Mad Men atropelou tudo se tornando uma das minhas séries favoritas muito rápido, e às vezes me sinto mal por amar, entender e me envolver tanto com pessoas tão horríveis, e essa proximidade só mostra o quão incríveis são essas séries, mas isso cansa. Depois de um tempo isso deprime. Às vezes eu quero uma galera de coração bão pra torcer, pra me inspirar, pra me dar força nessa escolha difícil e diária que é me importar demais e ser gentil comigo e com os outros. Eu acho Mad Men perfeita, mas Parks and Recreation ainda é minha série mais favorita. – da Anna Vitória

Coragem, ambição e mesmo inteligência, de certa forma, são pontos cruciais para se chegar em metas. Mas trabalho duro, lealdade e gentileza são pontos cruciais para se manter vivo. Essas coisas não sobre o fim, mas sobre o meio. E, no fundo, nós todos somos o meio. Poder admitir isso e continuar lutando pelo que acredita é a coisa mais hardcore que existe no mundo. Seguir seus princípios quando tudo na vida te faz querer desistir é a coisa mais rebelde que você pode fazer. E essas coisas, meus caros, são atitudes de lufanos. São também as atitudes que permeiam todo Parks and Recreation. São os princípios que levo comigo. – da Clara Browne

Eu fico extremamente feliz de dizer que conheço essas pessoas que escrevem essas coisas. Do fundo do meu coração <3

Às vezes eu quero uma galera de coração bão pra torcer, pra me inspirar, pra me dar força nessa escolha difícil e diária que é me importar demais e ser gentil comigo e com os outros. Pra fazer a gente acreditar que, sim, vale a pena reforçar essa escolha pelo caminho mais difícil todos os dias, mesmo nos mais bizarros deles. Que vale a pena dar risada. Que vai ficar tudo bem. Que existem pessoas do bem. Que a gente vai ficar junto no final. Seguir seus princípios quando tudo na vida te faz querer desistir é a coisa mais rebelde que você pode fazer. Pois é.

Então, é isso, gente. Tudo o que estamos falando aí o ano todo, repetindo, identificando, escrevendo: Vulnerabilidade. Softness. Self care. Cuidar de si. Escolher ser mais de boas. Escolher nossas lutas. Se permitir acreditar. Confiar. Dar risada. Abraçar o coração quentinho. Tá tudo aí, sempre esteve. Falei ali de coração gelado mas, no final, nem é isso: meu coração é quente, quentinho, sempre aguardando ficar um pouco mais. Ele só tá remexido, machucado. Tá cansado de tanto esforço pra acreditar e só tomar porrada. Mas ele bate e se enche de alegria a cada nova descoberta que me faz lembrar que vale a pena acreditar.

 

Se você não entendeu nada desse texto, vai lá ler a newsletter da Anna – pelo amor da deusa, assina esse troço logo – e, aqui tem também uns outros links, pra vocês entenderem porque eu amo tanto essas coisas:

// Sim, ela de novo, mas a Clara agora falou tudo o que eu queria sobre o revival de GG.
//
 Os posts da Pólen, todos, sobre GG, mas especialmente este sobre Lane Kim e como ela merecia mais;
// A crítica “quase séria” de Animais Fantásticos e Onde Habitam, da Anna Vitória e da Ana Luíza, no Valkírias;
// Esse texto da Ovelha Mag sobre assistir GG aos 30 anos, mais identificável, impossível;
// Eu indiquei no último favoritos, mas indico aqui de novo: a Milena falando da Lora Mathis na Pólen, sobre softness como uma escolha, também, de revolução.

Eu acho que vocês não entenderam nada, mas olha, eu tô apaixonada por esse post.

hello can you hear me

Eu não posso falar.

Esse não é um texto metafórico metafísico metonímico em que eu relaciono os acontecimentos do mundo com a minha rouquidão nem nada. Poderia? Poderia, ô se poderia. Mas não é. Essa não é uma grande divagação sobre eu, como mulher, me sinto completamente impotente e insignificante diante dos últimos acontecimentos. Deveria? Uhum. Mas não é também.

Isso é uma recomendação médica.

Sexta-feira à noite, aquele stress gostoso, aquela sensação de “só eu me preocupo com essa porra de verdade” e o quê? Gripe. Aquele começo de gripe gostoso, maroto, moleque, que te deixa toda meio entupida e toda meio quente, de um jeito nada nada nada sensual. Como boa filha da minha mãe que sou, botei pra dentro o combo de remédios mais do que conhecido e capotei às 20h30.

Acordei “nova”: 80% menos entupida (20% eu sempre sou), 90% menos quente (HEH) e sem gripe. Vida que segue. Claro que, pra comemorar, eu resolvi fazer tudo o que não faço em absolutamente nenhum final de semana da minha vida: arrumei a casa inteira – que, na minha língua, significa “desmontar móveis e espalhá-los por outros cômodos” – fui a um aniversário/boteco à tarde e emendei com uma balada num rooftop no Centro de São Paulo de madrugada.

Não, não vou explicar como fui parar em uma balada num rooftop no Centro de São Paulo de madrugada. (Não foi bom)

Ah, Isa, que divertido, que bom que no dia seguinte você conseguiu acordar às 11h30, comer resto de pizza e passar o dia todo reassistindo os melhores episódios de Gilmore Girls de pijama sem tomar banho! Não, amigos. No dia seguinte eu fiz tudo menos acordar às 11h30, comer resto de pizza e passar o dia todo reassistindo os melhores episódios de Gilmore Girls de pijama sem tomar banho. Eu recebi meus pais num horário aceitável, porém não suficiente (com comida, pfv, muita comida, pelo menos isso), eu conversei como uma filha que não via os pais há mais de 1 mês, eu falei falei falei falei falei e depois? Eu saí, na chuva, para encontrar amigos e falar falar falar falar falar mais. E até cantar.

Deu certo? Já sabemos.

Segunda-feira lá estava eu completamente rouca. Não é assim, sexy rouca, Phoebe cantando jazz rouca. Não é engraçadinho rouca, tipo “ai que voz engraçada, Isa, você curtiu muito no final de semana, hein?”. É rouca nível: MENINA VOCÊ TEM CERTEZA QUE VOCÊ TÁ BEM no cafézinho do trabalho rouca. Então, eu tenho. Dói? Muito pouco, já tive piores, já arranquei as amígdalas no susto de dor. Tô comendo? Miga, vai ser necessário mais uns 2 Trumps e umas 3 gargantas pra eu parar de comer. Tô com febre? Num tô. Tô participando do surto de Caxumba de SP (sempre quis participar de um surto de doença contagiosa de SP)? Num tô. Tô funcional? Quem está, não é mesmo?

Daí ontem eu fui no médico e, depois de ele ter me perguntando exatamente 4 vezes se eu não sou alérgica a nenhum remédio – Sono? Alzheimer? Pouco caso? Plantão? Queria ter certeza? Nunca saberemos, mas em uma delas eu recebi “melhor testar, né?” – rolou um terrorismozinho básico que consistiu na frase: você não pode mais falar em hipótese alguma de jeito nenhum porque sua garganta-esôfago-celébro já está lesionado e se você forçar pode criar um calo definitivo e ficar com a voz prejudicada pra sempre ou ter até que operar.

Cês leram direito? A parte do DEFINITIVO FICAR COM A VOZ PREJUDICADA PRA SEMPRE.

Gente. Cês sabem a angústia que é pra uma pessoa com ascendente em Sagitário e lua em Leão não poder falar cas pessoa? [insira o meme do MIMIMI SIGNI DI NIVI aqui] Cês imaginam o meu desespero de não conseguir responder as, em média, 18 interações sem graça-reaça-sobre doenças dos velhos do meu prédio no elevador todas as manhãs? Cês têm ideia do que é não conseguir puxar assuntos imbecis olha-o-tempo-tá-chovendo-tá-calor no elevador da firma? Vocês conseguem entender o que é não poder sair correndo pra sala da coleguinha de trabalho berrando NÃO NÃO ERA ISSO PLMDDS CÊ FEZ ERRADO FOI O ARQUIVO ERRADO LIGA PRA CHINA ANTES DE IMPRIMIR MINHA FILHA SOCORR JESUSA e ter que mandar um email e esperar que ela visualize o mesmo?

Cês têm ideia do que é não poder responder toda vez que meu gato me chama MAMAI?

como estou por dentro

 

Pois é, amigos. E que dia é hoje? Sexta-feira. E desde quando eu tô assim? Desde sábado. E o que aconteceu desde então que eu não pude comentar em voz alta pra ninguém chorar gritar me esgoelar falar que eu vou embora pra sempre? Pois é. Então cês me desgurpe, mas enquanto não houver voz eu vou vir aqui fazer textão do desabafo e me esgoelar virtualmente com vocês enquanto tento ferozmente não procurar no Google “ficar rouca pra sempre é possível”.

30 antes dos 30 – Participar de um projeto voluntário

Começamos bem essa história de 30 antes dos 30 <3

Há bastante tempo eu estava querendo participar de um projeto voluntário – até, dica migas, como uma maneira de dar algum sentido mais prático ao meu tempo e diminuir aquela velha loucura de “não estou fazendo nada de bom” – e, claramente, seria alguma coisa voltada para animais. Pessoas, elas são complicadas, bichinhos não. Ainda que tenhamos que nos envolver com pessoas para ajudá-los ¯\_(ツ)_/¯

Ainda bem que a vida tem me dado pessoas incríveis pelo caminho. De um dia pro outro, retomei uma amizade querida com a Ana  – sim, a mãe do Café e do Django, meliores catiorros dessa internet <3 – que me apresentou gente muito do bem como a e a Lully, todas engajadíssimas na causa dos bichíneos. E a Lully, essa pessoa de outro mundo que dedica a vida a isso, é a idealizadora da empresa social Celebridade Vira-Lata que, nos seus 8 anos de existência, já castrou mais de 9 mil bichos. 9 MIL BICHÍNEOS GENTE. Sabe?

Eu não vou entrar aqui nos detalhes de importância da castração e adoção de bichinhos – e cada vez menos eu estou tolerante pra ter discussões como “mas eu queria tanto um cachorro que não late!” ou “mas eu preciiiiiso ter um corgi”, então vamos evitá-las – mas vamos pelo princípio básico de: não se precifica a vida, não se compra um animalzinho, não se deixa um bichinho solto, especialmente, sem castrar, reproduzindo loucamente e espalhando ainda mais bichinhos precisando de lares por aí. Ok? Então ok. Castração + adoção = todo mundo feliz, animaizinhos e pessoinhas. Simples, né?

Bom, eis que pensando nisso, a Celebridade Vira-Lata organiza a festa do Dia Mundial do Animal, comemorando o mês dos animais. O evento aconteceu esse ano lá na Casa das Caldeias – que lugar lindo, gente! – e teve uma programação incrível com palestras, workshops, shows, exposições, bazar de ONGs e pequenos empreendedores animais com a renda revertida para a causa e comida vegana delícia.

Foi um domingo inteiro, de de manhãzinha até à noite, carregando caixa, caminhas de catiorros maiores que eu, empurrando mesa, anotando inventário, vendendo, explicando, contando dinheiro socorr cicarelli num sei e aprendendo muito, muito, mas muito mesmo, sobre como a vida da gente pode ser, sim, mais meaningful. As barrinhas do coração e da energia voltaram pra casa batendo no teto de tão recarregadas <3

E como eu sou um gênio e não vim aqui escrever antes do rolê, pra vocês poderem ir (!), venho aqui escrever depois do rolê pra vocês saberem como ajudar: comprem o calendário de 2017 do Celebridade Vira-Lata. Primeiro porque ajuda esse projeto lindo de castração, ajuda os bichinhos, ajuda a gente a ser mais consciente. Segundo porque OLHA ESSA MARAVILHOSIDADE:

calendario-mesa-2017

Tem catiorro de carnaval, tem catiorro reflexivo, tem catiorro Iemanjá. SÉRIO GENTE. Não tem como resistir a isso, né, minha gente? E claro, você também pode doar diretamente no página do projeto.

Dizem que a gente faz esses atos de bondade, de voluntariado, na verdade, apenas pra gente – uma coisa bem egoísta assim. Pra nos sentirmos bem, pra compensarmos algo, pra nos exibirmos. Meio cético, né? Mas, se for pra ser por esse lado, por mim, bom também, e fica a dica: participar disso fez com que eu me sentisse, sim, bem comigo mesma, bem com o mundo, e tivesse uma pontinha de restauração de fé na humanidade. Me motivou pra mudar mais. E me ajudou com questões aqui de dentro. Se por egoísmo ou altruísmo, tanto faz: ajudem. Vocês vão ver como faz bem!


Esse post faz parte da série ~30 antes dos 30~, lista ambiciosa de coisas que eu separei pra fazer antes da fatídica idade chegar. Você pode acompanhar meu fracasso por aqui – mas eu torceria por mim. Estou torcendo. Vamos lá. 

 

favoritos #21

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Essa livraria na Inglaterra, chamada Button & Bear, que meudeusdocéu | Eu sou muito apaixonada pela Rookie Mag e tudo o que ela produz, mas os kits de colagens ultimamente, olha… | Essas ideias para decorar a casa com fotos, simples e lindinhas, do Muy Molón | Não tenho palavras pra descrever esse móvel, apenas não tenho.

// Esse texto no Fake Doll sobre 8 mulheres que alcançaram o sucesso depois dos 30.

// A Ovelha Mag com dois artigos maravilhosos: A vida não é um miojo e Respira fundo, é ansiedade.

// Drufs, da Eva Furnari, é pra mim um dos exemplos mais incríveis de como a gente pode se reinventar sempre, ainda mais falando de literatura. A matéria é do Esconderijos do Tempo.

// 20 vozes femininas para 2017, do podcast Pop Don’t Preach, uma playlist especialíssima para se preparar para o ano que já já vem.

// Um texto lindo sobre um trabalho lindo: a Milena falando da Lora Mathis na Pólen, sobre softness como uma escolha, também, de revolução – uma das coisas que mais me tocam nos últimos tempos.

// Chimamanda Adichie, Gloria Steinem, Jon Meacham e Rashida Jones escreveram cartas de agradecimento e despedida à Michele Obama e nóis tá como? Isso mesmo chorando. Vi na newsletter maravilhosa da Anna.

diarin #5 – é isso aí

É isso aí, né gent? Tá tudo de cabeça pra baixo nesse mundo, só tem notícia ruim, mas se é isso aí que a gente vive, vamo fazer o quê? Vamo tentar aproveitar e tirar o melhor que dá, num é? É sim. Vamos repetir esse mantra até o final? Ô se vamos. Vamos evitar treta? Vamos também. Vamos consolidar o plano de nunca botar mais quianssa nesse mundo horrível? Uhum.

~De resto~ tá tudo bem, até. Talvez seja isso aí, num é? Umas crises dos 30 anos, umas deprês, uns finais de semana em pânico olhando pro teto, e outros que a gente produz-sai-darisada-bebe-dança e se sente muito, mas muito jovem, e um orgulho da própria casa e, no fundo, um olhar pra si discreto pensando que, talvez, o copo esteja bem perto ali do meio cheio, afinal. Ao menos, vamos tentar nos convencer disso diariamente.

Tô assistini

Rolou uma deprê depois do combo maravilhoso de séries de agosto-setembro? MININA. Que desespero. Daí começamos a atirar para todos os lados e baixamos (sim, isso ainda existe) 3 episódios de The Good Place, que tem tudo para ser uma das minhas séries favoritas pois Michael Schur – APENAS Parks and Rec, SNL e Brooklin 99, saidaqui – , se não fosse o fator eu tenho que baixá-la. Nesse meio tempo, teve também The Get Down, que é incrível, mas a essa altura vocês todos já sabem disso (assistam) e Luke Cage, que é bem boa, que glorifica a maravilhosa expressão qui homão da porra a cada frame, e afe, qui mulherão da porra também Rosario Dawson casa comigo.
Claro que eu não poderia deixar de brevemente falar aqui sobre a série que move a minha vida, que é Ru Paul’s Drag Race, na sua melhor versão: All Stars – basicamente, um novo reality com as melhores drags (que não venceram) das últimas temporadas. Eu só tenho uma coisa a dizer sobre isso:

Yekaterina Petrovna Zamolodchikova rainha da minha vida

Tô leni

ESTOU LENDO MEU DEUS ESTOU LENDO! Vocês ouviram isso? EU. ESTOU. LENDO.
Depois de um hiato de tanto tempo que não quero nem parar pra procurar, eu li um livro inteirinho, desses de gente grande, desses complexos e tudo, desses que deixam a cabeça da gente toda desgraçada. Tô orgulhosa de mim, mim deixem! A motivação pra isso foi, claro, a maravilhosa Elena Ferrante, que tanto faz quem é de verdade, contanto que a moça continue escrevendo assim. Porfa. Eu li, finalmente, História do Novo Sobrenome, que é a continuação da bendita da tetralogia napolitana. É maravilhoso? É. Vou fazer resenha? Cês têm toda uma magnífica internet beletrista que já fez isso por mim, procurem aí. A coisa é que o terceiro livro acabou de chegar da gráfica E NÃO CHEGA NA AMAZON e eu tou o quê? Isso mesmo, desesperada. Enquanto isso, resolvi ler o A Filha Perdida, que não tem nada a ver com a história, mas tem o mesmo estilo ferrante de ser. Vou desgraçar tudo? Vou. Mas pelo menos eu tô lendo, né gente. Vamos acompanhar.


Tô fazeni

Fiz os cursos todos que era pra ter feito, fiquei cheia de ideias, botei alguma em prática? Não botei. Mas tá tudo anotadinho aqui bonitinho, numa dessas listas infinitas que, meu deus do céu, que ansiedade 😀 Mas, falando em anotar, comprei um planner, desses bem do pinterest assim e, obviamente, estou apaixonada, anotando tudo, gastando meu salário em washi tape e adesivos sem propósito algum – em breve faço um post sobre ele aqui, meniiiiinas.
E bom, eu vou falar aqui que eu… Casei. Casei agora no civil, e pra não me prolongar muito: sim, gente, eu casei só agora no civil, meses depois da festa, e tá tudo bem, ninguém morreu. E foi ótimo! Teve decoração, teve brunch, teve look do dia, teve amor, teve uma viagem bem gostosa (e caótica!) pro Rio, que sim, continua lindo, continua sendo, fevereiro março.
E não deu muito pra efetivamente fazer coisas, foi mais um mês de resolver tretas e coisas boas, de dar corres, de receber, de sair. Não que eu esteja reclamando – mas já que estamos falando disso, adivinha quem está matriculada em uma assinatura mensal de cursos infinitos de artesanato e com alarmes de preços apitando cada vez que o preço de uma máquina de costura cai? Uhum.

Os tombo que eu tô levani

Estamos malhando, meu povo? E o verão? Ouié.
E vamos combinar que não tá fácil pra ninguém essa vida de instabilidade profissional, né, amigos. Se não é por nós – ousseje, se ainda estamos empregados – é por 80% dos coleguinhas que estão te pedindo ajuda/frila/arrego, é pelo standby assustador em que tudo está, é pela situação degradante que os amigos de profissão se encontram. Tá dureza. Não sou dessas catastróficas que acham que tudo está perdido (se for pra comentar “é a crise”, por favor, nem abre a caixinha), mas que tá dureza, está. E a gente segue se agarrando onde dá, né?

Os pulo que eu tô dani

Eu tô me esforçando bastante pra driblar aquele monte de coisa ruim e dar mais espaço pras coisas boas. O primeiro passo pra isso foi enfrentar um pouco toda a bichodomatice que me pertence e criar coragem pra (re)encontrar pessoas ótimas que cruzaram meu caminho e que eu tava perdendo a chance de abraçar, e também lugares ótimos que existem por aqui e que eu tava perdendo a chance de comer neles conhecer. Eu abracei muito catiorríneos e servi de colo pro melhor nenei do mundo. E meu cabelo continua gorgeous.

diarin05

a cidade. o rildi. as comida. os marido.

 

Então eu acho que é isso aí. Tá tudo bem, né?

 

domingo é um dia bunda #5

Eu ainda surto quando não tenho um plano. Seja o plano, detalhado, pra esse domingo ensolarado, seja um plano de vida que me coloque nessa ou naquela cidade definitivamente, nesse ou naquele país. Se eu paro pra pensar, é aquele vórtice infinito de medo paralisante misturado com a necessidade de me levantar agora e fazer algo – na maioria das vezes, algo equivocadíssimo.

A gente segue tentando encher os buracos, e os buracos são cada vez mais nítidos. Talvez a gente até tenha se acostumado com eles. Já não são tão escuros e gelados, vez ou outra, eu diria, são até um pouco aconchegantes. Buracos que dão aquela abraçada de leve, meio safada, mas também meio paternal, dizendo: vem cá, senta aqui, curte esse pedaço de tempo de fazer nada, curte esse dia que pedaço de dia que você vai nunca mais vai lembrar. E você vai jogando o jogo: esse eu não lembro, esse passa em branco, o próximo eu guardo, amanhã eu escrevo, eu fotografo, eu registro.

Tudo ainda te assusta, te enerva, te deixa o quê? É, ansiosa. Chegar antes – mas não antes o suficiente. Não saber quantas noites você vai ter que ficar fora. A lista interminável de coisas para comprar pra casa. Os quilos que não vão embora, por mais que você se esforce. A pele que não fica boa nunca. Não ter absolutamente nenhum controle sobre quem vai ficar na minha frente naquele show, o show, meu show. Ter a certeza, toda vez que sai de casa, que a gente perdeu uma briga importante e que estamos em minoria.

Tudo o que te acalma é cada vez mais nítido, também. Chacoalhar a cabeça e mandar fisicamente embora os pensamentos. Saber que vai acabar. Estar cada vez mais em paz com a pessoa que você escolheu ser. Se incomodar cada vez menos quando tentam te convencer que você está errada sobre essa pessoa. Os gatos. As escolhas. O sol que bate na janela no fim da tarde – mesmo de domingo. Escrever. Cantar sozinha pela casa. Qualquer coisa que eu faça com as minhas mãos. Terminá-las.

Falta muito, ainda. Falta mais calma, falta mais espontaneidade, faltam mais chacoalhões. Falta aquela casa pequena de dois andares cheia de plantas, dois ou três gatos, falta acordar cedo todo dia, incluir frutas na rotina. Falta entender, de uma vez por todas, que a vida é isso aí, e que tá tudo bem, e que a comanda individual dessa conta fecha – ainda que a do mundo esteja longe de fechar. E não é você que vai arrumar isso. E que, quem importa, fica. E que o que importa já está aí.

Eu ainda surto, mas cada vez menos.

meus lugares favoritos de SP

E cá estamos, acompanhando o resultado dessas eleições que meudeusdocéu, que medo. Apreensiva de verdade sobre como as coisas se configuram e torcendo pra que essas também sejam de mentira, como a que tivemos em 2014 pra presidente, né? ¬¬ Isso me fez pensar bastante no quanto eu gosto dessa cidade. Porra, eu gosto muito dessa cidade. Ela não é fácil, ela não é justa, ela é imensa e cheia, cheia, cheia de problemas, mas cara, como eu tenho carinho por ela ter me acolhido, por ela deixar a gente ser quem a gente quer ser (mesmo que a gente não saiba).

Passando um final de semana lá no canto de onde eu vim – que nem é tanto interior assim! – fiquei com saudade. Cheguei em casa e o Minhocão, dessa vez, não estava fechado: vi aqui da janela uma porção de carros pra lá e pra cá, no lugar das bicicletas e catiorríneos que costumo ver aos domingos. Da janela de casa, sabe? Tem muita gente que torce o nariz: como assim, você mora do lado do Minhocão? Como assim, você acha bonito ver o Centrão da janela? Essa cidade é mesmo muito doida e faz a gente aprender a ver beleza em tudo, no cinza, no concreto, no asfalto, em pequenas vitórias cotidianas. Quem falou bonito sobre isso foi a linda da Nicas, vocês já leram?

E como eu sei que muita gente tem curiosidade sobre os lugares que eu acabo visitando na minha rotina aqui pela região do Centro/Santa Cecília, resolvi fazer uma listinha rápida dos preferidos, aqueles que fazem parte quase que todo final de semana – porque a gente também pode ter comunidade mesmo no meio dos prédios, viu?

// Jardin Plantas e Flores + Jardin Cafeteria: assim que eu pisei nessa lojinha pela primeira vez sabia que não tinha mais volta. Era amor eterno, amor verdadeiro. A Jardin é uma lojita de plantas e flores (jura?) que fica na frente da pracinha da Biblioteca Monteiro Lobato, então, cesvejem, já começou difícil. E nessa onda de ser a louca das plantas, eu posso dizer com propriedade: são as bichinhas mais highlanders e bonitas que eu tenho – vencem, inclusive, as investidas do gato-vaca Raposo aqui de casa. Daí que além das plantinhas em si, além do gosto incrível pra itens de decoração e outras coisinhas que tem na loja, veio a ideia sensacional de expandir e criar o quê? Um café. é um dos ambientes mais aconchegantes que eu já conheci. E não posso terminar esse post sem dizer: comam o brownie (como também as empadinhas deliciosas, o pão de queijo, o cafezinho coado, os sucos, os bolos absurdos). Sério: comam o brownie.

// Parque Minhocão: chamem pelo nome social. É engraçado pensar como pode ter tanta vida num troço gigantesco de concreto e asfalto – e tem. Tem todo sábado e todo domingo e toda as noites. E deveria ter mais. É triste pensar na carência que a gente tem de espaços mais “adequados”, que fazem com que a gente precise amar tanto uma avenida ou um viaduto. Mas a gente ama. O Minhocão, que vira parque cheio de bicicleta, skate, patinete. Cheio de cachorro e criança. Com peça de teatro, com exposição, com todo tipo de esporte, com piquenique. Com uma luz que só tem lá. Com todo tipo de gente – com todo tipo de gente, do jeito que tem que ser uma cidade. Convivendo.

Parque Minhocão

meu coração é mudérno <3

// Parque da Água Branca: esse tá mais lá pra Pompéia/Perdizes que pro Centrão, mas considerando que eu chego com 5 minutos de busão, tá dentro. O Parque da Água Branca é o tipo de parque que eu gosto: que faz a gente esquecer da cidade. A começar que tem um monte de bichinho solto: galinhas, pintinhos, patos, tartarugas, gatos e até um ou outro macaquinho ocasional. É uma graça! (Mesmo pra quem morre de medo, não que eu seja uma pessoa dessas). É um parque bem cuidado, com um monte de espaços e atividades pra galera, e com uma feira de produtos orgânicos incríveis que acontece terças, sábados e domingos, das 7h às 12h. E ainda dá pra tomar um café delicioso por lá, também.

Parque da Água Branca

macaquíneo!

 
Se tiverem a oportunidade, visitem esses lugares – e me chamem pra comer um brownie!