30 antes dos 30 – aprender a costurar

Mais do que zerar o bingo da Tia do Artesanato, aprender a costurar pra mim sempre teve um significado afetivo, já que vovó, a mesma das plantinhas, era costureira. Costureira mesmo, de fazer roupa pra fora, e também costureira das minhas fantasias de carnaval, dos bonecos de pano, de muitas coisas que acabaram desaparecendo junto com os laços depois que ela morreu, e não sei onde foram parar. Coisas essas que incluíam a sua máquina de costura, aquela clássica que todo mundo herdou pra contar uma história: o móvel de madeira, grande e retrô, o pé e a roda de ferro, meio Bela Adormecida, a máquina bonitona que sumiu em alguma mudança ou foi vendida pra pagar alguma dívida que não era dela.

Essa vontade de costurar sempre esteve comigo e ficava meio escondida justamente pelo peso que vinha junto dela. Costurar o quê e pra quem? Fazer minhas roupas? Eram coisas meio impensáveis. Fora que, ao contrário dos outros 1001 hobbies falidos que eu já arranjei, de fazer crochê ao macramê, de comprar retalhos de feltros a pedaços de lã pra fazer pompons, costurar é uma coisa cara: envolve um investimento alto em uma máquina de costura, o espaço para ela e seus apetrechos e tudo o mais. Todas as desculpas que eu precisa pra adiar pra sempre esse plano, né?

Eu já devo ter falado disso aqui mais ou menos umas 285 vezes e vou voltar a falar mais outras 360, mas tem me incomodado demais o fato da gente precisar monetizar, profissionalizar, ganhar dinheiro com tudo o que fazemos. Isso coloca uma pressão desnecessária e, na minha cabecinha comunista, bem sintomática do mundo em que a gente tá vivendo, e tira toda a graça da parada. Uma das minhas decisões mais recentes foi voltar a fazer meus cursos bobos sem a pressão de necessariamente tirar algo deles, abrir uma loja, vender uns artesanatos, rabiscar meu famigerado “plano B”, e vou contar aqui: melhor das decisões. É muito mais fácil fazer as coisas simplesmente porque a gente quer, sem um motivo maior, porque a vida da gente já é muito chega de obrigações pra gente arranjar mais delas.

O maior preâmbulo da história já feito neste blog, foi nessa vibe namastê hippie da Paulista que eu fui descobrir o ateliê da Georgia Halal – que permeia minha vida desde as buscas por vestidos de noivas diferentões e que acabou virando minha colega de pole dance <3 – e os cursos de costura oferecido por ela que também são cheio de bossa. O Sew Sisters é um clube de costura para mulheres independentes, o que me chamou mais atenção de tudo, já que toda essa questão do faça-você-mesmo pra mim sempre teve essa importância: dar independência. Do consumo das lojas, da criação, do tempo que a gente dedica ao fazer. O módulo que eu fiz, para iniciantes, é o Casa Pinterest, e aí vocês vão entender completamente o meu crush, né não?

As aulas foram divididas pelos objetos que a gente produziu: aula 1, bandeirola; aula 2, cachepot de tecido para plantas (meu preferido!) e uma almofada em formato de cacto; aula 3, uma sacola de compras e uma capa de almofada – com zíper!!!; e na aula 4 uma marmiteirinha, térmica e tudo, toda acolchoadinha, coisa linda de se ver. Sim, eu fiz tudo isso. Eu fiz tudo isso! Seguem ibagens para provar.

algumas das coisinhas que eu fiz no curso: almofada de cacto, marmiteira térmica, sacola de compras e capa de almofada (com zíper!!!)

O curso foi divertido e super instrutivo: cada uma na sua máquina de costura, num ambiente super gostoso e acolhedor, e o mais maravilhoso pra mim foi perceber que eu seria capaz de reproduzir as peças em casa depois sem muita dificuldade – claro que o youtube ajuda demais a gente nessas horas, né? Mas deu pra perceber que esse método de “aprender fazendo” é realmente o que me deixa mais segura de me enveredar por esses caminhos. E, mais que outras artes manuais que eu venho tentando aprender, a costura me dá uma segurança engraçada, que eu vou poupar você de explicar através de sangue e geração, mas talvez seja? Vai saber.

Daí eu tirei da cabeça e do papel o planinho de comprar uma máquina de costura e abri a carteira, aguardando ansiosamente o Submarino me entregar minha bonitinha <3 Desde então, já passei algumas tarde medindo e cortando bandeirolas coloridas para enfeitar quartos de neneis amigos e já amados, tentando não costurar a pata de nenhum gato enxerido e me perdendo no barulho do pedal correndo que me soa tão familiar. Claro, meu Pinterest está bombando como nunca esteve e eu estou me coçando de vontade de sair correndo pra 25 de março a qualquer minuto.

Se dá pra tirar um conselho a partir de tudo isso é: se tá rolando uma graninha extra e se você tá com vontade, faça. Não precisa pensar em “mas pra quê?” ou “eu não sei fazer”, que você aprende, e não precisa ser pra nada, além de pra você. Pra gente passar umas tardes gostosas focando apenas em fazer, em produzir, em olhar e abraçar algo que você pensou e construiu. É muito divertido!


esse post faz parte da série ~30 antes dos 30~, lista ambiciosa de coisas que eu separei pra fazer antes da fatídica idade chegar. você pode acompanhar meu fracasso por aqui – mas eu torceria por mim. estou torcendo. vamos lá. 

coisas que eu aprendi (e que preciso lembrar)

Eu poderia chamar esse post de “Coisas que eu vou passar para a minha filha” – porque zero chances de eu ter um menino, se isso acontecer, vocês vão ver realmente o poder da ditura gayzista – mas já basta estar todo mundo aqui achando que eu terminei o relacionamento risos, vocês também vão achar que eu estou grávida. Apenas de olho em vocês.

Mas, do alto da minha sabedoria adquirida aos vinte-e-oito-quase-vinte-e-nove, posso dizer que aprendi alguns truquezinhos básicos pra sobrevivência nesse mundão de minha deusa e queria deixar registrado para a pequena futura mini-Isadora, para vocês, para mim, para quem quer que seja.

  1. Aprenda a nadar: vai ter uma época que vai ser bem chato, a coisa do cabelo molhado, a coisa do maiô – nunca deixe ninguém dizer que você não deveria estar usando maiô, ok? Mas aprenda a nadar, pelo menos a boiar, com certeza a dar umas braçadas pra não morrer afogada. O mar cura a gente.
  2. Alongue-se diariamente: se você tem flexibilidade, não a perca. Se você não tem, conquiste-a. Sério. É muito bom ser alongada e flexível, e muito difícil de conseguir ser depois de um certo tempo.
  3. Descubra quantas línguas você puder: não precisa ser fluente em todas elas – mas seja e inglês e na sua. Valorize a sua língua materna. Procure saber o básico de alguma língua que te emocione, cante em outro idioma, tente ler um livro. A gente conhece o mundo através das palavras.
  4. Aprenda e aplique tudo o que você puder sobre dinheiro para que dinheiro não seja um problema fundamental pra você: infelizmente, sempre vai ser um problema. Não deixe ele ser maior que os outros, maior que você, maior que as pessoas.
  5. Faça as coisas porque você sabe que elas são certas: muitas vezes as pessoas vão responder com o que elas têm, com o que elas podem, e vai te machucar. Vai dar vontade de desistir. De nunca mais tentar. Mas faça as coisas que você sabe que são certas, e boas, e que não vão machucar ninguém intencionalmente, por você.

Sabedoria é isso aí, né mores. Quanto mais a gente apanha, mais maravilhoso a gente fica, heh.

diarin #11 – segue o baile

Ainda bem que inventam memes novos pra gente poder usar no título do blog, não é mesmo?

Por aqui, já entramos naquela loucura de “o ano acabou” em que você quer fazer tudo o que não fez no ano inteiro em um final de semana, as pessoas que não se importaram com você o ano inteiro ressurgem e querem almoçar, os dinheiros entram no modo adeusanovelhofelizanonovo, e tá tudo bagunçado. Vamo. Que tá bagunçado, mas tá bom.

TÔ ASSISTINI

Quando vi todo mundo falando da nova temporada de Grey’s Anatomy entrei imediatamente na espiral de preguiça de ter que baixar episódios/ tá tudo igual/ a série deveria ter acabado há 5 temporadas, massssss é Grey’s Anatomy, é a Shonda, e tem o Owen e meu coração nunca superará séries médicas. Tal foi minha surpresa quando eu descobri que tinha esquecido de ver uma temporada inteira. Uma temporada inteira!!!!!!!!!!!!!!!!!!1. Foram dias intensos, e a 13ª é uma baita temporada, assistam. Ainda na preguiça de baixar os eps da 14ª. Sigo assistindo A Melhor Série de Todos os Tempos™ , também conhecida como Parks and Recreation, e já passamos por casamentos e gravidezes e eu amo tanto que nem sei. Intercalei tudo isso com a engraçadinha The Good Place, que é uma ótima maneira de passar o tempo e pensar em todas as merdas que fazemos em vida, risos. E, por fim, zeramos em dois dias de muita preguiça a incrível Mindhunter, que é tudo o que uma série precisa ter pra mim: serial killers, investigadores gatinhos, pesquisa científica baseada em psicologia e serial killers. Tão daora!

Também vi Mother – que primeiro eu não vi 1/3 do filme porque estava com medo, depois eu odiei 5 estrelas, depois eu odiei de verdade, depois eu passei uma semana pensando no filme, depois talvez eu tenha gostado, e hoje que acho que amei real oficial – e Blade Runner, o primeiro, pra depois ir ao cinema ver o novo (não fui ainda). Gostei mais da estética do que do filme em si – talvez esteja pensando em dar uma festa temática? Talvez.

E daí teve Stranger Things, e teve uma maratona entre rever a primeira temporada e começar e segunda que foi a melhor coisa que eu poderia ter feito. Eu sou completamente encantada com a primeira temporada dessa série, dos personagens à trilha sonora, 110% vendida para a Netflix que lê mesmo meus pensamentos mais profundos. E as playlists que Netflix + Spotify soltaram? Completamente vendida. A segunda temporada eu achei que perdeu um pouco do clima Conta comigo que eu achava tão legal, e apostou mais em referências a filmes de suspense/terror E Jurassic Park, risos. Gostei menos? Um tiquinho menos. UM TIQUINHO SÓ. Te amo, Eleven, te amo, Dustin <3

TÔ LENI

O Oceano no fim do caminho, era tudo o que eu precisa ler para lembrar porque eu gosto tanto de ler – e de escrever. Obrigada, Neil Gaiman. Também comecei o novo do John Green, Tartarugas até lá embaixo, que eu fingi que estava lendo porque precisava “ler algo mais levinho”, e acabei chorando feito a pessoa emocionalmente descontrolada que sou kkk. Risos. Que legal ver que a escrita dele só melhora, achei um dos livros mais legais que ele escreveu!

Comecei a ler As virgens suicidas e tá sendo uma leitura muito legal e diferente do que eu li esse ano – eu nunca vi o filme, então é tudo surpresa também. E, de repente, todas as mulheres da minha timeline resolveram ler Mulheres que correm com lobos e a notou isso também, talvez comecemos a ler este juntas, agora <3

TÔ FAZENI

Fez bem eu ter adicionado o campo As coisa que eu tô quereni no último #diarin porque criei uma espécie de registro físico que me ajuda a pensar em mim e nas coisas que seriam legais pra dar aquela sacudida na rotina bocó da vida. Daí que eu lembrei que estava bem a fim de voltar a fazer meus cursos sem propósito algum e resolvi fazer um curso de… costura! Ultimate Tia do Artesanato, sim senhores. E ainda é um curso ainda mais legal e hipster e tia do artesanato e vou largar tudo pra viver da minha arte porque é um curso de costura voltado para objetos de decoração de casa. Risos. Vocês me aguardem! Também assisti um curso de macramê na Eduk – vocês conhecem essa plataforma? É bem bacana! – e pretendo fazer coisinhas em breve. Hehe. Veremos.

No mesmo dia, escrevi, revisei, editei as fotos e programei quatro – C.U.A.T.R.O. – posts para este famigerado blog que vocês leem neste momento. Orgulhousa. Lembro-me até do BEDA, sdds. Ah, eu também troquei o layout daqui e estou bem felizinha com o resultado, abrindo a página de 1 em 1 hora pra verificar que ficou deveras bonitinho meixmo. Não ficou? Saiam de vossos leitores de feed e me contem, por favor.

OS TOMBO QUE EU TÔ LEVANI

Tentando aprender que não importa tanto o que você tenta dar pras pessoas, por melhor que sejam as suas intenções. Elas precisam querer receber. Do contrário, você pode ser a melhor pessoa do mundo – e longe de mim ser – mas só vão enxergar o que querem. Por mais que doa. Dica da tia Isa: nunca cole porta-retratos na parede com fita dupla-face, amiguinhos. Na hora de tirar, o reboco vem junto.

Eu cancelei a academia e tô com um sentimento bem confuso a respeito. Por um lado, eu vou dormir realmente mais leve e menos preocupada/ansiosa com “tenho que acordar cedo pra ir naquele lugar horroroso do qual eu não gosto e odeio as pessoas” e “poxa, me dava tanto resultado”. Eu odeio essa expressão “dar resultados” porque chega desse utilitarismo nas nossas vidinhas horrorosas, mas era levar ver as pernocas ficando fortes. Sei lá. Quem sabe quando eu for uma dona de casa rica eu consiga voltar a ter uma rotina que inclua ir à academia pela tarde.

Ainda não fiz nem sequer o exame médico pra ir na piscina do Sesc novo #fail.

OS PULO QUE EU TÔ DANI

Como o último #diarin foi antes do feriado de setembro, não comentei por aqui sobre a viagem para Curitiba, porém fiz posts específicos sobre essa viagem gostosa. De lá pra cá, passeamos bastante por essa São Paulo maluca e apaixonante, mas também teve muito aproveitamento de casinha e preguiça e Netflix, do jeito que eu mais amo no mundo. Foram meses de muito rolê diferente com amigos e também um show incrível da minha banda mais amada e farofa, Aerosmith. Sigo firme e forme no pole, bastante satisfeita com a minha evolução.

Comprei uma máquina de costura e me inscrevi numa oficina de minas para aprender mecânica de bicicletas. Arrumei (mais uma vez) o escritório, os armários, a cômoda, o baú embaixo da cama. A paz que me dá saber que existem espaços arrumados em casa mesmo que eu não as esteja vendo? Vocês nem sabe. Preciso de mais arrumações.

Apesar de todos os pesares doloridos e muito, é engraçado que eu esteja tomando as porradas confortavelmente, como se fosse o que eu precisasse pra me encaixar em quem eu sou. Talvez eu não seja mesmo uma pessoa boa, ou tão boa quanto eu gostaria de ser, mas tô sacando isso numa posição bem confortável com a minha própria pele, em vários níveis diferentes. Será que é isso que chamam de amadurecer?

AS COISA QUE EU TÔ QUERENI

Que as coisas passem, logo. Passar um final de semana mergulhada até o nariz na piscina. Aproveitar o horário de verão.

Sigo querendo ser rica, ainda não foi possível. Minhas roupas seriam incríveis.

Ainda não é dezembro. Eita.

favoritos #32

formatinho novo, gostaram? 🙂

[no sentido horário]
As fotografias extremamente controladas e vibrantes da Maria Svarbova, simétricas e coloridas, de piscinas soviéticas | Esse ensaio com a girl crush Elisabeth Moss meu deus do céu que mulher, que eu vi no Não Me Mande Flores | A marca francesa de roupas Wear Lemonade socorrinho quero tudo | Esse apartamento colorido e maravilhoso, claro, no Histórias de Casa <3

 

// O futuro é alguma coisa?, texto da Milly Lacombe na TPM, sobre a angústia e o cansaço que dá nessa nossa revolução (?) feminina;

// Mulheres não são reclamonas — só estamos de saco cheio, sobre carga mental, esse termo tão importante e que quando a gente lê sobre fazemos aquele famoso “é isso!!!!!!!!”, que é originalmente um artigo maravilhoso da Harpers Bazaar;

// Esse mini roteiro para quem ama arquitetura em São Paulo, lá do Follow The Colours, porque essa cidade nunca vai ficar chata pra mim;

// Sobre o aborto no Brasil: A descriminalização do aborto é para o bem de todas nós, e Há uma ação pela descriminalização do aborto no Brasil – o que isso quer dizer?, no Olga, sempre.

// Esse vídeo, essa banda, que saudade do verão:

há dias em que repito a minha vida muito baixinho, só para te poder dizer, até ao infinito dos meus dias, tenho tanta sorte em ter-te…

10 restaurantes vegetarianos/veganos para conhecer em São Paulo

Depois dos últimos posts sobre minha decisão (que tem quase um ano <3) de parar de comer carne, muita gente me falou pra comentar por aqui quais são os restaurante mais legais que eu costumo ir. Juntando a isso os comentários que tenho recebido nos stories do insta a cada grande EITA que registro, com os pratão de pedreiro que faço por aí, achei que meu enorme e tão fiel público merecia esse post, com um listão dos 10 restaurante vegetarianos/veganos que eu mais gosto nessa cidade maluca.

Fiz esse post antes do almoço. TOCO FOME. São eles:

1. Boteco do Gois

Boteco, mesmo. De piso frio branco e cadeira no meio da rua, o Boteco do Gois teve a sacada de perceber o público da Santa Cecília e colocou diversas opções vegetarianas no cardápio. Desde a feijoada – enorme e bem gostosa – até os famosos PFs, que incluem um bife de soja à parmegiana delicioso e o picadinho acebolado, tem também lanches tipo hambúrguer e a famosa coxinha de jaca. O melhor é que os pratos, como todo bom PF, são bem servidos e baratos: um prato sai por uns R$ 25, e você consegue dividir em dois.

// Rua das Palmeiras, 130 | @

2. Subte Vegan 

A surpresa mais legal das minhas férias foi o Subte, veganíssimo do Centro, do jeito que eu tanto amo. Fica na galeria ao lado da Olido – cheia de lojas de LPs incríveis, dá pra passar a tarde por lá. O esquema de tudo dia é: um PF, com um fixo de bife de seitan, arroz, feijão e salada (R$ 15), e o prato do dia, com uma opção especial: já comi a versão mexicana, a árabe, a macarronada com almôndegas, tudo delicioso (R$ 17). Lá eles têm também sobremesas, sucos, e o meu preferidinho kombucha.

// Rua Dom José de Barros, 301, mezanino | @

SUBTE VEGAN: arroz carreteiro, tofu defumado,
linguiça calabresa vegetal, legumes e feijão carioca (R$ 17)

3. Panda Vegano

Escondidinho no primeiro andar de um prédio atrás da prefeitura, o Panda Vegano é um restaurante vegano com inspiração oriental. Com um buffet enorme, existem duas opções durante a semana: por quilo ou buffet à vontade. No sábado, somente a opção à vontade, por R$ 28. Imagina a minha escolha? Risos. São em média 15 opções de saladas e mais 15 de pratos quentes, que misturam as receitas orientais com as tipicamente brasileiras. A escolha do cardápio respeita a sazonalidade dos ingredientes, e eles também servem sucos e sobremesas – mas o chazinho de jasmin, o café, e um sorvete soft, de soja, são cortesia. Pra sair rolando.

// Rua Libero Badaró, 137 | @

4. Nutrisom

O Nutrisom é um ovolacto eleito sei lá quantas mil vezes o melhor restaurante vegetariano da cidade. Não é por menos: no esquema de buffet à vontade, a quantidade de opções oferecidas até assusta. São duas mesas imensas com pratos quentes e frios que chamam a atenção por serem mais sofisticadinhos: terrines, queijos mais finos, dadinho de tapioca e por aí vai. E repete e repete e repete. Ah sim: também há opções de sobremesas (a maioria leva leite e ovos), e sorvetes, tudo incluso. O valor é R$ 30,00 durante a semana e R$ 39,00 no domingo – não abre de sábado!

// Viaduto Nove de Julho, 160, sobreloja | @

5. Barão Natural

Sou suspeita pra falar do Barão porque almoço nele, no mínimo, umas 3 vezes na semana: duas unidades são na rua de casa. Foi por causa desse restaurante que pude perceber a enorme variedade de alimentos que são consumidos na dieta vegana, além das combinações super gostosas (e cheias de proteínas, apenas parem!). Hoje a rede tem várias unidades, que vão do tradicional quilão (R$ 11,90 às segundas, R$ 15,90 terça à sexta, R$ 18,90 aos sábados), a pratos prontos em outras unidades. Agora, na unidade #B1, tem rodízio de pizza a R$ 29,90 (vou sempre nas opções de legumes e vegetais, os queijos veganos ainda não me ganharam), e na #B8 também tem esfiha.

// Várias unidades | @

6. Pop Vegan Food

Dos antigos sócios do Barão Natural, o Pop Vegan leva a mesma proposta de oferecer comida vegana variada e acessível para a região mais badaladinha da r. Augusta e afins. Mesmo esquema de buffet com preço fechado, mas ainda mais em conta: R$ 10 às segundas, R$ 15 de terça à sexta e R$ 18 aos sábados. Também oferecem pizza, com delivery. O sucesso está sendo tão grande que a galera faz fila na porta, mas os funcionários são extremamente atenciosos e organizados, ninguém espera muito tempo pra comer.

// Rua Fernando de Albuquerque, 144 | @

7. Biozone 

Restaurante que além de 100% vegano é orgânico e glúten free, divide o espaço com um estúdio de tatuagem e é também 100% hippie tilelê good vibes – eu amo. A decoração é toda psicodélica e beeem zen, com um corredor e quintalzinho pra comer tranquilo, conversando com os atendentes, aproveitando a música. Seguindo a linha do slow food, servem um prato do dia super bem servido e nutritivo, além de delicioso, a R$ 28, além de sopas, quiches, quibes, sanduíches e outros lanchinhos.

// Rua Fradique Coutinho, 1225 | @

BIOZONE: arroz cateto com tomatinho e manjericão; creme de abóbora com feijão fradinho e verdura; bardana + cenoura + brócolis com gengibre; couve crispies crocantes; bolinho com bionese verde; saladinha primavera

8. Gran Vegano 

Eu visitei o Gran Vegano, na Moóca, quando o lugar era somente uma lanchonete – e, ainda assim, a experiência foi bem boa! Os lanches eram super gostosos e relativamente baratos, e o nuggets de soja, meu deus, que sonho. Como eu estava (e ainda estou!) com desejo de hot dog, escolhi o sanduíche de linguiça, cebola, pimentão, maionese e catupiry (tudo vegano), e só sinto saudades. O lugar também é uma gracinha! A novidade é que há algum tempo o restaurante também serve almoço no esquema por quilo, e tudo parece continuar sendo bem delicioso, preciso voltar!

// Rua do Oratório, 29 | @

9. Shuffle Bar 

O Shuffle é um desses lugares que eu não sei porque não frequento mais: além de ficar na rua atrás de casa, tem tanta coisa gostosa e um ambiente tão delicinha, que só a preguiça explica. O esquema é de bar, mas as comidinhas são sempre tão gostosas que dá pra chegar cedo e ficar só petiscando se quiser. São petiscos e lanches, um ou dois por noite, com o cardápio avisado nas redes sociais. Tenha paciência se a comida demorar um pouco pra chegar: é tudo realmente feito na hora pelos funcionários super bacanas. Os drinks valem muito, muito a pena também. Pros xóvens, sempre tem alguém tocando e festinhas animadas no subsolo.

// Rua Ana Cintra, 132 | @

10. Raw Burger N Bar Veggie

Tem muita gente que ainda acha que ser vegetariano/vegano implica necessariamente em “ser saudável”, então tome um lanchão e muita fritura e meus 5 kg a mais desde que parei de comer carne pra provar que não, migos. A Raw, que tem uma versão carnista na Vila Madalena, é uma hamburgueria apenas vegetariana que, além dos hambúrgueres (risos), tem as melhores entradinhas que eu já comi na vida. Atenção para as abobrinhas empanadas no panko e na cerveja, pros sticks de tapioca e pros bolinhos de espinafre, ricota e chia. Socorro, que vontade. Das três vezes que fui, só consegui não morrer de comer entradas na última, e pude experimentar o Mushies and Buschies (pão de cerveja stout, hambúrguer de cogumelos e batata, cogumelos grelhados, mussarela, broto de alfafa e maionese de limão siciliano). Delicioso! Os hambúrgueres giram em torno de R$ 25-30, e as entradas, R$ 15. Quero. Vamo.

// Rua Augusta, 2052 | @

RAW BURGER AND BAR VEGGIE: Mushies and Buschies, com pão de cerveja stout, hamburguer de cogumelos e batata, cogumelos grelhados, mussarela, broto de alfafa e maionese de limão siciliano

 

Claro que, além das opções específicas, é possível comer em milhares de outros lugares em São Paulo sem precisar ingerir bichinhos. Me contem se gostaram desse tipo de post e eu organizo mais uma listona com as melhores opções vegetarianas e veganas em restaurantes “comuns” da cidade!