diarin #12 – então é natal

E o que a gente fez, não é mesmo? Na real, amigos, a gente fez bastante coisa. OLHA QUANTA COISA A GENTE FEZ. Olha por quanta coisa a gente passou nesse 2017 de meudeus. Nóis tá até cansada. Eita.

Eis que finalmente chegou dezembro no ritmo do ragatanga e eu nem sei direito por onde começar essa retrospectiva do ano. Então, vamos aos poucos, com a retrospectiva dos últimos tempos desde o último diarin.

TÔ ASSISTINI

Gente, cadê os grande lançamento, cadê a gente fazendo maratona, cadê a internet toda apaixonada por um personagem nem tão bom assim? Não sei. Minha vida entretenística anda meio monótona, com episódios picados de This is Us, Grey’s Anatomy, How To Get Away with MurderParks and Recreation. Todos legais, é claro, mas todos também que me deixam ansiosa de ficar esperando mais um episódio que só vem quando a Shonda voltar das férias – ou que eu já assisti. Olha. Antes disso teve Sinner, que eu não entendi porque vocês gostaram tanto, minha gente, achei tão chato, e Alias Grace QUE AÍ SIM MINHA GENTE, obrigada santa Margareth Atwood pelo mistério alcançado. Que daora. Que doidera. Que rápida 🙁

Como vocês podem ver, nada de muito emocionante. Deveria estar usando esse tempo pra ler os livros abaixo e parar de me sentir uma perdedora? Deveria. Segue:

TÔ LENI

Terminei de ler As garotas, da Emma Cline, e gostei bem mais quando parei de achar que seria uma história sobre o Charles Manson e entendi que era uma história sobre o grupo de mulheres que o seguia. Gostei, mas não amei. A leitura de As virgens suicidas não está andando, eu realmente estou perdida no ritmo deste livro, acho que vai ficar pra depois. Eu consegui pegar o The sun and her flowers, da Rupi Kaur, e devorar em uma sentada e estou aqui, pensando quais partes do corpo encaixam mais 5 ou 6 tatuagens novas. Como eu amo o que ela escreve, eu não entendo como vocês não gostam. Que coisa mais gostosa, dolorida, verdadeira de ler. É simples, esse é o problema de vocês?

Mas também não é como se eu tivesse conseguido começar a ler outra coisa, o que me deixa imensamente triste, já que meu desafio literário do ano está indo por água abaixo, parece. A chance de eu ler mais 2 livros nesses 20 e pouquinhos dias restantes é quase igual a chance do capiroto desvirar presidente, então… Se vale o registro, fica aqui a vontade de ler Fome, da Roxane Gay, e Mulheres que correm com os lobos, da Clarissa Pinkola Estés. Quem sabe acontece um milagre? Oremos.

TÔ FAZENI

Eu tenho tanto pra lhe falar mas com palavras não sei dizer como eu fico louca no final de ano meu deus do céu. Cês podem parar de marcar coisa em novembro e dezembro? Obrigada. Segue aquela sensação de “eu não tô fazendo nada”, porque realmente eu não tenho parado em casa pra fazer absolutamente nada, as prantinha tão gritando por socorro, a casa tá precisando de amor, a minha bunda tá pedindo por um sofá, mas ao mesmo tempo tem rolado tanta coisa na rua que eu precisei voltar nos registros pra sacar quais foram elas.

Teve nascimento de nenei lindo, teve casamento dos amigo no ~interior, tiveram vários feriadinhos mini pra deixar a gente um pouco menos cansada e um pouco (bem pouco) mais preparada para dezembro, teve visita a uns lugares que a gente devia visitas há tempos, teve musical da Hebe HAHAHAHA SIM com mamãe, teve tatuagem e encontro com um monte de gente inspiradora, teve tudo isso sim, e mais um monte de coisa que não deu pra ir. E teve também a semana que eu encasquetei que teria ter uma parede verde em casa e fui lá e fiz o quê? Numa explosão de siricutico pintei o corredor inteiro de verde. Tá bem bom, não tá?

E tamo indo não só no pole, que continua lá com toda sua marabrijosidade, mas também no muay thai, que me faz chorar pensando em quantos infartos eu posso ter por minuto, mas MENINA A ENDORFINA? Ela existe, ela é real. Evita que eu assassine pessoas também.

OS TOMBO QUE EU TÔ LEVANI

Me bate uma bad tão grande nessa fase do ano, principalmente se não vou conseguir tirar uns diazinhos pra descansar, sabe? Antigamente eu ficava chateada se não tinha assim, uma mega festa de réveillon pra ir (ainda fico), mas nesses tempos eu queria mesmo era passar uma semaninha que fosse em casa, de boas, arrumando os armário e pintando umas paredes (mentira). Lendo os tais dos 3 livros, pensando na vida, reorganizando as ideias. Poderiam ser uns diazinhos na praia com a ajuda da água do mar pra recarregar? Com toda certeza. Mas nenhuma das duas opções será viável.

O que só emenda com aqueles velhos questionamentos do “o que eu tô fazendo com a minha vida?” e será que a vida é isso aí mesmo, ficar presa a uma coisa que, na maioria das vezes, é aquela obrigação besta e burocrática, e as partes ruins, os abusos, os desaforos, são maiores que tudo. Se a gente tem mesmo que aturar, já que tem tanta gente dando um braço por isso. Se a gente tem que aturar porque a vida é lá fora – mas se a gente não consegue aproveitar a vida lá fora por causa disso, e aí, como faz?

Inauguramos a sessão de terapia por aqui. Agora chega.

Eu também peguei uma gripe monstruosa que inutilizou uma semana inteira de compromissos, projetos, tarefas e encontros. Agora, no final do ano. Olha que alegria.

OS PULO QUE EU TÔ DANI

Não sei qual foi a conjunção dos astros responsável por isso, mas de alguma maneira cósmica-cármica, a minha persona internética HAHAHAHA está sendo levemente reconhecida nos últimos tempos. Menino instagram, que com todos os seus problemas, continua sendo meu cantinho do amor nessa internet complicated, tá cheio de coisa linda e gente nova: vocês já foram lá me ver? @is_adorable.

E daqui, do meu orgulhinho mais meu, um dos post dos mais gostosos de fazer foi parar até no Chata de Galocha, que a gente é fã desde que a gente era fã de todo mundo! Muito legal, não é? São pequenas coisinhas que deixam a gente feliz demais, ai ai <3

No mais, além da correria insana de eventos de final de ano, aquela época em que todo mundo parece que lembra que não fez nada o ano inteiro e precisa sair correndo, correndo, correndo loucamente, eu posso dizer que a sensação de finalmente estar um pouco mais em paz e confortável na minha própria pele é, sem dúvidas, impagável. Aparentemente a gente tem mesmo que apanhar bastante pra amadurecer – mas quando isso acontece, vem cheio de luz gratidão namastê.

O resto fica pra retrospectiva doismiledesespero que virá em breve, aguardem.

AS COISA QUE EU TÔ QUERENI

Um maiô. Entrar na piscina. Entrar no mar. Meudeusdocéu eu preciso entrar na água, passar uma tarde na água até as pontas do dedo enrugarem. Arrumar minha bicicleta e dar uns rolês. Quero me mexer. Quero saiiiiiiiir por aíiiiiii….

estamos tão ricas que agora temos vídeo, tá meubeim (só não sei como centraliza essa caraja).

Agora nóis só volta ano que vem. ANO QUE VEM MEU DEUS SOCORRINHO.

respiro

A gente tem que celebrar.

As coisas boas da vida, as pequenas, sempre elas. Uma boa notícia. Uma neném nova – é menina! – entre as amigas. Um bonde de bebês novos vem vindo. Um ingresso comprado, assim, bem besta. Uma boa notícia. Um almoço gostoso, um almoço saudável. Uma tarde de conversa e risada – ainda que virtual. Decidir pintar o corredor inteiro de verde escuro mesmo a casa inteira sendo clara. Pintar o corredor inteiro de verde escuro mesmo a casa inteira sendo clara. Os novos quadros a serem pendurados. As novas possibilidades.

O respirar fundo no meio do caos, o respirar no meio da raiva, sentir a raiva se dissipando, deixar pra lá.

O sábado cheio, cheio, cheio, os tantos amigos pra abraçar, os tantos eventos para comparecer, é tempo de desabrochar. O cansaço bom da gente que tem que descansar. O reconhecimento pequenininho, desses que vêm cheios de emoção de verdade, que fazem a gente ver o que importa, o que toca lá dentro, o que ilumina a gente. Os comentários. Os agradecimentos.

Um sorriso, e só.

A gente tem que respirar.

favoritos #33

[no sentido horário]

Normalmente coisas de cozinha não me emocionam, mas olhem esses potinhos!!!1 | Eu amei essa casa, mas eu definitivamente quero ser amiga dessa pessoa | As peças feitas com resina da Gabby D, especialmente essas todas com cores unicórnias | Os papeis de parede e outras estampas da designer Teresa Chan

 

// Sempre bom lembrar, nesses tempos nefastos, dessas cinco brasileiras que fizeram do corpo um instrumento artístico e político, na matéria da Revista Cult;

// A lindeza que é esse perfil da Joni Mitchell, na New Yorker, que lembra a gente quão revolucionário é se apaixonar e permanecer inteiro;

// Ainda no mesmo tema, o questionamento da maravilhosa ComumMundo interno e autonomia afetiva: como podemos ser mais livres? Assistam ao vídeo 🙂

// Quem está no ar, quem quem quem? O documentário Primavera das Mulheres, que acompanha o crescimento do feminismo em 2016, ano em que mulheres voltaram às ruas contra a cultura do estupro e os retrocessos nos direitos conquistados.

// As reflexões da Aline Valek sempre me acolhem, e dessa vez tem um combinho sobre criatividade que ó, até aqueceu aqui dentro: sobre cuidados com a nossa energia criativa; um anti-conselho para jovens escritores; e as armas das pessoas criativas;

// Esse texto da Anna Terra que eu poderia ter escrito: minha casa, minha energia; Destaco logo o primeiro parágrafo:

Sempre que eu vou me apresentar, seja numa palestra ou até mesmo pra explicar melhor quem eu sou e o que eu faço, começo dizendo: Meu nome é Anna Terra, eu sou dona de casa e mãe de bichos. Porque antes de qualquer posto profissional, eu sou isso. E digo que amo comida, viagens e faço uma caipirinha bem boa! 🙂 E eu sempre me orgulhei de dizer que sou dona de casa. E todo mundo que vem aqui diz que minha casa é minha cara, e eu fico toda besta sorrindo e achando isso o melhor elogio que meu cantinho pode receber.

// Por que tanta gente quer “morar no mato”?, com esse nome ótimo da ótima newsletter da Carla Soares, que é sobre gastronomia e mais um monte de coisa boa da vida, que é um alento, e também um alerta:

Estou ponderando todas essas coisas porque depois desse tempo experimentando a vida aqui ficou claro pra mim que não basta se mudar pra uma cidade menor pra resolver todos os problemas. A escala das cidades resolvemos trocando cidade gigantes por menores, e isso é muito relevante, mas a questão é que só isso não é suficiente. Ainda estaremos por demais dentro do sistema. É preciso tempo e paciência pra se ajeitar e encontrar aquilo que se deseja, ou realmente romper ainda mais com algumas coisas que esperam que sejamos e façamos. Por isso é que eu e meus amigos, mesmo morando num lugar com 75 mil habitantes, continuamos falando de ir “morar no mato”. Nas cidades maiores, as opções de resistir e fazer diferente são mais estranguladas, mas isso não significa que não seja preciso pensar nessa resistência em qualquer contexto em que a gente caminhe. Seja na capital, na cidade grande, ou até mesmo no meio do mato.

// O vídeo sobre carga mental da Hel Mother, que já foi quadrinho no facebook e textão em revista gringa, mas que tá aqui mais uma vez, tão explicadinho que até dói – dói, num dói?

Quanto link bão, né não?

por que eu blogo?

Eu já escrevi sobre escrever, mas acho que nunca escrevi direito sobre blogar. Vocês também têm vergonha de dizer que ~blogam, assim, e agora só usam a palavra de maneira sarcástica do mesmo jeito que fazem com ~blogosfeira ou ~blogayrinha? Engraçado que quem realmente se importa com isso – ou quem realmente importa nesse meio todo – jamais se refere a si mesmo como blogueiro. A gente ficou perdido num limbo estranho da auto-ironia e depreciação.

Ou sempre foi essa nossa motivação?

Talvez a minha. De ter aprendido bem a lição de que rir é, sempre, o melhor remédio. De tentar ver coisas boas ara tudo, tudo mesmo, ainda que seja um bonito texto triste de algo que não passa – mas vai passar. Sempre passa. De achar que só me restava ser engraçada quando todo mundo era algo mais que isso: inteligente, bonita, magra, bonita de novo, bem relacionada.

A gente escreve porque a gente precisa e a gente faz isso bem pra caralho, mas a gente bloga porque a gente gosta, mesmo. Porque é difícil e desmotiva viver nessa época em que só bloga quem ainda bate no peito e fala DESDE QUANDO TUDO ISSO AQUI ERA MATO, e percebe que o nosso bonde passou e a gente se perdeu e, talvez, se a gente tivesse forçado para se adaptar estaríamos diferentes, “melhores”. Mas será que a gente saberia fazer diferente? Será que a gente precisa?

Eu gosto muito de responder pra vocês como foi que eu inventei e consegui fazer meu casamento inteiro com as próprias mãos, como é que eu consigo ter gatos e plantas em casa (vai acontecer, vai acontecer esse post), e quais foram as coisas mais constrangedoras que já aconteceram na minha vida. Como é que eu fui perseguida por um porco, em Guarulhos, de madrugada, e como eu lido com a minha ansiedade de uma maneira completamente desconexa e complicada.

Dificilmente eu conseguiria conversar com vocês sobre lançamentos, tendências, recebidos do mês – mas se quiserem me mandar, pode HAHAHA. Jamais contaria pra vocês coisas boas sobre coisas que não me fizeram genuinamente bem. Cês querem saber se eu já neguei publipost aqui nesse espacinho? Ô se já, – com direito a “sai, homi!”, se querem bem saber, pra contar os detalhes sórdidos. Cês querem saber se eu gostaria de receber alguma remuneração pra conseguir me dedicar mais a esse canto tão meu? Ô se sim, ô meu bem. O que eu adoraria mesmo era viver num mundo onde a gente fosse dono dos meios de produção e, ao mesmo tempo, faz tempo que me pergunto: pra que a gente precisa monetizar tudo?

Será que dá, mesmo, pra trabalhar com o que verdadeiramente se ama, sem fazer concessões que sejam assim, aquelas essenciais?

Eu sei lá.

Eu sei que a gente escreve, bloga, publica, se preocupa, insiste, toma na cabeça e volta, porque isso aqui faz parte da gente de uma maneira bem intrínseca, dessas que a gente constrói lá quando tudo deve ser construído e carrega pela vida. Tem quem mude, quem troque, mas que segue “por aí”, tem que continua igualzinho e fiel, true, de raiz. E tanto faz. A gente segue porque, vira e mexe, as pessoas lembram a gente que isso aqui é muito legal.

Eu blogo porque eu só sei me expressar em texto. Eu blogo porque me dá alegria me ler. Eu blogo porque cada comentariozinho que aparece – se alguém vier com ÓTIMO POST BJS LINDA eu mato – aquece de verdade o coração. Eu blogo porque tamo aí, desde o que, 2003? Eu blogo porque fiz amigos assim. Eu blogo porque faço amigos assim. Eu blogo porque eu gosto de quem eu sou quando me escrevo. Eu blogo porque me divirto lendo outros blogs. Eu blogo porque me inspiro assim.

Porque, no final das coisas, a gente tem que fazer as coisas que fazem bem pra gente.

Por último, deixo aqui um apelo: comentem. Não aqui, nesse post (só), mas nos posts que gostarem aqui do blog, de outros blogs, dos blogs amigos. Naveguem, conheçam os blogs de amigos dos amigos – blogueiro raiz tem blogroll, tem sim, que eu sei! – conheçam, divulguem, mas comentem, se for de coração. Deixem as outras pessoas saberem que o que a gente faz importa, ainda que tenha sido por 5 minutos na vida de um completo desconhecido. É assim e por isso que a gente continua <3

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amorzices é um projeto mensal, publicado todo dia 15, criado pelo trio amorzinho Sernaiotto Serendipity Desancorando e que terá um tema de base: amor. a partir daí, elas vão falar sobre um monte de coisas. o tema de novembro é amor na blogosfera. eu resolvi aderir ao tema, tá aqui minha contribuição. se você também quiser participar, deixa o link lá no blog delas!

30 antes dos 30 – aprender a costurar

Mais do que zerar o bingo da Tia do Artesanato, aprender a costurar pra mim sempre teve um significado afetivo, já que vovó, a mesma das plantinhas, era costureira. Costureira mesmo, de fazer roupa pra fora, e também costureira das minhas fantasias de carnaval, dos bonecos de pano, de muitas coisas que acabaram desaparecendo junto com os laços depois que ela morreu, e não sei onde foram parar. Coisas essas que incluíam a sua máquina de costura, aquela clássica que todo mundo herdou pra contar uma história: o móvel de madeira, grande e retrô, o pé e a roda de ferro, meio Bela Adormecida, a máquina bonitona que sumiu em alguma mudança ou foi vendida pra pagar alguma dívida que não era dela.

Essa vontade de costurar sempre esteve comigo e ficava meio escondida justamente pelo peso que vinha junto dela. Costurar o quê e pra quem? Fazer minhas roupas? Eram coisas meio impensáveis. Fora que, ao contrário dos outros 1001 hobbies falidos que eu já arranjei, de fazer crochê ao macramê, de comprar retalhos de feltros a pedaços de lã pra fazer pompons, costurar é uma coisa cara: envolve um investimento alto em uma máquina de costura, o espaço para ela e seus apetrechos e tudo o mais. Todas as desculpas que eu precisa pra adiar pra sempre esse plano, né?

Eu já devo ter falado disso aqui mais ou menos umas 285 vezes e vou voltar a falar mais outras 360, mas tem me incomodado demais o fato da gente precisar monetizar, profissionalizar, ganhar dinheiro com tudo o que fazemos. Isso coloca uma pressão desnecessária e, na minha cabecinha comunista, bem sintomática do mundo em que a gente tá vivendo, e tira toda a graça da parada. Uma das minhas decisões mais recentes foi voltar a fazer meus cursos bobos sem a pressão de necessariamente tirar algo deles, abrir uma loja, vender uns artesanatos, rabiscar meu famigerado “plano B”, e vou contar aqui: melhor das decisões. É muito mais fácil fazer as coisas simplesmente porque a gente quer, sem um motivo maior, porque a vida da gente já é muito chega de obrigações pra gente arranjar mais delas.

O maior preâmbulo da história já feito neste blog, foi nessa vibe namastê hippie da Paulista que eu fui descobrir o ateliê da Georgia Halal – que permeia minha vida desde as buscas por vestidos de noivas diferentões e que acabou virando minha colega de pole dance <3 – e os cursos de costura oferecido por ela que também são cheio de bossa. O Sew Sisters é um clube de costura para mulheres independentes, o que me chamou mais atenção de tudo, já que toda essa questão do faça-você-mesmo pra mim sempre teve essa importância: dar independência. Do consumo das lojas, da criação, do tempo que a gente dedica ao fazer. O módulo que eu fiz, para iniciantes, é o Casa Pinterest, e aí vocês vão entender completamente o meu crush, né não?

As aulas foram divididas pelos objetos que a gente produziu: aula 1, bandeirola; aula 2, cachepot de tecido para plantas (meu preferido!) e uma almofada em formato de cacto; aula 3, uma sacola de compras e uma capa de almofada – com zíper!!!; e na aula 4 uma marmiteirinha, térmica e tudo, toda acolchoadinha, coisa linda de se ver. Sim, eu fiz tudo isso. Eu fiz tudo isso! Seguem ibagens para provar.

algumas das coisinhas que eu fiz no curso: almofada de cacto, marmiteira térmica, sacola de compras e capa de almofada (com zíper!!!)

O curso foi divertido e super instrutivo: cada uma na sua máquina de costura, num ambiente super gostoso e acolhedor, e o mais maravilhoso pra mim foi perceber que eu seria capaz de reproduzir as peças em casa depois sem muita dificuldade – claro que o youtube ajuda demais a gente nessas horas, né? Mas deu pra perceber que esse método de “aprender fazendo” é realmente o que me deixa mais segura de me enveredar por esses caminhos. E, mais que outras artes manuais que eu venho tentando aprender, a costura me dá uma segurança engraçada, que eu vou poupar você de explicar através de sangue e geração, mas talvez seja? Vai saber.

Daí eu tirei da cabeça e do papel o planinho de comprar uma máquina de costura e abri a carteira, aguardando ansiosamente o Submarino me entregar minha bonitinha <3 Desde então, já passei algumas tarde medindo e cortando bandeirolas coloridas para enfeitar quartos de neneis amigos e já amados, tentando não costurar a pata de nenhum gato enxerido e me perdendo no barulho do pedal correndo que me soa tão familiar. Claro, meu Pinterest está bombando como nunca esteve e eu estou me coçando de vontade de sair correndo pra 25 de março a qualquer minuto.

Se dá pra tirar um conselho a partir de tudo isso é: se tá rolando uma graninha extra e se você tá com vontade, faça. Não precisa pensar em “mas pra quê?” ou “eu não sei fazer”, que você aprende, e não precisa ser pra nada, além de pra você. Pra gente passar umas tardes gostosas focando apenas em fazer, em produzir, em olhar e abraçar algo que você pensou e construiu. É muito divertido!


esse post faz parte da série ~30 antes dos 30~, lista ambiciosa de coisas que eu separei pra fazer antes da fatídica idade chegar. você pode acompanhar meu fracasso por aqui – mas eu torceria por mim. estou torcendo. vamos lá.