vai com calma

Olar meu povo, feliz ano novo!

O que dizer de um ano que já começa na loucura loucura loucura de modos que a gente só consegue chegar por aqui em pleno dia 15? Não sei. Tá sendo bom? Não sei. Tá sendo ruim? Não sei. Tá sendo cheio de coisa? Tá, ô se tá.

A vida de vocês também costuma ter uns ciclos assim, cheios de coisas, e outros em que parece que nada acontece? A minha sim. Especialmente dividida em meses, ou em fases. Do tipo: dez-mar é UMA LOUCURA. Começa no final do ano, em que todo mundo está louquinho pra se ver e matar a saudades/tirar do sistema o fato de que não conseguiu ver os amigos durante o ano inteiro, emenda com natal e ano novo, sempre aquela tensão relacionada às festas, vai pra janeiro e a gente tentando desesperadamente aproveitar o verão – e o verão é maravilhoso, saidaquisevocênãogostaeuquerosolequeimaduradeterceirograu – daí já vem a melhor época do ano, também conhecida como CARNAVAL, dois finais de semana e mais uns diazinhos regados à catuaba, bloquinho na rua e chuvarada tóxica de São Paulo e termina como? Com o meu aniversário.

É mágico.

É aquela fase em que a gente pensa “porra, talvez a vida seja boa mesmo, olha quanta coisa legal acontecendo, olha esses dias ensolarados, olha essa gente feliz!”, em que a gente questiona a necessidade da existência de blogs, newsletters e afins, já que a famigerada ~vida real parece muito mais legal, em que a gente faz declarações de amor à cidade, aos migos, e que tudo parece bom e próspero.

Daí começa a degringolar.

Esse ano eu resolvi não deixar a peteca cair e tentar – digo tentar porque MEUDEUSDOCÉU eu nunca vi tanta enrolação pra programar férias nessa vida socorro burocracia #nãoreclamedacrisetrabalhe #oimickjagger – emendar as minhas férias quaseque nesse período: digamos, em maio, já que tem o aniversário do boy em abril, o que garante uma boa thread de amor e amigos. Conseguiremos? Vamos acompanhar. Temos dinheiro pra viajar esse ano? Nenhum. Ficaremos em São Paulo e faremos listas daquelas coisas que nunca fizemos mas que “faremos nas próximas férias em casa”? Ô SE FAREMOS. Terminaremos as férias com aquele sentimento maravilhoso de frustração? Wait and see.

Lá pra maio/junho, e o segundo semestre de uma maneira geral nunca me agradaram muito – ano passado, ok, tivemos um certo casamento aí e uma certa viagem aí, então não conta. Mas, basicamente, já começa a bater aquela bad de “poxa já passou mais um ano e aí o que você fez?” e a voz da Simone começa a aparecer discretamente no fundo do seu cérebro. E, cacete, parece que esse ano vai ser mucho louco, desses de muito trabalho e pouco tempo pra descanso – e só o que eu queria era descansar um pouco. Estamos cansadas por antecipação? Estamos.

Claro que eu me meti, além do trabalho real oficial, em mais um ou dois projetos paralelos que demandam muito, muito tempo e dedicação e finais de semana de movimentação. Como lidaremos com isso? Não faço a menor ideia (com “crises de ansiedade”, eu digitei e apaguei, mas vou tentar lidar de uma maneira melhor com isso esse ano também). Isso porque, desses dois projetos, nenhum entra no quesito “realização de sonhos”. Ainda tem isso pra gente pensar. Sem contar meus cursos de miçangas que, me parece, terão que entrar num profundo standby esse ano.

Então é isso. Eu prometi que não faria grandes resoluções de ano novo – a única que fiz até agora entrou na agenda-bonitinha como cuidar mais de mim, mas na real, quer dizer “mexer essa bunda gorda” e “parar de ser mão de vaca com comida”, mas eu nunca, em hipótese alguma, assumiria isso pra vocês – e também (ainda) não passei perto das previsões de tia Susaninha, cês acreditam? Juro que (ainda) não, e que tá tudo bem assim, desse jeito meio “manda aí que nóis resolve daqui”. Quem é essa pessoa que vos escreve e o que ela fez com a sua amiga Isadora? Eu não sei. Gosto dela? Também não sei. Quanto tempo ela ficará por aqui? São questões.

2017eita

Essa sou eu depois de ter aceitado fazer um bate e volta que demorou 9h na ida e 6h na volta até o litoral norte na casa de pessoas completamente desconhecidas sem nenhum planejamento prévio num final de semana que marcou 38 graus com um colchão inflável sem saber se havia mais de um banheiro e postando essa foto no instagram sem poder conferir se meu mamilo estava efetivamente aparecendo porque o sol não permitia e postando mesmo assim (não estava aparecendo). eita.

 

Vamos aguardar.

Meanwhile eu entrei na onda, claro, do gracioso e hipster bullet journal planner agendinha incrementada e vou te dizer que está sendo bem legal me organizar por ali. Na real, sem muitos códigos e adesivos personalizados: só uma organização semanal pareada com uma lista de tarefas em que, yes you can, eu anoto tudo o que preciso fazer e não me cobro absurdamente se não consigo cumprir mais do que 1 ou 2 tarefas daquela lista – mas sempre me esforço muito bonitinhamente para cumprir ao menos 1 ou 2 tarefas da lista. Mesmo. Vem funcionando.

Novamente, vamos aguardar. Vem de boas, tá, 2017? Vamos tentar seguir assim até o final, sem dramas. Te amo. Beijos.

2016 eita; ou seventy years of being human

Tá todo mundo feliz que 2016 acabou.

Cara, foi treta. Foi difícil. Foi truncado. Exigiu muito da gente. Levou muito da gente. Colocou todos os nossos princípios à prova todo-o-santo-tempo. Se foi. Mas tá aí: a gente sobreviveu. E eu, no alto da minha patetice pisciana, acho que a gente acabou aprendendo com tudo o que se viu obrigado a desapegar. Na marra. Estamos todos cansados, exaustos, sem ter de onde tirar energia.

E também que eu não posso reclamar. Mesmo que tenha sido no meio de um monte de dificuldade, 2016 foi o ano que, bom… Que eu posso dizer que tudo o que foi importante deu certo. Que eu resolvi fazer um casamento do zero em 5 meses – e deu certo e foi lindo. Que eu dei um passo importante pra esse amor tão certo. Que a casinha se tornou finalmente um lar. Que, no meio do fim do mundo profissional que tá rolando, eu consegui pelo menos entender que tatu-do-bem, mesmo que não esteja, porque a gente consegue no final. Que eu botei em prática um dos planos do papel e, mesmo que não seja fácil, ele tá por aí, na vida.

Mesmo que seja na marra, algo fica. Fica que a gente aprendeu a ser resiliente. Fica que a gente descobriu pontos em comum, mesmo quando todo o mundo parecia contra a gente. Mesmo quando somos minoria. Fica que a gente percebe que tem muita gente disposto a lutar, a seguir. Fica que a gente aprende que nem sempre precisamos de tanto. De tantos. Fica que a gente descobre que tudo bem chorar também. Cair.

Foi um ano, acima de tudo, de crescimento pessoal. Dolorido, eita, bem dolorido, porque a gente vai se espremendo e moldando numa casca que às vezes não serve que, depois de um tempo, para de abraçar e começa a esmagar a gente. Dói se livrar dela, dói se desvencilhar de uns pedacinhos que ficam grudados, às vezes, não sai tudo de uma vez: a gente tem que ficar cutucando, tirando com cuidado, descascando até não sobrar mais nada. Longe de mim colocar aqui uma metáfora sobre casulos e lagartas e borboletas, mas é isso aí.

É difícil deixar pra trás, também. Pessoas, princípios, amores, hábitos. A gente se apega a coisas que talvez nem fossem tão reais assim. Também, quando desapega, tem essa mania besta de olhar com desdém, como quem não quer, como quem se alivia – e pode ter alívio, sim, mas que ele seja mais doce. Longe de mim colocar aqui a palavra gratidão, mas é isso aí. Olhar pra trás com a certeza de que ficou e pode continuar lá, mas sem ressentimentos ou mágoa.

Ver o que foi bom. Se esforçar pra ver o que for bom. Ver o que foi bom. Se agarrar no que foi bom.

Eu tou bem feliz com quem eu sou. Eu tou bem feliz com o que eu construí. Eu tou bem feliz com quem me acompanhou até aqui – embora eu precise me lembrar sempre de que tudo bem não estarem também. Eu tou bem feliz com a Isadora, de maneira geral. Foi a duras penas que a gente aprendeu, em 2016, que o foco tem que ser a gente, sempre, então que em 2017 a gente consiga lidar com essa lição de maneira mais calma e mais generosa.

Por isso, eu vou me permitir fazer essa transição de uma maneira mais leve, sem cobranças, sem pressão – sem listas!. Aproveitar que cai tudo num sábado e não permite muita comemoração ou rituais de passagem pra ser essa a resolução: atenção diária ao que foi bom. Comemorações diárias. Celebrações diárias. Ser feliz todo dia sim – e respeitar os dias ruins também.

É engraçado: parece que 2016 me ouviu falando essas coisas todas e resolveu dar seu último suspiro nas duas últimas semanas. Não sei aí com você, mas por aqui, tá tudo bagunçado, de corte de cabelo (que estava maravilhoso ¬¬) que deu errado a conta da Uber e todos os cartões que foram clonados, de maluquices mil no trabalho a burocracias da vida adulta que você nem sabe como surgiram. Dessas que desestabilizam a gente e nos deixam naquele estágio de “mas por que isso tá acontecendo comigo, se eu faço tudo direito?”.

O truque, eu acho, é respirar. Tudo bem dar errado. Não é só com você. A gente não pode controlar tudo. E tentar não criar o bichinho da raiva e da amargura aí dentro. Por pra fora, berrar no travesseiro, comer o pote de sorvete inteiro. Agarrar os gatos – falei que 2016 teve até gatinho novo filhote bebê? Teve.

E como eu ando nessas de não saber direito o que dizer, nem como, nem pra quem, eu queria deixar vocês com duas reflexões mais bonitas e completas que apareceram na minha vida essa semana, justo nela, toda complicada e cheia de problemas. A primeira é da Nath que, com as suas cartas, foi um dos pontos altos do ano, sempre pontual, sempre no timing certo: que o seu próximo ano seja repleto desses momentos que você quer registrar para guardar, postar, compartilhar. Porque a vida do instagram é, sim, muito maravilhosa e, no final das contas, a nossa vida é isso aí: um amontoado de bons momentos que a gente quer guardar pra sempre (em volta de um amontoado de momentos blé que a gente só esquece).

A segunda é um mix da apresentação da Patti Smith no Prêmio Nobel, no lugar do Bob Dylan, com a reflexão que ela fez na The New Yorker sobre o ocorrido – ela ficou nervosa, errou a letra, pediu pra voltar. Musa eterna da minha vida, essa mulher incrível que, a medida que envelhece, vai deixando mais e mais pensamentos importantes pra gente:

When my husband, Fred, died, my father told me that time does not heal all wounds but gives us the tools to endure them. I have found this to be true in the greatest and smallest of matters. Looking to the future, I am certain that the hard rain will not cease falling, and that we will all need to be vigilant. The year is coming to an end; on December 30th, I will perform “Horses” with my band, and my son and daughter, in the city where I was born. And all the things I have seen and experienced and remember will be within me, and the remorse I had felt so heavily will joyfully meld with all other moments. Seventy years of moments, seventy years of being human.

– How does it feel, Patti Smith (The New Yorker)

Todo mundo deveria assistir essa apresentação, pelo menos uma vez na vida.

Que a gente se permita ser assim: mais humanos, com mais erros, com mais sentimentos. Vamos com calma. Com amor. E vamos mais gentis.

Vem, sim, 2017. Seja legal com a gente!

diarin #6 – continuamos por aqui por enquanto

Oi gent. Cês tão boa?

Venho cá eu depois de um sumiço programado e dolorido por meio deste vos questionar: devo eu ter uma newsletter? Eu devo ter uma newsletter e manter o blog? O que vocês pensam a respeito disso, meu povo? E sobre a vida? E o Universo e tudo o mais?

Pois bem, esses pensamentos têm assolado meus últimos dias. Rolou até uma conversa no tuínter em que digníssimas arrobas queridas da minha vida insistiram para que isso acontecesse, mas meu coração-flogão ainda me prende por aqui. Ou não? O que eu faria numa newsletter diferente daqui? Onde vocês estão?

São questões.

TÔ ASSISTINI
Categoria Assisti e foi gostosinho:
BlackishHow to Live With Your Parents (For The Rest of Your Life)How to Get Away With Murder, Black Mirror (defina “gostosinho”); Categoria Comecei e já abandonei: The Good Place (merece segunda chance), The Fosters, Paranoid, The ExpanseCategoria Assisti até o final por pura raiva e vontade de morrer: 3% – meu deus do céu que coisa ruim; Comecei detestando e terminei adorando: Westworld; Categoria Tamo assistindo: Designated Survivor sdds Jack Bauer, Brooklin Nine, This Is Us;

Fora isso, teve Gilmore Girls – Um Ano Para Recordar. Mas eu não sei falar sobre isso.

E, no quesito cinema, foi um mês animadinho e cheio de coração quentinho, com Animais Fantásticos e Onde Habitam, o ótimo Doutor Estranho #cumberbitch e, em breve vai ter mais Star Wars pra deixar todo mundo feliz. #gratidão eu diria.

TÔ LENI
Elena Ferrante Elena Ferrante Elena Ferrante. Estou lendo Elena Ferrante. Quer dizer, acabou. Acabou o pesadíssimo A Filha Perdida, que desgraçou tudo da cabeça mesmo, e depois acabou História de Quem Foge e Quem Fica – terceiro livro aguardadíssimo da tetralogia, achei um pouco menos cativante que os dois primeiros, mas a história TÁ CADA VEZ MAIS TRETA SOCORR. Acabou e a gente ficou como? Desgraçada da cabeça. Daí resolvi ler O Ano Em Que Disse Sim, da marabijosa Shonda Rhimes que mulher – aproveitando a deixa de bichar (pesquisem) com a miga Analu, e descobrindo o inevitável, que eu sou horrível nisso. Mas tamo seguindo, e é engraçado e levinho e auto-ajuda, tudo o que precisávamos depois de desgraçar a cabeça com Elena Ferrante.

TÔ FAZENI
Basicamente, esse foi um mês dedicado a esse serzinho pretinho bonitinho pequenininho destruidorzinho de plantíneas aqui. Conheçam a Baunilha, nova integrante da República Comunista Bolivariana do Minhocão, vulgo casínea. Há algum tempo que pensávamos em adotar um gatíneo filhote e, bom… A gente viu a foto de uma bebê pretinha chama VANUSA na ong e no dia seguinte estávamos agarrados na bichinha. Claro que rolou uma adaptação treta por aqui, mas dessa vez, bem mais rápida: alguns uivados, alguma vingança contra os humanos, alguns dias me ignorando mais do que o normal, e agora voltamos à programação normal de amor e ronrons.

E um filhote. Gente, vocês já tiveram um filhote de gato em casa? JÁ? Vocês sabem o que é ter um bichinho do tamanho da sua mão dormindo em cima da sua cara porque não tem a menor noção de espaço? Caçando o próprio rabo por aproximadamente 15 minutos? Tentando pular em cima da cama e caindo no chão porque não alcança? Eu recomendo.

Esse foi um mês mais caseiro, com menos grana e menos motivação. Mas ainda deu pra ir assistir o ótimo Rocky Horror Show numa adaptação beeeem divertida, pertinho de casa e com uma amiga querida. Também, recomendo. Menos que filhote de gatinho, mas ainda assim, vale a pena!

Comprei um computador novo, que tá deixando minha vida internética mais interessante. Pra vocês terem uma ideia, meu computador antigo, além de uma mancha de 4 dedos no lado esquerdo da tela muito black mirror isso gent, não me permitia abrir um navegador + outro programa randômico como, por exemplo, o Word. Ou o Spotify. O Photoshop? Puf. Explodia. Então eu peguei todo o dinheiro que não recebi com o 13º e investi num bichinho novo prateado rapidinho cheio dos balangandã tecnológico com a assistente pessoal robô Cortana. Tô adorando.

OS TOMBO QUE EU TÔ LEVANI
Vai chegando o final do ano e a gente tá como? Cansada, exausta e tentando resolver as tretas da vida que não resolveu nos outros 11 meses e 12 dias. Uhum. E quanto mais treta a gente tenta resolver o que acontece? Aham, mais treta surge. A progressão é mais ou menos assim: tenta fechar uma das 3 contas no banco pra parar de pagar taxa desnecessária > Descobre mais 2 contas abertas > Pede pra fechar as 4 contas > Perde o RG na tentativa > Precisa do RG pra justificar o voto que não votou no 2º turno > Acha o RG > Perde a guia do exame > Pede o encerramento da conta empresa > Precisa do título de eleitor regularizado… E assim segue a vida.

E tem o país né, gent. E tem o mundo. Que a gente finge que não tem pra não sofrer mais.

OS PULO QUE EU TÔ DANI
Minha gent, eu parei de comer carne. Tá, talvez seja muito cedo pra falar isso, “parei” assim, mas eu tô nesse processo. E olha, tá sendo bem sussa. Muito fácil de adaptar, muito gostoso de cozinhar, muito tranquilo de passar sem. Até agora, os problemas figuram em dois pontos bem específicos: salsicha (sim socorr) e shopping. Shopping é muito deprê se você não come carne, gente, só sobra aquele brócolis velho do Viena. Mas ok, fica como mais uma dica de detox, né. Se me tornarei uma pessoinha absolutamente vegetariana? Acompanharemos.

essa edição num tem foto bonitínea

 

E sobre a newsletter: esse não seria tipicamente um post de newsletter? Seria, não seria? Então, qual seria o post que deveria entrar aqui, no lugar dele? Nenhum? E morrer aos poucos? E a dificuldade de abandonar meu posto na internet que ocupo com tanto carinho desde… 2007? São mais questões.

Aguardo ansiosamente a enxurrada de respostas de vocês com a hashtag #ficaisa.

favoritos #22

favoritos22

Uma parede de glitter. UMA PAREDE DE GLITTER. Adeus | A Casa Chaucha é um dos blogs de decoração mais autênticos da internet e agora tem um Guia de Botânica! | Os bordados gigantes que estão enfeitando Madrid e a minha cabeça | Esse apartamento é todo absolutamente incrível, mas eu tô completamente apaixonada pelas portas dos armários da cozinha. Pode?

// Daily Links: Return to Stars Hollow Edition, da Rookie Mag, porque agora falta menos de uma semana e pode ser que eu esteja entrando em colapso.

// Você trocou a culpa católica pela culpa feminista?, um vídeo da Carol Patrocínio bem necessário, já que tem muita gente – como se não bastasse TUDO – cagando regra em cima do feminismo alheio.

// Sobre Elena Ferrante e uma pitada sobre relação mãe e filha, da Taís Bravo.

// O que aconteceria se o mundo inteiro virasse vegetariano?, matéria bem interessante (e pé no chão) da BBC.

// Edição especial “fim do mundo vem meteoro vamos todos morrer mesmo”: Don’t agonize, organize, da Lenny Letter, sobre o que podemos fazer em tempos sombrios (o conteúdo é fechado, mas assinem a Lenny, é uma das produções mais interessantes da internet hoje); ‘Insecure’: How Issa Rae’s Sitcom Just Became Our Post-Election SaviorDon’t Try to Gaslight Chimamanda Ngozi Adichie About Trump’s Racism; E, pra finalizar, esse texto lindo, Não choramos mais, da Brena O’Dwyer, que pode nem ter nada a ver com o assunto, mas talvez tenha. E não choramos mais.

Eu vivi 27 anos marromeno até hoje pra ver esse filme, nessa versão, com a Emma. E eu vou o quê? EU VO MORRE.

gilmore girls e hp + p&rec – um rascunho eterno publicado desconexo socorro mim desgurpem

Eu tenho um rascunho aqui no blog que chama “gilmore girls e hp” faz bem uns três meses e nunca nada evoluiu disso, simplesmente porque eu não sabia qual era a relação entre uma coisa que outra. Eu só vim aqui um dia e escrevi “gilmore girls e hp” depois de maratonar Gilmore Girls porque senti que precisava. Ou, talvez, porque quando terminei de maratonar GG, eu senti. Eu senti igual eu senti quando terminava cada um dos livros de Harry Potter (tradução necessária, eu preciso sempre me lembrar que as pessoas não são, todas, entendedoras de Harry Potter – não sei porque, mas não são). Na verdade, durante a maratona eu já sentia o mesmo quentinho profundo e quase-quase indescritível aqui dentro que eu sentia a cada virada de página de cada livro de HP. A mesma identificação.

Tá, talvez não exatamente a mesma identificação pois momentos e temas diferentes? Claro. Mas a mesma sensação interior de que está tudo bem. Está tudo bem ler esse livro, você tinha que estar lendo esse livro. Está tudo bem ver essa série, você tinha mesmo que estar fazendo isso agora. Você precisava conhecer isso. Você vai se lembrar dessa cena pra sempre. Você vai citar essa frase mais vezes na vida do que pode prever. Vai ser pra sempre. Momentos e temas completamente diferentes: Harry Potter acompanhou minha infância e adolescência, eu cresci com eles, os dramas, por trás da mágica, sempre foram os mesmos. Gilmore Girls eu assisti muito depois de ter passado, já mais perto da Lorelai do que da Rory, embora as questões – coincidência? – fossem bem parecidas.

É engraçado pensar que, perto dos 30, eu não sinto um amadurecimento muito profundo nos temas recorrentes da minha vida. Os sentimentos, talvez, sejam os mesmos de sempre, os mesmo que estavam lá aos 11, 12 anos. Os problemas pontuais existem, é claro, as questões da famigerada vida adulta: aluguel, carreira, futuro, tá tudo aí, mas no final das contas, é mesmo tão diferente do que sempre foi? Me parece que não. Ou talvez eu só seja uma dessas pessoas velhas que não desapega de uma fase da vida em que tudo era mais fácil – mas, mais dramático. Pode ser. O bom de ser adulto é que eu não ligo, se for.

E daí que com o mundo todo de ponta cabeça a gente começa a dar valor pra esse tipo de self care – esse e tantos outros que eu bato na tecla diariamente para não esquecer. A gente se esconde nessas ficções bonitinhas pra fugir da bad? Ô. O que faríamos se não fosse isso?

Eu só consegui ligar os pontos todos hoje cedo, quando a Anna Vitória mandou essa newsletter maravilhosa diretamente pro meu coração gelado: No Recreio #36: Essa não é uma newsletter de bad. Ela fala de Animais Fantásticos e Onde Habitam, o filme “novo” “de Harry Potter” que todos nós fomos assistir com aquele misto de esperança e medo, e do qual todos nós saímos sem conseguir controlar o sorriso – e se você não compartilha desse momento, mim desgurpe, mas você não tem coração. E fala de Parks and Recreation, a minha (e a da Anna também) série favorita da vida, através da outra maravilhosa newsletter da Clara, Meu coração, amarelo e preto, é só parques e recreação -q?

Você tem que ler as duas news inteiras, de verdade, porque essas duas pessoas são capazes de expressar as coisas aqui de dentro de uma maneira muito mais completa do que eu – e têm uma sincronia estranha com o que eu sinto que eu nem sei explicar – mas fica aqui o destaque pra uma partezinha específica de cada uma delas que define tudo tudo tudo o que esse texto desconexo queria ser:

A gente tem adorado se debruçar sobre os anti-heróis da ficção e virou praticamente um lugar comum elogiar alguma obra ou a construção de um personagem com base numa moralidade flutuante e ambígua, e eu entendo isso. Entendo de verdade e gosto. Eu amo Breaking Bad, Mad Men atropelou tudo se tornando uma das minhas séries favoritas muito rápido, e às vezes me sinto mal por amar, entender e me envolver tanto com pessoas tão horríveis, e essa proximidade só mostra o quão incríveis são essas séries, mas isso cansa. Depois de um tempo isso deprime. Às vezes eu quero uma galera de coração bão pra torcer, pra me inspirar, pra me dar força nessa escolha difícil e diária que é me importar demais e ser gentil comigo e com os outros. Eu acho Mad Men perfeita, mas Parks and Recreation ainda é minha série mais favorita. – da Anna Vitória

Coragem, ambição e mesmo inteligência, de certa forma, são pontos cruciais para se chegar em metas. Mas trabalho duro, lealdade e gentileza são pontos cruciais para se manter vivo. Essas coisas não sobre o fim, mas sobre o meio. E, no fundo, nós todos somos o meio. Poder admitir isso e continuar lutando pelo que acredita é a coisa mais hardcore que existe no mundo. Seguir seus princípios quando tudo na vida te faz querer desistir é a coisa mais rebelde que você pode fazer. E essas coisas, meus caros, são atitudes de lufanos. São também as atitudes que permeiam todo Parks and Recreation. São os princípios que levo comigo. – da Clara Browne

Eu fico extremamente feliz de dizer que conheço essas pessoas que escrevem essas coisas. Do fundo do meu coração <3

Às vezes eu quero uma galera de coração bão pra torcer, pra me inspirar, pra me dar força nessa escolha difícil e diária que é me importar demais e ser gentil comigo e com os outros. Pra fazer a gente acreditar que, sim, vale a pena reforçar essa escolha pelo caminho mais difícil todos os dias, mesmo nos mais bizarros deles. Que vale a pena dar risada. Que vai ficar tudo bem. Que existem pessoas do bem. Que a gente vai ficar junto no final. Seguir seus princípios quando tudo na vida te faz querer desistir é a coisa mais rebelde que você pode fazer. Pois é.

Então, é isso, gente. Tudo o que estamos falando aí o ano todo, repetindo, identificando, escrevendo: Vulnerabilidade. Softness. Self care. Cuidar de si. Escolher ser mais de boas. Escolher nossas lutas. Se permitir acreditar. Confiar. Dar risada. Abraçar o coração quentinho. Tá tudo aí, sempre esteve. Falei ali de coração gelado mas, no final, nem é isso: meu coração é quente, quentinho, sempre aguardando ficar um pouco mais. Ele só tá remexido, machucado. Tá cansado de tanto esforço pra acreditar e só tomar porrada. Mas ele bate e se enche de alegria a cada nova descoberta que me faz lembrar que vale a pena acreditar.

 

Se você não entendeu nada desse texto, vai lá ler a newsletter da Anna – pelo amor da deusa, assina esse troço logo – e, aqui tem também uns outros links, pra vocês entenderem porque eu amo tanto essas coisas:

// Sim, ela de novo, mas a Clara agora falou tudo o que eu queria sobre o revival de GG.
//
 Os posts da Pólen, todos, sobre GG, mas especialmente este sobre Lane Kim e como ela merecia mais;
// A crítica “quase séria” de Animais Fantásticos e Onde Habitam, da Anna Vitória e da Ana Luíza, no Valkírias;
// Esse texto da Ovelha Mag sobre assistir GG aos 30 anos, mais identificável, impossível;
// Eu indiquei no último favoritos, mas indico aqui de novo: a Milena falando da Lora Mathis na Pólen, sobre softness como uma escolha, também, de revolução.

Eu acho que vocês não entenderam nada, mas olha, eu tô apaixonada por esse post.

hello can you hear me

Eu não posso falar.

Esse não é um texto metafórico metafísico metonímico em que eu relaciono os acontecimentos do mundo com a minha rouquidão nem nada. Poderia? Poderia, ô se poderia. Mas não é. Essa não é uma grande divagação sobre eu, como mulher, me sinto completamente impotente e insignificante diante dos últimos acontecimentos. Deveria? Uhum. Mas não é também.

Isso é uma recomendação médica.

Sexta-feira à noite, aquele stress gostoso, aquela sensação de “só eu me preocupo com essa porra de verdade” e o quê? Gripe. Aquele começo de gripe gostoso, maroto, moleque, que te deixa toda meio entupida e toda meio quente, de um jeito nada nada nada sensual. Como boa filha da minha mãe que sou, botei pra dentro o combo de remédios mais do que conhecido e capotei às 20h30.

Acordei “nova”: 80% menos entupida (20% eu sempre sou), 90% menos quente (HEH) e sem gripe. Vida que segue. Claro que, pra comemorar, eu resolvi fazer tudo o que não faço em absolutamente nenhum final de semana da minha vida: arrumei a casa inteira – que, na minha língua, significa “desmontar móveis e espalhá-los por outros cômodos” – fui a um aniversário/boteco à tarde e emendei com uma balada num rooftop no Centro de São Paulo de madrugada.

Não, não vou explicar como fui parar em uma balada num rooftop no Centro de São Paulo de madrugada. (Não foi bom)

Ah, Isa, que divertido, que bom que no dia seguinte você conseguiu acordar às 11h30, comer resto de pizza e passar o dia todo reassistindo os melhores episódios de Gilmore Girls de pijama sem tomar banho! Não, amigos. No dia seguinte eu fiz tudo menos acordar às 11h30, comer resto de pizza e passar o dia todo reassistindo os melhores episódios de Gilmore Girls de pijama sem tomar banho. Eu recebi meus pais num horário aceitável, porém não suficiente (com comida, pfv, muita comida, pelo menos isso), eu conversei como uma filha que não via os pais há mais de 1 mês, eu falei falei falei falei falei e depois? Eu saí, na chuva, para encontrar amigos e falar falar falar falar falar mais. E até cantar.

Deu certo? Já sabemos.

Segunda-feira lá estava eu completamente rouca. Não é assim, sexy rouca, Phoebe cantando jazz rouca. Não é engraçadinho rouca, tipo “ai que voz engraçada, Isa, você curtiu muito no final de semana, hein?”. É rouca nível: MENINA VOCÊ TEM CERTEZA QUE VOCÊ TÁ BEM no cafézinho do trabalho rouca. Então, eu tenho. Dói? Muito pouco, já tive piores, já arranquei as amígdalas no susto de dor. Tô comendo? Miga, vai ser necessário mais uns 2 Trumps e umas 3 gargantas pra eu parar de comer. Tô com febre? Num tô. Tô participando do surto de Caxumba de SP (sempre quis participar de um surto de doença contagiosa de SP)? Num tô. Tô funcional? Quem está, não é mesmo?

Daí ontem eu fui no médico e, depois de ele ter me perguntando exatamente 4 vezes se eu não sou alérgica a nenhum remédio – Sono? Alzheimer? Pouco caso? Plantão? Queria ter certeza? Nunca saberemos, mas em uma delas eu recebi “melhor testar, né?” – rolou um terrorismozinho básico que consistiu na frase: você não pode mais falar em hipótese alguma de jeito nenhum porque sua garganta-esôfago-celébro já está lesionado e se você forçar pode criar um calo definitivo e ficar com a voz prejudicada pra sempre ou ter até que operar.

Cês leram direito? A parte do DEFINITIVO FICAR COM A VOZ PREJUDICADA PRA SEMPRE.

Gente. Cês sabem a angústia que é pra uma pessoa com ascendente em Sagitário e lua em Leão não poder falar cas pessoa? [insira o meme do MIMIMI SIGNI DI NIVI aqui] Cês imaginam o meu desespero de não conseguir responder as, em média, 18 interações sem graça-reaça-sobre doenças dos velhos do meu prédio no elevador todas as manhãs? Cês têm ideia do que é não conseguir puxar assuntos imbecis olha-o-tempo-tá-chovendo-tá-calor no elevador da firma? Vocês conseguem entender o que é não poder sair correndo pra sala da coleguinha de trabalho berrando NÃO NÃO ERA ISSO PLMDDS CÊ FEZ ERRADO FOI O ARQUIVO ERRADO LIGA PRA CHINA ANTES DE IMPRIMIR MINHA FILHA SOCORR JESUSA e ter que mandar um email e esperar que ela visualize o mesmo?

Cês têm ideia do que é não poder responder toda vez que meu gato me chama MAMAI?

como estou por dentro

 

Pois é, amigos. E que dia é hoje? Sexta-feira. E desde quando eu tô assim? Desde sábado. E o que aconteceu desde então que eu não pude comentar em voz alta pra ninguém chorar gritar me esgoelar falar que eu vou embora pra sempre? Pois é. Então cês me desgurpe, mas enquanto não houver voz eu vou vir aqui fazer textão do desabafo e me esgoelar virtualmente com vocês enquanto tento ferozmente não procurar no Google “ficar rouca pra sempre é possível”.

30 antes dos 30 – Participar de um projeto voluntário

Começamos bem essa história de 30 antes dos 30 <3

Há bastante tempo eu estava querendo participar de um projeto voluntário – até, dica migas, como uma maneira de dar algum sentido mais prático ao meu tempo e diminuir aquela velha loucura de “não estou fazendo nada de bom” – e, claramente, seria alguma coisa voltada para animais. Pessoas, elas são complicadas, bichinhos não. Ainda que tenhamos que nos envolver com pessoas para ajudá-los ¯\_(ツ)_/¯

Ainda bem que a vida tem me dado pessoas incríveis pelo caminho. De um dia pro outro, retomei uma amizade querida com a Ana  – sim, a mãe do Café e do Django, meliores catiorros dessa internet <3 – que me apresentou gente muito do bem como a e a Lully, todas engajadíssimas na causa dos bichíneos. E a Lully, essa pessoa de outro mundo que dedica a vida a isso, é a idealizadora da empresa social Celebridade Vira-Lata que, nos seus 8 anos de existência, já castrou mais de 9 mil bichos. 9 MIL BICHÍNEOS GENTE. Sabe?

Eu não vou entrar aqui nos detalhes de importância da castração e adoção de bichinhos – e cada vez menos eu estou tolerante pra ter discussões como “mas eu queria tanto um cachorro que não late!” ou “mas eu preciiiiiso ter um corgi”, então vamos evitá-las – mas vamos pelo princípio básico de: não se precifica a vida, não se compra um animalzinho, não se deixa um bichinho solto, especialmente, sem castrar, reproduzindo loucamente e espalhando ainda mais bichinhos precisando de lares por aí. Ok? Então ok. Castração + adoção = todo mundo feliz, animaizinhos e pessoinhas. Simples, né?

Bom, eis que pensando nisso, a Celebridade Vira-Lata organiza a festa do Dia Mundial do Animal, comemorando o mês dos animais. O evento aconteceu esse ano lá na Casa das Caldeias – que lugar lindo, gente! – e teve uma programação incrível com palestras, workshops, shows, exposições, bazar de ONGs e pequenos empreendedores animais com a renda revertida para a causa e comida vegana delícia.

Foi um domingo inteiro, de de manhãzinha até à noite, carregando caixa, caminhas de catiorros maiores que eu, empurrando mesa, anotando inventário, vendendo, explicando, contando dinheiro socorr cicarelli num sei e aprendendo muito, muito, mas muito mesmo, sobre como a vida da gente pode ser, sim, mais meaningful. As barrinhas do coração e da energia voltaram pra casa batendo no teto de tão recarregadas <3

E como eu sou um gênio e não vim aqui escrever antes do rolê, pra vocês poderem ir (!), venho aqui escrever depois do rolê pra vocês saberem como ajudar: comprem o calendário de 2017 do Celebridade Vira-Lata. Primeiro porque ajuda esse projeto lindo de castração, ajuda os bichinhos, ajuda a gente a ser mais consciente. Segundo porque OLHA ESSA MARAVILHOSIDADE:

calendario-mesa-2017

Tem catiorro de carnaval, tem catiorro reflexivo, tem catiorro Iemanjá. SÉRIO GENTE. Não tem como resistir a isso, né, minha gente? E claro, você também pode doar diretamente no página do projeto.

Dizem que a gente faz esses atos de bondade, de voluntariado, na verdade, apenas pra gente – uma coisa bem egoísta assim. Pra nos sentirmos bem, pra compensarmos algo, pra nos exibirmos. Meio cético, né? Mas, se for pra ser por esse lado, por mim, bom também, e fica a dica: participar disso fez com que eu me sentisse, sim, bem comigo mesma, bem com o mundo, e tivesse uma pontinha de restauração de fé na humanidade. Me motivou pra mudar mais. E me ajudou com questões aqui de dentro. Se por egoísmo ou altruísmo, tanto faz: ajudem. Vocês vão ver como faz bem!


Esse post faz parte da série ~30 antes dos 30~, lista ambiciosa de coisas que eu separei pra fazer antes da fatídica idade chegar. Você pode acompanhar meu fracasso por aqui – mas eu torceria por mim. Estou torcendo. Vamos lá. 

 

favoritos #21

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Essa livraria na Inglaterra, chamada Button & Bear, que meudeusdocéu | Eu sou muito apaixonada pela Rookie Mag e tudo o que ela produz, mas os kits de colagens ultimamente, olha… | Essas ideias para decorar a casa com fotos, simples e lindinhas, do Muy Molón | Não tenho palavras pra descrever esse móvel, apenas não tenho.

// Esse texto no Fake Doll sobre 8 mulheres que alcançaram o sucesso depois dos 30.

// A Ovelha Mag com dois artigos maravilhosos: A vida não é um miojo e Respira fundo, é ansiedade.

// Drufs, da Eva Furnari, é pra mim um dos exemplos mais incríveis de como a gente pode se reinventar sempre, ainda mais falando de literatura. A matéria é do Esconderijos do Tempo.

// 20 vozes femininas para 2017, do podcast Pop Don’t Preach, uma playlist especialíssima para se preparar para o ano que já já vem.

// Um texto lindo sobre um trabalho lindo: a Milena falando da Lora Mathis na Pólen, sobre softness como uma escolha, também, de revolução – uma das coisas que mais me tocam nos últimos tempos.

// Chimamanda Adichie, Gloria Steinem, Jon Meacham e Rashida Jones escreveram cartas de agradecimento e despedida à Michele Obama e nóis tá como? Isso mesmo chorando. Vi na newsletter maravilhosa da Anna.