domingo é um dia bunda #4

2016-09-25-04-06-30-1É primavera, mas a luz ainda é de inverno – as plantas ainda estão inclinadas procurando o sol, o frio ainda deixa a gente com preguiça de sair, as coisas ainda parecem não se encaixar.

A receita de brownie deu certo e a manhã foi produtiva, cheia de arrumação e limpeza, pra abrir espaço pra receber os amigos e mais coisa linda, assim que der.

Tem um gato preguiçoso dormindo nas minhas pernas e uma série boba passando na tv.

Registra: grava essa nota mental pra respirar durante a semana.

 

Gratidão é o que transforma dias comuns em memórias.

30 antes dos 30 – um post ambicioso

Vocês já devem ter notado que eu não sou uma pessoa que cumpre com metas – vide todos meus posts de “resoluções de ano novo” que vêm consistentemente sendo abandonados antes de janeiro sequer chegar ao fim (nem vou linkar, nem tentem). Mas aí que junto com esse monte de reflexão bizarra que esse Retorno de Saturno (sim, já aceitei) está trazendo, eu achei que seria uma boa ideia fazer uma listinha de coisas que ainda quero fazer e colocar um prazo aceitável para que elas acontecem – exatos 2 anos e meio de hoje, quando eu, Isadora, a primeira de seu nome, farei 30 aninhos e SOCORR.

Breve interlúdio: era pra ter postado isso ontem, não postei. Vim aqui editar tudo hoje no almoço pra ficar bonitin e vocês ficarem felizes. Postei. O WordPress não publicou minha versão atualizada. Ô CAPETA.

Se eu estou em paz com essa perspectiva? Digamos que tamo aí. É mais uma sensação de não parece que é real do que um desespero com a ideia de fazer 30, sabem. Me parece que eu vou ficar eternamente com aquela sensação de que eu não sei o que tô fazendo da minha vida, sendo que eu deveria ter noção disso com essa idade. Ou não? Sei lá, mas vamos nos incentivar a fazer coisas belas, né migas. Vamos a elas:

  1. Ficar de boas com meu guarda-roupa: ousseje, mandar mais (mais!) um monte de tralha embora e comprar mais um monte de tralha nova, essas mais condizentes com a Isadora senhoura de 30 anos que serei (mentira, continuarei comprando camiseta de personagem).
  2. Conhecer mais lugares novos em essepê: não, esse tópico não (e nunca) se trata de baladas. Tamo falando de comer, tamo falando de beber, tamo falando de postar foto hipster no instagram e ser trendsetter e se amontoar nas filas pra entrar. Tamo.
  3. Fazer mais atividades ao ar livre: vamo fazer uma trilha, uma caminhada, um piquenique no parque, vamo dar um rolê né gente. O sonho da minha adolescência era ser adulta e “fazer bate-volta da praia” e a quantidade de vezes que eu fiz isso até hoje é ingoal a 00.
  4. Ficar de boas com a Isa 2019: #projetoisapanicat2019. Cês vão ver. Confia em mim. Cês vão ver. E meu cabelo estará lindo.
  5. Fazer um atividadji física regular: que é diferentji do item acima pois consiste em praticar um esportji ou similar com prazer e certa dedicação ou pelo menos adicioná-lo a minha rotina. Veremos.
  6. Tirar um projetin do papel: um deles. Tem tantos. Tem milhares. Não precisa ficar rica, não precisa por no currículo fake, não precisa fazer cartão de visita: só tirar do papel e parar de se arrepender por não fazer.
  7. Conhecer a Europa: Rory Gilmore me convenceu. Óbeveo que não A EUROPA assim né gente toda ela, mas uns dois ou três países acho que meu 13 guenta se nosso excelentíssimo presidente me conceder essa honra até lá.
  8. Conhecer mais do Brasil: porque pelo amor de deus né mores, se a gente vai pra Europa num tem como ficar viajando pela América Latina todo ano. E esse país é bonito à beça também e tem migos espalhados por aí pra gente conhecer.
  9. Day spa: Dia. De. Princesa. Se a gente não pode ser rico todo dia, vamos pelo menos fingir ser rico um dia da vida, né? Quero um dia inteiro de sombra e água fresca e massagem nos pés e não pensar nos boletos.
  10. Não comer carne por 1 mês: primeira tentativa de parar de comer bichinhos e viver mais em paz consigo mesma namastê.
  11. Ver um jogo de futebol no estádio: pra poder xingar tudo o que eu quero num ambiente controlado. VAI CORINTHIANS!
  12. Andar de bicicleta: veja bem, aprender eu já aprendi. E, igualzinho ao que eu fiz ao aprender a dirigir (sim, eu sei dirigir, eu só não quero dirigir), eu aprendi e nunca mais tirei a bicicleta da ~garagem. Ousseje: parar de ser idiota.
  13. Tirar os dentes do siso: ousseje: parar de ser idiota [2]. Me recuso ser uma panicat de 30 anos com cabelos incríveis e dentes adolescentes, me recuso.
  14. Escrever e enviar um livro infantil: postei e saí correndo.
  15. Tatuar os gatíneos: fazer desenhos dos meus gatos na minha pele, gente, peloamordedeus, não confundam.
  16. Fazer um BEDA: eu vi vocês fazendo coisas lindas e fiquei coinveja. Vamo ver se me programando com dois anos e meio de antecedência eu sou capaz ¯\_(ツ)_/¯.
  17. Fazer um curso de “design”: de artji. Não precisa ser nada grandioso ou comovente, é só pra conseguir fazer as montagens mais profissionais e os memes menos porcos.
  18. Estudar uma língua: para que pueda hablar cosas lindas com Pedro Pascal, por ejemplo. Sem grandes aspirações, gente.
  19. Ensinar algo a alguém: o quê? Num sei. Pra quem? Também não faço ideia. Mas se eu souber fazer alguma coisa que você queira aprender, falar comigo 🙂
  20. Cantar no karaokê até ficar sem voz: Adele. Aerosmith. Bon Jovi. Ragatanga. Porque é uma das coisas que eu mais me divirto fazendo e faz milênios que eu não faço, então me convidem porfa.
  21. Ir em um desfile das escolas de samba São Paulo com a minha mãe: de novo, para poder gritar VAI CORINTHIANS em ambiente controlado.
  22. Aprender a costurar: vender as miçanga na praia, gent, tá aí o futuro. Pra gabaritar a tabelinha do “tia do artesanato” definitivamente, certo?
  23. Presentear com coisas que eu fiz: se você é meu amigo se prepare porque eu vou te encher de coisa que você vai ter que lembrar de tirar do armário quando eu for te visitar.
  24. Fazer um bolo: nunca fiz. Sérião.
  25. Tomar um banho de cachoeira: nunca enganei ninguém tentando ser hipster, sou mesmo hippie e sempre fui;
  26. Participar de algum projeto voluntário: muito provavelmente relacionado a bichinhos, claro, deusmelivre ter que me relacionar com gente.
  27. Guardar dinheiro: nenhum autocontrole e uma culpa católica (talvez meio turca também) de não conseguir fazer mais isso. Então que fique aqui pelo menos de lembrança pra Isadora do futuro.
  28. Manter/melhorar a frequência de postagens aqui no blog: vejem que eu sou uma otimista, né. MELIORAR. Uhum. Mas pelo menos manter essa coisa miúda de um post por semana nunca matou ninguém vai.
  29. Fazer um post para cada item dessa lista que for “cumprido”: ou estiver sendo, já que nem nos meus sonhos mais loucos eu sequer ousei imaginar (!) que faria post de “avanço dos treinos” ou “tour pelo closet da Isa” aqui. Mas dar uma registradinha a gente vai, ô se vai.
  30. Dar uma puta festa de 30 anos: reza a lenda que eu dou ótimas festas. Quem comentar direitin até os 30 vai ganhar convite, heh.
Aguardemos. Torçam por mim.

TAG: louca dos gatos

Essa coisa linda que é a Nicas me indicou pra fazer a tag Louca dos Gatos que veio em ótima hora, pois até eu tava ficando exausta dos meus posts reflexivos socorr-a-vida-adulta-é-desesperadora. Não que eles vão acabar, afinal de contas, a vida adulta é desesperadora, mas é bom dar um respiro, ainda mais com essas coisas maravilhosas que são esses serumaninhos:

2016-09-03-03-29-51-1

2016-09-04-10-12-20-2

Benjamin e O Fantástico Sr. Raposo, muito prazer.

Quando o Raposíneo chegou e a adaptação dos dois foi pra lá de difícil, eu escrevi um textão contando um pouco da história, até pra ajudar as miga que também tiveram problemas e deixar claro: tudo dá certo. Hoje, os dois não se separam nem por um minuto, dormem juntinhos dividindo a caminha e me acordam às 4 a.m. caçando um ao outro embaixo das cobertas na região da minha bunda. Apenas amor.

Mas vamos às perguntas da tag:

// Quantos gatos você já teve? não é uma pergunta complexa, mas a resposta pode ser. Minha tia sempre teve gatos, que me ignoravam devidamente como gatos desconhecidos devem fazer, e eu sempre levei da maneira que levo hoje: crying for attention. Na casa do boy, depois de véia, tivemos experiências bem traumáticas com “nossos gatinhos” que eu ainda não tô pronta pra contar (mas escrevi um textico por aqui), mas que me fizeram ser a pessoa que quer assassinar seres humanos que deixam seus gatos soltos na rua – não interessa o quanto eles “sejam felizes de andar por aí”. Enfim, assunto pra outro dia. Quando eu finalmente pude ter meu apartamento telado e seguro pros bichinhos, adotei primeiro o Benja e, depois de alguns meses, o Raposo, que são os donos da minha vida até hoje.

2016-09-02-08-44-50-1 2016-09-03-03-27-27-1

// Sempre teve gatos? não, e inclusive, me dizia uma pessoa muito mais do time dos cachorros. Mal sabia eu que, nossa, não. Sou tão do time dos gatos que provavelmente eu seja um felino e só não tenha notado ainda.

// Quantos gatos tem agora? dois, Benjamin e Sr. Raposo.

// Gostaria de ter mais? to-do-dia penso nisso, cada vez que recebo um post de um site de adoção, cada minuto que os dois estão calminhos dormindo, cada segundo que piso na rua e vejo um espacinho vazio que certamente já serviu de abrigo prum felino de rua.

// O que determina o número de gatos? Dinheiro, espaço, tempo, pessoas com quem divide a casa? Principalmente o espaço (apesar da nossa casa ser relativamente grande, ia ficar meio cheio), e também a perspectiva de, quem sabe um dia, dar umas voltas pelo mundo. Dois gatinhos a gente conseguiria levar “um em cada mão” mas, mais que isso, poderia deixar os planos mais complicados – e envolveria, claro, mais dinheiro, o que sempre complica.

// Já resgatou gatos da rua? Quantos? Não ainda. Faz parte dos planos futuros participar mais ativamente dessa parte de resgate, não sei direito como ainda, mas vai rolar.

// Já passou apuros por ser a louca dos gatos? Tirando todos os momentos que eu tento raptar gatos alheios e a quantidade de dinheiro que eu gasto com objetos de decoração, brinquedos e outras parafernálias ridículas com a temática, não, nunca. Absolutamente nunca. “Mas nem pra viajar, Isa?”. Gente, nem pra viajar. Pra viajar existem amigos, cat sitters incríveis, família: dá-se um jeito. O coração fica apertado, destruidinho de ficar longe, mas eles estão lá: bem alimentados e felizes. É só amor, gente.

// Ajude as migas gateiras: marca de ração seca, marca de ração molhada, marca de areia, brinquedo preferido. Aqui a gente dá Royal Canin Premium pros dois, misturada com a Royal Renal pro Benjamin – cujo uso ainda será discutido com um veterinário mais confiável. Ração molhada acaba sendo Whiskas mesmo (não julguem migos) de vez em quando, pra não entupir muito os bichinhos. Não usamos areia: a sílica grossa resolveu melhor a questã, reduziu muito o cheiro e diminuiu a bagunça que ficava pela casa – eles se adaptaram super bem. E sobre brinquedos: os ratinhos de 2 golpinhos são os preferidos, mas vocês também podem incluir nossos pés, as plantas, carregador de celular e canetas caras da mamaim.

// Miga, você se imagina virando ~a velha dos gatos~? É só o que eu espero, não consigo imaginar um cenário melhor <3

2016-08-29-11-20-38-1

2016-08-24-07-29-44-1

Recadinho do Benjamin pra vocês:

c1crrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrr

2016-09-07-08-50-07-1

Fiquem à vontade pra responder, quero ver foto de gatíneo!

diarin #4 – e seguimos

Primeiramente vocês já sabem e fora isso, fora Temer. Segundamente seguimos por aqui, vivos, fortes e relativamente firmes tentando entender o que acontece nesse mundo.

Tô assistini

Eu ainda preciso escrever decentemente sobre Gilmore Girls e sobre o que significou assistir Gilmore Girls nessa fase da minha vida. Mas, sim, Gilmore Girls, e acabou e eu estou completamente devastada. Foram 7 temporadas de amor verdadeiro e hoje eu passo os dias gemendo Lorelaaaai baixo pelos cantos por ser uma menina má. Está triste.

Pra tentar compensar a falta que Lorelai me faz, eu resolvi embarcar em Stranger Things e superar meu medo pelo hype. Valeu a pena? Pra caralha. Passei medo? Muito. Ainda estou com medo? Demais. Levanto sozinha pra fazer xixi à noite? Nem que me paguem. Mas sim, Eleven e Dustin, meu coração é de vocês pra sempre. Assistam, sério. É maravilhoso. E eu quero reassistir todos os filmes incríveis dos anos 80-90 com a mesma vibe, mesmo sabendo que me cagarei por completo.

E Narcos voltou e eu tô aqui nos primeiros eps de norrotros e Pedro Pascal – o que equilibra minimamente meus terrores noturnos, if you know what I mean. Aguardemos, parece que tá bem boa a menina segunda temporada.

Tô leni

Outro textão to be aqui é a relação desse ano complicado com a minha falta de leituras. Falta de leituras means: eu não li nenhum livro. Nenhum. Livro. Desde maio, pelo menos, eu não consegui dar conta de nada, e olha que tivemos um Harry Potter (ruiiiiiim que dói meu deus que dor no coração – tá vendo, eu comecei algo…) nesse meio tempo. O boy tá tentando me convencer a ler Sandman, que por algum motivo misterioso eu ainda não comecei. Vamos ver.
Se eu tô me cobrando a respeito disso? Ô miga, cê num tem ideia.

Tô fazeni

Continuo fazendo umas coisas bonita ocasionalmente assim, mas nada muito produtivo, nada muito constante, nada que me dê muito orgulho. Até estou tentando, com relativo sucesso, tirar um projeto de longa data do papel de maneira mais efetiva (em breve, pequenos gafanhotos, em breve), mas por enquanto não é nada que dê pra falar: prazer, Isadora, jornalista (HAHAHAHA), editora-assistente e INSIRA AQUI SEU PLANO B QUE TE TORNA INCRIVELMENTE MAIS LEGAL E DESCOLADO. Ainda não. Vamos ver.

Agora que eu terminei de pagar os boleto mais pesados do casamento, viagem e coisa e tal, resolvi que poderia voltar a investir nuns cursos de humanas, tipo “escreve bonito”, “escreve pras quianssa”, “faz umas joia de material alternativo” assim. Nenhum deles começou ainda, mas veremos.

A real é que minha casa é muito maravilhosa para não ser usada e eu tenho passado cada minuto que posso, entre um impitima e outro, oscilando entre debaixo do cobertor + netflix e em cima do cobertor + netflix, dependendo da temperatura. E olha: vocês perceberam (VOCÊS PERCEBERAM NÉ?) que eu até escreve um tiquinho mais esse mês que passou? Uhum. Tô felizinha com essa perspectiva, de conseguir manter um ritmo, de conseguir botar pra fora.

Os tombo que eu tô levani

Eu. Não. Consigo. Me exercitar. Gente, o que acontece com a pessoa? Eu vou um, dois, três dias na bendita da academia e a minha vontade de morrer aumenta exponencialmente a cada uma – e nem é de “cansaço do treino”, é de falta de motivação pra viver mesmo. Que morte horrível. Eu já vi vídeo de blogayra fitness, já vi vídeo de blogayra não-fitness, já procurei dicas científicas, já tentei vídeos caseiros, juro que já gastei muito energia tentando descobrir comofas pra ter energia pra acordar cedo e fazer meia hora de caceta de esteira que seja e não consigo. Acho que estamos nos aproximando do momento de apenas aceitar esse fato e viver na casa dos 10kg acima do peso para todo o sempre e fim.

Os pulo que eu tô dani

Meu cabelo anda maravilhoso, cês viram? Tamo até fazendo selfens periódicas apesar do papo decorrente dos 10kg a mais e das espinhas decorrentes da vida que não perdoa. E eu gostei deveras da atualização do instagram (eu sei que faz mais de mês gente, EU SEI, vamo superar) de stories e tou postando uns videozin lá pra dizer que eu tou atualizada e condizente com a juventude que vocês acham que eu tenho.

Aliás, percebissesdia que a sociedade já não me classifica mais na categoria xóvens ou xuventudji e foi um baque, eu preciso dizer. Primeiro as enquete que te dão a opção 25 a 34, depois isso, que nem no maracatu abortista esquerdista ditadura gayzista sou mais um membro possível.

Estamos aguardando os primeiros sinais concretos do retorno de Saturno. Ansiosamente.

diarin

E como essa é a minha versão tímida e sem bolas de uma newsletter eu vou fechar esse post com o meme que tem me levado adiante em tempos de correr da poliça e brigar cas pessoa no site feicers:

harry_torrone

bejo amo vocês

favoritos #19

favoritos19

Esse livro maravilhoso, que é uma homenagem às mulheres mais importantes na ciência, que eu vi no Brain Pickings | Pratinhos lindos para guardar os anéis e outras bijous, lá do Muy Molon | Essa série absolutamente apaixonante de ilustrações de gatinhos da Ina Doncheva, indicação da Camis no Não Me Mande Flores | Essa toalha de mesa gracinha – e toda essa casa escandinava com mojo, no My Scandinavian Home

// Esse texto da miga Vaneça é uma das coisas mais bonitas e doloridas que eu já li: disclaimer: this person is going to ____ your life

// No fim, todas as crianças prodígios se tornam adultos normais, com margem de erro de 1,37% para mais ou para menos: a Odhara, na Revista Pólen, explicando lindamente porque a gente se frustra tanto quando chega à vida adulta e vê que ninguém é realmente especial.

// Ando tentando (sem sucesso) me organizar com um Bullet Journal – bujo, para os íntimos. Não que eu já não seja organizada em agendas, bloquinhos, google agenda e o cacete, mas você já viu comoélindoobujo? Não? Então veja essa materinha do Buzzfeed e sofra comigo: 25 Satisfying Bullet Journal Layouts That’ll Soothe Your Soul

vai ficar tudo bem

Tá tudo meio estranho. Se você me perguntar, não é nada pessoal, assim, a vida anda muito bem, obrigado, se fomos pontualmente pensar. Mas tá tudo meio estranho. As coisas andam meio embolotadas, meio devagares, meio estafantes. O que podia ser uma tarefa simples vira um monstrão envolvendo mil pessoas e seus dramas, e os dramas se entrelaçam, e as pessoas se desentendem, e todo mundo parece predisposto a ser rude e violento e discutir ao invés de ouvir. Tem raiva. Tem peso.

tumblr_njuoyhXybo1u5iry1o1_r2_1280

Tá tudo meio estranho e difícil, não tá? Parece um eterno mercúrio retrógrado – e tá tudo tão estranho que eu nem leio mais o horóscopo. Nem sei o que Susan Miller quer dizer a respeito com medo da decepção ou da verdade, já nem sei mais direito. Agosto é sempre meio confuso, meio longo. Ninguém nunca tem dinheiro, já percebeu? E tem tanta coisa acontecendo o tempo todo. Parece que nunca acaba. Parece que nunca para.

Os últimos dias foram meio catárticos, assim, e parece que tudo explodiu – e vieram coisas boas e coisas ruins com os pedacinhos que saíram voando. Primeiro vieram, não sei muito bem em que ordem, uma edição da newsletter da Nath e esse post da Nambs: os dois falando sobre gratidão. Porque a gente reclama, a gente se sente perdido, vazio, mas a gente raramente agradece pelas coisas legais, né? Depois, foi essa edição da newsletter da Aline Valek, sobre conselhos bons que a gente recebe na vida. Eu fiquei com vontade de copiar o tema – e talvez ainda role, mais pra frente – mas um trocinho me pegou mais rápido: Compartilhe o que te inspira, não o que te causa raiva.

No final das contas, é o que eu acabo fazendo aqui. Já adotei há algum tempo a postura de que não vou ficar dando ibope pra matéria zoada, campanha maluca, post bizarro – passei a compartilhar mais gatinhos, mais bonitezas, mais iniciativas legais. A real é que cansei do Facebook e acabei trazendo pra cá muita coisa que postava lá, e ó, tô felizona com isso. Mas esse conselho abriu uma portinha que foi escancarada quando outra amiga, nesse mesmo site feicers aí que eu num gosto, compartilhou essa imagem:

selfcare

É simples, quase bobinha, né? Uhum. Cê faz tudo o que tá aí pra você, direitinho?

Hum.

Essa imagem na real me abriu um sorrisão de ver que, calma, tá tudo bem. Que a gente se preocupa demais com o macro, com o futuro, com os planos, com os amanhãs, mas na real, às vezes a gente só precisa parar um pouquinho e tomar um copo de água ou lavar o rosto. Num é? E aí, igualzinho quando a gente ouve uma palavra pela primeira vez e dez minutos depois todo-mundo-no-mundo-inteiro-usa-aquela-palavra, eu fui devastada por posts e imagens e gente e amor em formato de self care.

A Sofia já deu dicas ótimas sobre a gente se amar um tiquinho, dividindo as sugestões entre cuidado energético e mágico e cuidado físico. Leiam, é ótimo. Eu também sempre recebo o conteúdo da Gala Darling, rainha-mór da vibe radical self-love – eu sou alucinada nesse mote do site, adorn yourself, adore your life <3 – que sempre me dão uns insights bacanas (e ela é divertidíssima no instagram stories, gente!). E, por último, o que me deu um estalo tipo “eita, tá todo mundo mal mesmo”, desgurpa Jout Jout, foi esse post lindíssimo no Hello Lolla, que é impossível de ler sem um sorriso no rosto.

Daí entre uma coisa e outra, o que eu fiz? Eu não sei como, eu não sei quando, eu não entendi direito de que maneira ainda, mas eu fiz um desenho. Um “desenho”, vai, um infográfico, olha que chique. Um mapa mental. Um lembrete do tamanho de um A4, to tamanho que tem que ser. Pra eu me lembrar, o tempo todo, que vai ficar tudo bem. E do que eu posso fazer pra me ajudar nesse processo, que às vezes é mais complicado, outras é menos, mas é sempre cansativo porque tudo é mais tentador: reclamar, chorar, gritar, berrar, falar que vai sair correndo. E, às vezes, pode ser mais simples.

Então, nessa vibe de compartilhar, eu tirei coragem sabe-seládeondemeudeus pra fazer isso aqui e postar para lembrar que…

vaificartudobem

 

Vou postar aqui e sair correndo antes que eu me arrependa – já tô me arrependendo ¯\_(ツ)_/¯

Atualizando: durante essa mesma semana a Couth postou uma coisa maravilhosa da rainha Liz Gilbert, que a Anna Vitória fez o favor de me lembrar agora:

14100365_1098382590243855_7303827565384943255_n

go to the water – leiam <3

prove que você não é um robô

Toda vez que, no blog de vocês, aparece esse método novo de provar que eu não sou um robô – ô gente, que maravilhoso se fosse, pensa bem? – eu fico morrendo de medo, olhando pros lados, que percebam que na verdade eu não sei bem clicar em todos (todos todos, mesmo?) os quadrados que contém uma placa de trânsito (placa só, ali, onde tem desenhinho, ou vale também o poste que segura a placa?), as imagens que trazem fachadas de loja (e se naquele prediozinho tiver uma galeria dessas internas, tipo do Centro de São Paulo, que eu não esteja vendo? E se nela tiver todas as lojas do mundo? E se ali eu encontrar o brechó preferido da vida?), as fotos que mostram comida (se a gente tem fome de tanto, de feijão, farinha e de amor, vale o quê nessas horas?).

Tenho que acertar todos, ou 75% já me faz passar? Eu preciso gabaritar? E se o mouse tremer? E se eu, na pressa, pular? É muita pressão pra definir o nível de atenção, de humanidade, de certeza nessas escolhas completamente subjetivas sobre questões importantes da existência humana que, eu tenho certeza, se eu fosse um robô, saberia exatamente simular a quantidade de acertos e erros de cada imagem clicada pra te enganar. Ô se saberia.

É muita angústia prum comentário que nem sei ao certo se queria tanto assim fazer.

Se pá as pessoas deveriam vir com essa opção atachada assim na cintura, puxando feito um carrinho de mão de bagagem apodrecida, arrependimento e confirmação de humanidade. Você abre um espacinho e, pimba: prove que você não é um robô. Escolha aqui as partes de coração que contém sentimentos, é só clicar. Tem uma margem de erro de 15%, eu deixo, dou chance, abro espaço, afasto os móveis pro lado, até aquela cômoda velha que foi da vovó. Só não volta atrás. Se clicou, tá clicado, se achou que era placa de trânsito então era, se não tinha fachada de loja então não tinha, se não era de comer, não come, não morde. Só não volta atrás e prova que tem algo que bate aí dentro que não é de corda, não liga na tomada e não acaba a energia. Pode olhar pros lados, respira fundo e vai, só me prova que é de verdade, não precisa gabaritar.

meme escrito

ou Um dos posts que eu faria se conseguisse fazer o BEDA direitinho mas não consigo

Estamos aqui interrompendo o último dia de Olimpíadas – e agora, gent? – com o olho vermelho de tanto chorar pelo vôlei masculino – SERGINHO EU TE AMO – para responder esse meme fofo – a gente ainda fala “meme” pra esse tipo de coisa? – que a linda da Adri me indicou.

Ele consiste basicamente em uma dessas tags com perguntas de blogagem coletiva que eu acho demais, mas nunca tenho muita criatividade para responder, só que escrito. Daí vem o desafio: a minha letra. Sabe, eu gosto bastante da minha letra, acho que ela tem uma certa personalidade só que… Bom, vocês vão ver. Ela é meio difícil de entender. Os M, N e U são basicamente o mesmo emaranhado de traços pra cima e pra baixo, o que deixa palavras como comumente completamente incompreensíveis, e eu escrevo rápido suficiente pra quase nada fazer muito sentido. Adoro como, em ao menos uma coisa da vida, eu posso pagar de gênio indomável diferentão incompreensível, rebelde sem causa atormentado. Tenho certeza que, no futuro, quando lerem minhas listas de tarefas pra casa, certamente vão me colocar na lista dos gênios da beat generation. Aguardemos.

Jpeg

Eu respondi essas perguntinhas aqui:

01. Qual é o seu nome?
02. URL do seu blog
03. Escreva: ‘The quick brown fox jumps over the lazy dog’
04. Citação
05. Música favorita (no momento)
06. Cantor/Banda favorita (no momento)
07. Diga o que quiser
08. Indique 3 blogs

Queria que brincassem comigo a Vaneça, a e a Raqs – e quem mais quiser, claro! Me marquem pra eu ver 😉