prove que você não é um robô

Toda vez que, no blog de vocês, aparece esse método novo de provar que eu não sou um robô – ô gente, que maravilhoso se fosse, pensa bem? – eu fico morrendo de medo, olhando pros lados, que percebam que na verdade eu não sei bem clicar em todos (todos todos, mesmo?) os quadrados que contém uma placa de trânsito (placa só, ali, onde tem desenhinho, ou vale também o poste que segura a placa?), as imagens que trazem fachadas de loja (e se naquele prediozinho tiver uma galeria dessas internas, tipo do Centro de São Paulo, que eu não esteja vendo? E se nela tiver todas as lojas do mundo? E se ali eu encontrar o brechó preferido da vida?), as fotos que mostram comida (se a gente tem fome de tanto, de feijão, farinha e de amor, vale o quê nessas horas?).

Tenho que acertar todos, ou 75% já me faz passar? Eu preciso gabaritar? E se o mouse tremer? E se eu, na pressa, pular? É muita pressão pra definir o nível de atenção, de humanidade, de certeza nessas escolhas completamente subjetivas sobre questões importantes da existência humana que, eu tenho certeza, se eu fosse um robô, saberia exatamente simular a quantidade de acertos e erros de cada imagem clicada pra te enganar. Ô se saberia.

É muita angústia prum comentário que nem sei ao certo se queria tanto assim fazer.

Se pá as pessoas deveriam vir com essa opção atachada assim na cintura, puxando feito um carrinho de mão de bagagem apodrecida, arrependimento e confirmação de humanidade. Você abre um espacinho e, pimba: prove que você não é um robô. Escolha aqui as partes de coração que contém sentimentos, é só clicar. Tem uma margem de erro de 15%, eu deixo, dou chance, abro espaço, afasto os móveis pro lado, até aquela cômoda velha que foi da vovó. Só não volta atrás. Se clicou, tá clicado, se achou que era placa de trânsito então era, se não tinha fachada de loja então não tinha, se não era de comer, não come, não morde. Só não volta atrás e prova que tem algo que bate aí dentro que não é de corda, não liga na tomada e não acaba a energia. Pode olhar pros lados, respira fundo e vai, só me prova que é de verdade, não precisa gabaritar.

meme escrito

ou Um dos posts que eu faria se conseguisse fazer o BEDA direitinho mas não consigo

Estamos aqui interrompendo o último dia de Olimpíadas – e agora, gent? – com o olho vermelho de tanto chorar pelo vôlei masculino – SERGINHO EU TE AMO – para responder esse meme fofo – a gente ainda fala “meme” pra esse tipo de coisa? – que a linda da Adri me indicou.

Ele consiste basicamente em uma dessas tags com perguntas de blogagem coletiva que eu acho demais, mas nunca tenho muita criatividade para responder, só que escrito. Daí vem o desafio: a minha letra. Sabe, eu gosto bastante da minha letra, acho que ela tem uma certa personalidade só que… Bom, vocês vão ver. Ela é meio difícil de entender. Os M, N e U são basicamente o mesmo emaranhado de traços pra cima e pra baixo, o que deixa palavras como comumente completamente incompreensíveis, e eu escrevo rápido suficiente pra quase nada fazer muito sentido. Adoro como, em ao menos uma coisa da vida, eu posso pagar de gênio indomável diferentão incompreensível, rebelde sem causa atormentado. Tenho certeza que, no futuro, quando lerem minhas listas de tarefas pra casa, certamente vão me colocar na lista dos gênios da beat generation. Aguardemos.

Jpeg

Eu respondi essas perguntinhas aqui:

01. Qual é o seu nome?
02. URL do seu blog
03. Escreva: ‘The quick brown fox jumps over the lazy dog’
04. Citação
05. Música favorita (no momento)
06. Cantor/Banda favorita (no momento)
07. Diga o que quiser
08. Indique 3 blogs

Queria que brincassem comigo a Vaneça, a e a Raqs – e quem mais quiser, claro! Me marquem pra eu ver 😉

domingo é um dia bunda #3

Eu preciso muito de silêncio (note to self: ainda preciso escrever sobre isso). E de organização. Isso não é uma coisa bonitinha e curiosa da minha personalidade: é algo que me derruba. Se eu fico dias sem rotina, tudo vira uma bagunça. Se tudo vira uma bagunça, eu me enfio no vórtice infinito do “não dá pra arrumar porque tá tudo uma zona”. Eu preciso de silêncio pra me organizar e de organização pra entrar no eixo.

Acordar às 9h num domingo silencioso, estar sozinha, tirar as caixas. Tirar todas as caixas. Tirar todas as coisas. Colocar tudo de volta, reorganizar, encaixar, guardar. Com sol, com gatos, minhas coisas. Por tudo em ordem.

Às vezes é só isso.

aquele do casamento

Então. Esse é o post do casamento. Sim, esse é o post do casamento. SIM GENT.

Olha, eu não sei muito bem o que escrever, então eu vou encher vocês de foto – que eu sei que na real é o que vocês querem, num é? Ninguém quer ficar aqui me ouvindo dizer que casar é muito legal, que todo mundo deveria fazer pelo menos uma festa (pode ser um aniversário, tá?) pra se celebrar. Pra estar com as pessoas que ama, com uma energia surreal de positiva, música boa pra dançar até o chão e champanhe servido no copo americano amor. Mas todo mundo deveria, viu? Faz bem pro coração.

Como eu tenho que escrever alguma coisa aqui, eu vou contar a história toda do rolê pra quem ainda não cansou de me ouvir sabe. Desde o começo, a gente decidiu “fazer tudo sozinho”. Entre aspas porque logo na primeira virada de esquina percebemos que, né, gente, não dá pra fazer tudo sozinho. Especialmente quando estamos falando pra uma festa que, embora não tenha sido grande, envolvia muita gente. Gente que precisava comer, beber, dançar, ter lugar pra sentar, fazer xixi, se proteger da chuva…

Muita coisa. Muita coisa. Coisa que você nem imaginava que existia. Coisa que você nunca tinha ouvido falar. A primeira coisa que a gente percebeu é que, pra ser do jeito que gostaríamos que fosse – 100% com a nossa cara, sem pacotes fechados – a gente teria que se dedicar muito à decoração que, como vocês devem ter percebido, é minha praia. Logo, num ia dar pra ninguém ficar pensando muito em comprar e organizar comida, local, dj, agendas, cadeiras. Não dava pra ficar pensando em como fazer a logística de levar tudo até um sítio lindo e distante de frente pra represa. E não dava, certamente, pra pagar alguém pra pensar em tudo isso pra gente.

Então 1) a gente colocou a mão na massa e 2) a gente contou com a ajuda dos amigos.

Escolhido o local – um bar/casa de eventos bem low profile, bem alternativo, perto do metrô e que aparentemente “não dá pra casar aqui”, como eu ouvi de algumas pessoas – também eliminamos a questão da comida, da bebida, do som, dos funcionários, do gerador, da tenda de proteção da chuva. Um preço bom e uma confiança meio louca em pessoas desconhecidas – que foram absolutamente incríveis e fizeram tudo ser impecável. Petiscos, cerveja, nada fancy, como a gente também não é.

Depois, foi a hora de enfrentar alguns ~probleminhas de controle que meu não-diagnosticado mapa astral virginiano encontrou. Um dos padrinhos fez os bolos – um “falso”, de mesa, e red velvet no pote para os convidados -; uma das madrinhas fez a playlist insana que fez todo mundo dançar até doer (mesmo, doeu por dias); outra madrinha-irmã foi responsável por idas ao Ceagesp, 150 arranjos de flores, 100 suculentas e um buquê maravilhoso… Cada uma das madrinhas e dos padrinhos foi responsável por uma pontinha da arrumação, das caronas, dos carretos de 100 pompons de papel de seda, todo mundo acordou cedo NO DIA da festa pra arrumar o local. Sim, as nossas mãozinhas – as minhas também! – foram responsáveis por cada arranjo, cada vela, cada decoração, cada posicionamento das mesas.

Sim, a gente abriu mão de muita coisa. A gente abriu mão de casar ao ar livre e ter que se preocupar, sozinhos, com um milhão de coisas avulsas e o transporte delas. E a preocupação com o uber/táxi/gasolina dos amigos. A gente abriu mão de montar 18921626 projetos DIY (mas montamos outros 500) do Pinterest por não ter (ainda!) um galpão onde guardá-los. A gente abriu mão de muita coisa que faziam parte do sonho, e eu posso dizer com todas as letras pra você: eu só pensei nelas hoje, 2 meses depois, na hora de escrever esse post. Todas as memórias daquele dia são sorrisos, abraços, champanhe no copo americano e muito, muito amor.

Amor por todos os lados. Amor por ele. Amor pelo o que está por vir. Amor por cada um dos amigos. Amor por quem veio de outro Estado, de outros países. Amor por “fornecedores” – amigos disfarçados de fotógrafas, de artesãs, de donos de bar.

Ele não dobrou as mangas da camisa como eu pedi. A câmera, tão bonitinha, ficou lá derrubada porque alguém teve que sair correndo pra comprar pilha na hora. Saiu até na foto! Não teve aquelas toneladas de arranjos do meu tamanho (ainda bem). Nosso melhor amigo, que foi o cerimonialista – mas a gente prefere chamar de MC! – chamou o Bruno de Bruna na primeira frase. Eu errei a mão da aliança. Todo mundo riu um monte. Todo mundo trocou a energia boa que a gente emana quando está junto, que guia nossa vida, que é nosso objetivo de relacionamento a dois e com o mundo.

E num mundo todo torto que parece que não tem muita esperança, parece até bastante egoísta celebrar o amor dessa maneira, como se o que importasse fosse só isso. Mas, no final, é. São esses momentos que fazem a gente ter forças pra se erguer, pra lutar, pra brigar, pra falar, são esses momentos que fazem a gente ter orgulho de tudo o que foi construído, são essas pessoas que seguram tua mão, são essas risadas que te levam adiante.

E, claro: tem o champanhe.

Se fica uma lição de tudo isso, é: celebre. Se auto celebre, celebre seu amor, seus amigos, seus gatos, sua vida. Se junte com os que você ama – ainda que sejam eles dois ou três – e deem risada, dancem se forem de dançar, bebam se forem de beber, joguem pokemón (e me chamem) se forem dessas. Não “deixem passar” o que quer que seja, qualquer situação importante, por preguiça, por falta de confiança nos outros (viu, Isadora?), por falta de grana. Sejam vulneráveis. Amem. Vale a pena.

isa & bruno from KARINE BRITTO on Vimeo.

*****

Eu não poderia terminar esse post sem agradecer do fundo do meu coração pisciano cheio de amor a todos os fornecedores-amigos que toparam minhas loucuras e fizeram tudo ser perfeito (ai que blogayra, no próximo casamento quero publipost):

Fotos do amor: L’amourgraphy | Vídeo do amor: Karine Britto e Claudia Barros | Local da cerimônia, da festa, buffet, staff e Gigi-melhor-pessoa: Bambu Brasil Bar |  Lapela maravilhosa, bouquets de papel das madrinhas e amiga de carolina: Annita Loja | Cabelo e make bapho e amiga da vida: Paula Vidal | Madrinho e melhor doceiro de SP: Henrique Carrenho

Logo mais eu volto a ser azeda. Agora, sou só amor <3

favoritos #18

favoritos18

Essas prints motivacionais grl pwr para enfeitar home offices de garotas trabalhadeiras | A sala dessa casa no Histórias de Casa – que poderia ser minha home no navegador – que reúne um monte de inspiração incrível e eu quero uma parede assim meudeus | Esse tutorial para fazer vasos de papel para as suas plantinhas | Os vestidos desse editorial para casamentos no verão – sdds sol!

// Os 10 livros infantis preferidos dentre os 30 melhores da revista Crescer de 2016 – seleção linda e bacanérrima, com resenhas em vídeo, do A Cigarra e a Formiga.

// A linda da Bia, do Two Bee, começou uma série de vídeos com resenhas de livros sobre empreendedorismo, e o primeiro deles é o Grande Magia – lembram que eu já falei dele por aqui? Claro que eu amei, né?

// Uma imersão coletiva e uma investigação pessoal sobre o excesso (de consumo) de informação – uma imersão MESMO, que trabalho incrível. “Perca” tempo com isso, por favor.

// Que texto lindo e good vibes sobre se exercitar. Todo mundo deveria parar de seguir a Pugliesi agora e ler isso, sério: What Is “Rational Fitness” & Why Should You Try It?

tudo aqui até agora em um episódio aleatório de gilmore girls café e um broken wooden goat

Vocês já devem ter percebido que eu ando monotemática, e não estamos nem falando daquele acontecimento passado do qual eu já falei bastante por aqui e vou voltar a falar bastante ainda. Estou falando do novo amor da minha vida, a razão do meu viver, o motivo do meu caminhar: Gilmore Girls.

Antes de qualquer coisa, eu queria esclarecer que eu não assisti Girlmore Girls na minha adolescência. Pois é. Meus early years não foram recheados de bons itens da cultura pop que me renderiam referências engraçadas na vida adulta – essas eu tive que pesquisar sozinha depois, digamos, ano passado, quando eu finalmente descobri que Meninas Malvadas é o filme da minha vida. Nossa você era muito hippie alternativa e só assistia TV Cultura, Isa? Não, caros amigos, eu só via SBT e Globo mesmo. MTV não pegava, não tinha tv à cabo – por pão durice alheia, nada de história sofrida aqui – e na rádio só tocava 88,1 então cês imaginem como foi difícil caminhar para toda essa hipsterização tardia.

Bem, eu não vi Gilmore Gils na adolescência, eu não conhecia Rory e Lorelai ou Stars Hollow, eu não sabia o que a vida poderia me oferecer de bom. Mas, graças a essa maravilha moderna chamada Netflix, eu posso dizer-lhes (vou usar mesóclise mais a frente, aguardem) que minha vida mudou.

Não vou fazer aqui uma lista de 10 motivos pelo quais vocês deveriam (re)assistir Gilmore Girls porque, olhando em retrocesso, eu sou bem ruim nisso de listas. Mas assistam e caminhem comigo nesse mundo inocente e tão adulto e tão fantasioso e tão real, em que todo mundo é meio cagado mesmo antes de Girls e Broad City, e tudo bem, em que todos os relacionamentos são bem complicados, tipo na vida real, e em que o café resolve todos os problemas do mundo.

Eu tomo, mais ou menos, uns três chacoalhões por episódio – você sabia que cada episódio de Gilmore Girls tinha de 70 a 80 páginas de roteiro, quando a média das outras séries do mesmo tamanho é de 60? VIRGE – mas dia desses, vendo o 8º episódio da 2ª temporada, eu me deparei com um diálogo desses que fazem a gente ficar encolhidinha em posição fetal embaixo do edredom abraçando os gatos. Segue em anexo att,

[Luke holds up a broken wooden goat]
LUKE: How about chuppah goat figure repairman?
LORELAI: Gilbert.
LUKE: What?
LORELAI: The goat. We named him Gilbert, he’s headless. Can you fix him?
LUKE: Yeah, I got some glue here. I can fix him.
LORELAI: Good. I’ll make some tea.
LUKE: So, Sookie stopped at the diner this morning.
LORELAI: Oh.
LUKE: I asked her how your plans were going with the new inn, and she very awkwardly changed the subject to women’s basketball.
LORELAI: Huh.
LUKE: She’s never shown much interest in sports before.
LORELAI: No?
LUKE: What’s going on with that?
LORELAI: Oh well, you know, women’s basketball is getting super popular. That’s good, I think. The tall girls need an outlet. We had a fight. A big, humongous fight. She’s never going to speak to me again.
LUKE: What happened?
LORELAI: I just flat out panicked about the enormity of what we were getting into and it clobbered me, and I clobbered Sookie, and was such a jerk. Hey, if I cry, will it freak you out?
LUKE: Totally.
LORELAI: What if I whimper?
LUKE: How about you suck it up?
LORELAI: Hmm, I’ll try.
LUKE: I don’t get it. You’re as ready as you’ve ever been.
LORELAI: Oh Luke, do not underestimate the complete and total lack of confidence I have in my abilities.
LUKE: What? You’re the most confident person I know. Obnoxiously so.
LORELAI: Thank you.
LUKE: I mean in a good way. You’re good at what you do and you know it.
LORELAI: Oh, no, no, no. I’m good at doing what I have to do. When I had to get a job, I got it. When I had to find a house for us and a life for us, I got it. When I had to get Rory into Chilton, I did it. But I don’t have to leave the Independence Inn. I don’t have to go into business for myself, I don’t have to walk out on that limb and risk everything I’ve worked for.
LUKE: Then do it.
LORELAI: What?
LUKE: Just say where you are.
LORELAI: What is this, reverse psychology?
LUKE: No, just stay at the inn. You’re happy there.
LORELAI: Oh, so you think I can’t hack it.
LUKE: Of course you can hack it.
LORELAI: Great, lip service, that’s what I need.
LUKE: Hey, if I start to cry, will it freak you out?
LORELAI: Ugh. I couldn’t stay where I am if I wanted. Mia is selling the inn. And that hit me hard too, maybe harder than the other thing. I’m gonna be without a home.
LUKE: What do you mean? This is your home.
LORELAI: No, I mean a home home. A memory home. The inn is where Rory took her first step. It’s where I took my first step. It’s more of a home to me more than my parents’ house ever was.
LUKE: You’re just scared. Just like everybody else when they’re taking on something big.
LORELAI: Well, then what does everybody else do to get through this feeling?
LUKE: They run in the back, throw up, pass out and then smack their head on the floor.
LORELAI: What?
LUKE: That’s what I did on the first morning I opened the diner. Look, there is no button to push to get you through this. You just gotta jump in and be scared and stick with it until it gets fun.
LORELAI: How long ‘til the diner got fun?
LUKE: About a year.
LORELAI: Wow. And there’s no button?
LUKE: Nope.
LORELAI: How about a lever, can I pull a lever?
LUKE: Nope.
LORELAI: Turn a knob?
LUKE: Nope.
LORELAI: You just jump?
LUKE: You just jump.
LORELAI: I wanna do it.
LUKE: You should do it. Check it out. [holds up the fixed wooden goat]
LORELAI: Gilbert. You’re not worse for the wear.
LUKE: I’ll go reattach him. How’d this happen anyway?
LORELAI: Oh, something must’ve smacked into him with a hedger.
LUKE: Uh huh, well, no one’ll ever know. Oh, and uh, women’s basketball is in season. You might wanna run that news past Sookie, and maybe you can go to a game or something.
LORELAI: Yeah. Or something. Thanks.

[Fica aqui um agradecimento para essa crazy internet people que disponibiliza roteiros inteiros online pra gente poder viver as neuras tranquilamente sem o trabalho extra de transcrever passagens de séries adolescentes obrigada.]

Cês leram? Se vocês num leram, cês podem assistir o ep. inteiro na linda Netflix ou então nesse link aqui (não que eu financie esse tipo de pirataria) a partir do minuto 36:10. Cês assistiram, agora?

Então, é isso.

Desde que eu criei esse blog lá em 2013, todos os posts, todas as fases, todas as fotos, tudo o que foi feito de lá até aqui poderia ter sido resumido maravilhosamente bem com essa cena. Essa cena de uma mãe solteira gerente de um hotel em Stars Hollow, essa cena com um diálogo entre pessoas imaginárias completamente diferentes de mim, essa cena de uma conversa entre dois personagens de uma série adolescente. Tá aí. A vida. A vida adulta. As aflições, os medos, as reflexões, a ansiedade, o café, os bodes de madeira feitos pelos amigos que, mesmos feios pra cacete, a gente ama e guarda com carinho.

Tá aí, gente.

Assistam Gilmore Girls.

(A mesóclise fica pro próximo post.)

1,2,3

“Pagar minhas contas, uma rotina que me permita conhecer/fazer coisas novas e exercício físico regular”. Foi assim que uma amiga minha definiu o que seria a definição de felicidade pra ela. E eu imediatamente concordei, do jeito que a gente só concorda quando realmente sabe, de dentro pra fora, que concorda tanto assim.

Parece pouco, mas é isso. E eu ainda ouso dizer que: nessa ordem, inclusive.

Se tem uma coisa que eu aprendi nesses 27 anos é a listar e priorizar as coisas e, dessa maneira, o primeiro tópico e o mais importante – e, portanto, mais difícil – é o “pagar minhas contas”. Veja bem, não precisa ser “pagar minhas contas e ser rica” ou “pagar minhas contas e comprar um iate”. É só e tão apenas garantir que o aluguel entre, os gatos tenham comida, e a Forever 21 esteja ao meu alcance. As contas, mesmo as supérfluas, são o primeiro ponto de preocupação, o maior, o mais difícil, e o primeiro que deve ser riscado da lista de uma maneira bem prática e programada – que não necessariamente tem que ser ruim ou exaustiva.

O que leva à questão da rotina que eu acabo de nomear como “de boa”, de boa lifestyle. Tempo de parar de ter inveja das pessoas que “largam tudo e vão conhecer o mundo”, que “largam tudo e vão trabalhar com o que amam”, que “largam tudo e….”, de uma maneira geral. Uma rotina que me permite, vez ou outra, conhecer um dos cantinhos do mundo, às quintas à noite trabalhar com o que eu amo e, de vez em quando, largar tudo, nem que seja pra retomar depois, é o que me satisfaz. Os momentos se tornam mais constantes, menos radicais, mais plácidos, menos intensos, mas mais certeiros e mais internos – ainda que os compartilhados. Faz bem.

E o exercício físico regular a gente vai tentando, esse, a gente ainda vai descobrir o que dá prazer e o que dá pra pagar, já que o que dá pra fazer é chato e o que dá pra pagar inviabiliza a primeira parte desse rolê de ser feliz, mas uma hora ele vem, mais leve e com menos cobrança. Não custa nada acreditar.

O mais engraçado é que eu comecei a escrever esse texto em 2015 e hoje reencontrei essa amiga aí do início, dessas  amigas sumidas e que fazem falta, e tanta coisa mudou desde então – mas essas continuam as mesmas. “Pagar minhas contas, uma rotina que me permita conhecer/fazer coisas novas e exercício físico regular”. E quando ela me perguntou como você tá? hoje foi mais fácil responder, mais honesto, mais perto do que tem que ser. Mesmo quando a pergunta mudou pra o que você quer? e um grande ponto de interrogação a ansiedade não foi tanta, deu até aquele gostinho de pensar “tanta coisa, não sei nem por onde começar”, que seja um curso de bordado, um gatinho novo pra completar o trio, pintar a parede do quarto ou toda uma nova vida. Que seja.

Que seja.

imagem lá do Chez Noelle

imagem linda que eu vi no Chez Noelle

domingo é um dia bunda #2

fail edition.

Quer dizer, considerando os últimos tempos, eu poderia muito bem mudar o nome desse blog para “domingo é um dia bunda”. que vergonha.

Mas venho dizer por meio deste que, apesar da semana bizarra cadê-perspectiva-da-profissão-da-vida-do-mundo-socorro-quero-fugir, o final de semana foi cheio de planos, de eventos, de pessoas amadas. De preguiça de sair da cama que foi vencida e trocada por comida boa, amigos, novos amigos, amigos que damos segundas chances. Teve até show, vejam. E lugares lindos. Que bom, né?

(Não que eu não tenha assistido vários episódios de Gilmore Girls. Afinal, eles não vão se assistir sozinhos, né?)