Os livros que eu pretendo ler em 2018

Correndo vários riscos nesse post: o de esse blog virar um blog de listas, o de me frustrar imensamente com a minha lista de leituras, o de ficar nervosa de não ler algum dos citados abaixo “em troca” de outro mais legal que a vida me ofereceu, mas TAMO OUSADA.

Todo ano eu tento participar do desafio de leitura do Goodreads, cada vez com metas mais humildes e prováveis, e fiquei extremamente feliz de, nos 45 do segundo tempo, ter conseguido completar a de 2017! Então, em 2018, 50% ousada e 50% nervosinha da Estrela, resolvi manter a meta de 15 livros no ano, mais ou menos 1 livro por mês, uma coisa assim, bem possívelzinha.

Resolvi também parar de ser lhouca e ler os livros que eu tenho em casa – ainda nas vibe de terminar as coisas que eu tenho em casa e, baseada nisso, fiz uma belíssima lista dos livros que pretendo ler em 2018. Quem sabe assim eu deixo de fazer como faço no Netflix, de ficar olhando as prateleiras do Kindle por horas, sem efetivamente ler nada.

Nada nessa lista é definitivo e ela está completamente fora de ordem e eu não me responsabilizo por não terminar algum desses livros se ele for extremamente chato e só a deusa pode me julgar mim perdoem:

Os livros que eu pretendo ler em 2018:

  1. A mão esquerda da escuridão, Ursula K. Guin: precisando ler uma ficção científica pra dar uma desconectada da realidade – mas tenho certeza que vou voltar aqui e falar FICÇÃO CIENTÍFICA MEU CU TÁ TUDO ISSO ACONTECENDO SOCORR vibes O conto da aia. Aguardemos. 
  2. Meio sol amarelo, Chimamanda Ngozi Adichie: eu ainda não tinha lido nenhuma ficção da Chimamanda, acreditam? Que erro. Li (sim, já li, mim deixem) o bitelão em uma semana e tô completamente impactada. Que livro! O que me leva ao próximo tópico…
  3. Hibisco roxo, Chimamanda Ngozi Adichie: minha nova Elena Ferrante é essa mulher maravilhosa chamada Chimamanda. Perdi o bonde quando deveria tê-lo pego, mas tamo aí tentando. Não vou colocar o Americanah na lista, por enquanto, mas não tenho a menor dúvida que ele vai acabar entrando na minha vida na hora certa #maktub #namaste #gratidao
  4. Argonautas, Maggie Nelson: vira e mexe me pula uma resenha, uma opinião, uma foto da capa desse livro, e eu ainda não entendi esse sinal, não é mesmo? Vou entender agora, especialmente porque alguma promoção do Kindle me permitiu tê-lo risos.
  5. Malvarrosa, Tati Lopatiuk: eu tenho uma amiga escritora e eu nunca li nada dela e eu não sei porque vocês ainda dizem que gostam de mim porque eu sou uma pessoa horrível mim perdoe Tati eu morro de orgulho de você;
  6. Os homens explicam tudo pra mim, Rebecca Solnit: só mais um passo da formação acadêmica do exército terrorista femininja né mores.
  7. Mulheres, raça e classe, Angela Davis: idem.
  8. Dentro de ti ver o mar, Inês Pedrosa: em todos os momentos que eu me questiono ~profissionalmente, quando entro naquelas de “eu escrevo pra quê?”, algum trecho de algo da Inês Pedrosa praticamente me soca na cara e me lembra. Mas eu nunca li nada inteiro, completamente absurdo.
  9. Má feminista, Roxane Gay: fiquei completamente vidrada nessa mulher.
  10. As águas-vivas não sabem de si, Aline Valek: eu amo as newsletter da Aline, acho ela uma pessoa super divertida e uma escritora ótima. Tenho comprado há tempos, precisava dar uma chance logo a ele – com esse título incrível!
  11. Preparing my daughter for rain, Key Ballah: a poesia contemporânea do ano, recomendadíssima. 
  12. Eu sei porque o pássaro canta na gaiola, Maya Angelou: ganhei do mozão e também vou acabar com o absurdo que é nunca ter lido nada dessa mulher absolutamente absurda.
  13. Kindred, Octavia E. Butler: mais ficção científica, mais ficção científica escrita por uma mulher, e dessa vez uma mulher negra. Curiosíssima, estão falando muito bem!
  14. As virgens suicidas, Jeffrey Eugenides: falhei miseravelmente na missão no ano passado, mas não vou abandonar não. Vamos dar uma segunda chance agora.

1/15, com resenha no insta @

Gostaram da minha lista? Já leram algum desses livros e querem me contar o que acharam (sem spoilers!)? Têm alguma outra sugestão? Vamos ler! 🙂

o post sobre gatos e plantas

O post mais esperado dessa blogosfera de meudeus.

Chegou a hora, meu povo! Vocês perguntaram e eu vou passar aqui todo o meu vastíssimo conhecimento sobre a convivência pacífica entre gatos e plantas.

Primeira coisa: eu demorei demais pra falar “a sério” sobre isso porque: eu não sou veterinária. Eu não sou botânica, jardinista, produtora de sementes, cuidadora de mudinhas, eu não sou a minha avó e meu conhecimento é 153% empírico e na base do erro e do acerto. Logo, eu não sou uma profissional qualificada para dar respostas definitivas a ninguém. É sempre bom lembrar que faz parte da adoção responsável dos nossos bichinhos a gente se informar com PROFISSIONAIS sobre o que faz bem, o que faz mal, o que pode e o que não pode. E não com a galera que a gente acha na internet. Tá certo? Então, perguntem pro veterinário da confiança de vocês antes de comprar qualquer plantinha, antes de seguir qualquer “receitinha” que o povo indica, antes de fazer qualquer tipo de “treinamento comportamental” que a gente lê por aí. Combinado?

Posto isso, vou tentar dar algumas dicas gerais que funcionam no meu caso, com os meus gatos, na minha casa. Isso não quer dizer que são universais. Isso não quer dizer que você tenha que ignorar meu conselho acima e não perguntar para o seu veterinário de confiança. Ok? Então ok.

sou muito educada galhera

1) Os gatos aqui de casa não comem as plantas: não posso dizer se é por costume, por sempre terem convivido com elas, porque eu sou um ser abençoado pela deusa felinista, porque alguma vantagem a gente tem que ter nessa vida, mas eles não as mastigam. Obviamente isso não significa que eles nunca fizeram isso e nem que nunca farão, portanto, “eles não comem” não é uma desculpa para não tomar cuidado, para não deixá-las ao alcance deles, para não deixar de ter espécies tóxicas em casa. Eles são animais, e animais surpreendem a gente se escondendo por horas em cima do varal, porque eles não comeriam as plantas de surpresa? Novamente, não se esqueça: eles são bichos, então nada pode ser regra definitiva.

muito obrigada pelo cantinho das prantinha mamai

2) Suportes suspensos e outras “barreiras”: não preciso nem dizer o quão hipster e instagrammer é ter um monte de plantinha pendurada em belos hangers de macramê, certo? Então pendure suas plantas. Pendure-as em locais altos e que não tenham móveis “de apoio” pros gatos subirem. Use outros tipos de suportes, como os de samambaia, prateleiras altas, e tantas outras coisas que o Pinterest permite que exista. O famoso carrinho azul lá de casa também funciona: como não há muito espaço entre as plantinhas, eles não ficam saracoteando dentro dele. Mas hoje existe uma infinidade de possibilidades para todo mundo deixar a casa bonita e as plantas fora do alcance dos bichinhos – e também das crianças, pra quem tem -, então não há desculpa para essa parte, tá bem?

mim acher kkkkk

3) Procure se informar sobre as plantas: é muito difícil encontrar informações definitivas sobre quais plantas efetivamente são tóxicas, fazem mal, ou podem vir a fazer. Algumas são meio certas, como heras, a famosa Costela-de-Adão, lírios, comigo-ninguém-pode – essas, não entram em casa, ou foram doadas a partir do momento que eu soube que eram tóxicas. As que não têm informações definitivas sobre eu tento me informar o máximo que posso e observar a relação dos bichinhos com ela: tem cheiro? Eles vão atrás dela? Tentam derrubá-la? Mordem? Na dúvida, vão pra cima da prateleira do sofá ou ficam suspensa em hangers por aí. As espécies “de horta”, os temperinhos, frutinhas etc certamente chamarão a atenção do seu bichinho, certo? Elas são cheirosas até pra gente! Logo: vai pra cima da prateleira, fica suspensa, pendurada na parede.

protetores das prantinha inclusive

4) A plantinha que eles podem comer: tem gente que chama de “clorofila” (?), tem gente que chama de “triguinho”, é um matinho que parece grama e vende em um vaso pequeno em praticamente todas as lojas de plantas e também nos petshops. Essa planta estimula a ingestão de fibras e faz com que os gatos não acumulem bolas de pêlo. Ou seja: 100% show! Eu sempre deixo um vasinho pela casa para que eles comam: e eles comem mesmo essa, somente essa, o que parece ser bem instintivo – nessa linha, eles já comeram a folha de um bambu e as de uma palmeirinha que eu tive, o que me leva a pensar que essas folhas que são mais “mato”, mais parecidas com grama, sejam mais atrativas pra eles. Mas, de novo, isso é apenas uma especulação.

não como prantinhas e aprecio sua beleza

5) Observe seu bichinho: novamente uma benção do universo gatístico, mas a gente tem a sorte de, o boy, trabalhar em casa, e eu, trabalhar muito perto. Ou seja: estamos sempre perto deles, sempre observando como eles se comportam entre si e com a casa. Desse jeito, a gente pode observar se eles estão mordendo, cheirando, causando, ou se apenas ligam zero para a planta. Isso é uma sorte tremenda e sei que a maioria das pessoas não consegue fazer isso – mais um motivo pra apostar em deixar os bichos sem acesso às plantas. Quando viajamos, as plantas com as quais eles podem causar vão para um quarto fechadinho para evitar qualquer maluquice de retaliação!

também gosto muito de flores que bonita a natureza

6) Eles são animais, lembra? Eles brincam, derrubam e causam, sim – e isso faz parte de ter um bichinho em casa. É da natureza deles – e ainda bem que eles fazem tudo isso, significa que estão felizes e em segurança! Então, sim: eventualmente há vasos quebrados, plantinhas caídas e sujeira de quem rolou e saiu espalhando terra pela casa inteira. Se você não está disposto a lidar com esse tipo de inconveniente, totalmente natural para quem tem bichos, talvez não seja a hora de adotar um gatinho ou cachorro.

* Dica extra que não envolve comer, mas envolve xixi e uma das histórias engraçadas da minha vida: um dia eu cheguei em casa, linda e loira, e encontrei um Pé de Sr. Raposo, uma planta muito rara e difícil de encontrar, de folhas laranjas rajadas e aproximadamente 7 quilos de pura gostosura. Na verdade, o infeliz desse desgraçadinho estava fazendo o que? Isso mesmo, caros amigos: xixi no meu lindo vaso de zamioculcas. Por que, caros amigo? Porque havia espaço. Eles gostam muito de terra e, bom, terra se parece com areia, então cês imaginem a combinação. Pra resolver essa treta a gente encheu o vaso daquelas pedrinhas ornamentais maiores, que não dão espaço pro meliante fazer suas necessidades.

gostamos inclusive de estampas de prantinhas

Pode ser que eu tenha muita sorte agora, mas pode ser também que daqui a um mês, dois, três anos, os comportamentos deles mudem e tudo isso de “poder ter plantas em casa” venha por água abaixo. E tudo bem! Porque ter bichinhos é isso, a gente tem que adaptar muita coisa ao jeito deles, ao que eles precisam e ao que eles fazem. É um exercício de desapego, sim, mas muito mais um exercício de amor <3

Mais uma vez: pergunte ao seu veterinário de confiança. Pergunte ao seu veterinário de confiança. Observe seu gato, cachorro, papagaio (não tenham papagaios gente), gato, cachorro, coelho imaginário (pelo amor de deus vocês já sabem né?). Pergunte ao seu veterinário. Não é porque deu certo comigo, com os meus gatos, e que as fotos do instagram sejam bonitas que isso é válido para todos os casos e, em primeiro lugar, sempre, a gente tem que pensar neles, certo? E ah: não compre, adote!

resoluções de ano novo – vem de mansinho, 2018

Feliz Ano Novo, meu povo! Como foi a virada de vocês?

Se no ano passado eu fiz apenas uma resolução e a cumpri com louvor – e pretendo continuar cumprindo essa ❤️ – resolvi ser um pouquinho mais ousada e escrever a boa e velha listinha, que funciona tão bem pra mim, que me organizo assim, visualmente. Assim vocês também ficam por dentro e me ajudam a cumprir tudo, que tal? 🙂

  1. Parar de tomar tantos remédios: vou terminar em breve o tratamento com o pesadíssimo roacutan, que me obrigou a usar outros vários remédios em conjunto, e vou, mais uma vez, atrás de descobrir o que é essa bendita alergia que não me larga há mais de ano. Promessa. Depois disso, vamos tentar pegar mais leve com esse corpinho que já está sendo cuidado em tantos níveis, então que seja no mais importante deles também.
  2. Dançar mais: eu amo dançar e, apesar da minha preguiça enorme de sair de madrugada, eu me frustro imensamente se não saio pra dançar ou se sou colocada em situações em que deveria estar dançando e por motivos de desânimo da galera, não danço. Já que a humanidade foi inteligente o suficiente para criar espaços em que as pessoas vão especificamente pra isso, por que não, né?
  3. Prestar (ainda) mais atenção em mim: processo bom e libertador esse que pode e deve continuar em 2018. Se todos os movimentos que eu tive no ano passado foram “físicos” e “estéticos” talvez, que agora o cuidado seja de prestar atenção na intuição, no que vem de dentro, em tentar desabrochar coisas adormecidas, de entrar em contato com o que me é mais ancestral #bruxaisa.
  4. Não me intimidar diante de pessoas intimidantes: existem situações intimidantes, é claro, e essas são complicadas e, na maioria das vezes, realmente difíceis de se sair ilesa, mas existem pessoas intimidantes que parecem que estão ali apenas para se provar. Já que elas estão se provando, eu posso também provar que eu não tenho nada para provar contra elas. Difícil isso, né? Vamos tentar. Com gentileza, sempre, mas sem abaixar a cabeça.
  5. Subir de escada para o trabalho: em casa seria um pouco too much, já que estamos falando de 10 para 11 andares, mas no trabalho são 6, curtinhos, com escadas relativamente ok. Acho que não é o suficiente para chegar suada logo de manhã, mas é exatamente o suficiente pra fazer as pernas se mexerem um pouco e a cabeça esvaziar beeem antes de começar o dia pesado. Vamos?
  6. Me alongar todas as manhãs: é simples, leva 5 minutos e, quem sabe, me ajuda a dar uma melhorada nesse fator tão complexo e que eu sinto tanta dificuldade na vida. Fora que é um momento de atenção total no nosso corpo, quase uma meditaçãozinha – que, espero, entre na lista de resoluções para 2019.
  7. Limpar e hidratar a pele: porque ninguém aqui está ficando mais jovem, não é mesmo?

E, por último, mas não menos importante, pra gente imprimir, cheirar, lamber, ler todo dia, se apaixonar e dormir abraçado com isso aqui:

via Rainha da Internet @lyazumblick

Aproveitem, amores!

retrospectiva 2017: melhores momentos!

Esse post deveria ter sido escrito e postado antes desse, mas vai de bônus de 2017, só porque eu estou com uma sensação bem gostosa nesse final de ano e quero levar as good vibes para ano que vem! Vi o link, My top 10 favorite moments from 2017, do Cupcakes and Cashmere (sigam! ❤️), na Drops, a newsletter da Nath (leiam! ❤️), e resolvi reproduzir aqui:

os meus 10 Momentos favoritos do ano:

1. Dançar num bloco de carnaval de São Paulo vestida de maiô e maravilhosidade: se vocês falassem pra mim no ano passado que eu estaria ali, belíssima de maiô colado, com a pança e as coxas pra jogo, sambando ao som do melhor bloco de carnaval da cidade pelas ruas de São Paulo, eu certamente riria na cara de vocês. Que bom foi ter encontrado essa gangue que me lembra, sempre, que a gente precisa estar feliz com a gente, e só isso importa.

2. Me apaixonar pelo pole dance e me permitir me apaixonar pelo meu corpo: na mesma linha, as mesmas mulheres, mas a minha força e meu exercício diário de auto-aceitação, amor próprio e respeito. Descobrir uma atividade física que me desafia “fisicamente”, mas também a cabeça, também meus limites, também minha imagem. Logo eu, que nunca imaginei que ia gostar tanto de me mexer!

3. Conhecer Inhotim: fiz várias viagens bacanas esse ano, mas nenhuma se compara a conhecer esse lugar incrível, que me dá saudades até hoje, todo dia. Pelas paisagens e os jardins maravilhosos, a natureza, o espaço bem cuidado, por todas as obras de arte que mexem com a gente, por uma viagem gostosa de fazer e em boa companhia, por realizar uma vontade que eu tinha há tempos.

4. Mudar e mudar e mudar e continuar mudando a casinha: não é um momento específico, é claro – mas vamos aqui fazer uma grande menção honrosa à tour da parede verde, hahaha! – mas esse ano eu estou de parabéns por essa casa tão linda e aconchegante. Eu gosto demais da sensação de poder fazer, mesmo, tudo o que eu bem entendo, e depois ter que lidar com os buracos dos pregos que eu preguei errado. Eu que fiz! Me traz muita paz namastê entrar ali e me reconhecer <3

5. Andar por São Paulo, conhecer lugares novos e redescobrir os antigos: por mais que eu brigue com essa cidade, com seus preços exorbitantes, com essa cultura horrorosa do trabalho, ouso arriscar que não conseguiria me adaptar tão bem a nenhum outro lugar. Ou ainda não. Esse ano fizemos as pazes e nos aproveitamos mais, com mais tranquilidade e mais novidades também. Amo a retomada do Centro e da Santa Cecília, sou apaixonada por estarmos virando uma grande bolha vegetariana e vegana. Quero sempre mais!

6. Aprender a costurar: se eu soubesse que ia ficar tão feliz fazendo isso, que ia ter uma facilidade tão grande escondida nas pontas dos dedos e que ia gostar tanto de presentear as pessoas com meus projetinhos tortos, teria feito o curso de costura há mais tempo. Comprado a máquina há mais tempo. Me divirto demais e estou louca pra aprender a fazer um milhão de novas coisas! 

7. Ter a plena certeza de que me tornar vegetariana foi a melhor decisão: visivelmente, na minha saúde, na minha relação com a comida, na minha curiosidade em experimentar tudo o que posso, no meu coração e na minha consciência mais leves. Não tenho nenhum arrependimento e, pelo contrário, só consigo enxergar vantagens em ter tomado essa decisão, há mais de um ano.

8. Abraçar o mundo das plantinhas de vez: se a casinha nunca esteve melhor, é também porque a selva urbana que a gente construiu está dominando todos os espaços da casa! Adoro descobrir novas espécies, procurar as necessidades de cada uma delas e ver como elas se desenvolvem em casa. Enquanto tiver espaço, vai ter prantinha!

9. Fortalecer a melhor das minhas parcerias: a que me deixa transbordar em paz, a que segura minha onda quando eu não aguento, a que me levanta quando não dá pé, a que me faz gargalhar todos os dias. Casamento é construção, sim, mas não precisa ser exaustiva ou trabalhosa, e ele me ensina todos os dias que a gente pode ser feliz, e só.

10. Dar chances para novos e antigos amigos: e abrir espaços, e desapegar do que não faz bem, por mais que doa – e dóis muito, quase dilacera. E aceitar que tudo bem não estar com todos, e tentar entender que as pessoas mudam e não necessariamente isso é ruim. E acalmar o coração pois sempre há espaço para curar e abrir novos caminhos, e não adianta endurecer, que a gente só é feliz compartilhando.

Feliz ano novo, queridos! Que em 2018 a gente possa ter muitos momentos favoritos ❤️

2017 sorrisinho smiley coração gratidão :)

Eita, 2017. Acabou, né?

Eu tenho até medo de falar que foi um ano bacana. Porque, no final, foi um ano bacana no meio de um ano bem maluco e difícil para 110% das pessoas e aí a gente fica pensando: mas porque que foi bacana mesmo? Rola aquele sentimento de retrospectiva e aí você vai tentando enumerar todas as coisas incríveis que fez pra dar valor especial àquele ano. 2015: montamos nossa casinha. 2016: casamos, viajamos. E 2017?

Pra escrever esse post eu estou rolando o feed do Instagram atéeeee o comecinho do ano. Pra ver o que eu fiz, o que eu documentei. E, antes que venha o questionamento “mas você vai se pautar pelas fotos de uma rede social?” eu já respondo: vou, vou sim. Da mesma maneira que a gente, antes, tirava fotos dos momentos especiais. Da mesma maneira que a gente queria registrar viagens, nascimentos, festinhas. Foi assim que eu aprendi nos últimos anos, mas nesse mais que todos, a documentar os grandes acontecimentos sim, mas também os pequenos. Olhar com mais carinho pro dia normal, tranquilinho, “sem graça”. Aprender a ver o bonito dentro de casa, na normalidade do “nada acontece”, nas coisas que a gente já tem – e não precisa ir além.

É difícil de registrar isso, o normal, o cotidiano. Parece que fica tudo igual, que não tem novidade. 2017 trouxe isso também: tudo bem ser tudo igual, tudo bem ser normal, tudo bem não estar em milhões de lugares e com milhões de pessoas diferentes. Talvez o que a gente precise seja mesmo de pouco, de poucos. Talvez o que a gente precise a gente já tenha, também.

Tivemos muitas plantinhasAndamos muito no Minhocão. Também andamos muito por São Paulo, essa cidade que cada vez mais me convence que é aqui que eu pertenço, e ainda quero andar bem mais. Nossa casinha está cada vez mais a nossa cara e cada vez mais aconchegante. Deu até pra tatuarSempre tem os gatos, eles, que me tranquilizam e me divertem tantoTeve carnaval, sempre podemos contar com o carnavalRolaram algumas viagenzinhas também. Alguns projetos saíram do papel e também foram novamente engavetados: e está tudo bem com isso. O blog, esse espacinho que eu tanto amo, teve um ano bem especial e lindo. Rolou um longo, demorado, dolorido e libertador processo de redescoberta pessoal, de amor próprio e do poder de rebolar a raba. Tiveram vários cabelinhos muito bons, e eu tô aqui, pensando já no próximo. Bebês nasceram! Isso dá uma esperança danada pra gente, né? E as amigas estão grávidas <3 E são tantos, tantos amigos incríveis! Amigos que vieram, novos velhos amigos, velhos amigos, de novo. E amigos partiram, literalmente, pra longe, e também no sentido de já não fazerem mais parte. Esses são os que mais doem, mas a gente aprende, a gente se fortalece, e segue em frente. E teve a gente, porque sempre tem a gente, a gente sabe.

É isso que a gente tem que se esforçar pra lembrar, sempre. Que não está tudo bem, é claro que não está, e entre uma coisa incrível e outra, um passeio bacana e um abraço gostoso, uma conquista e um prato de bolo, tem muita coisa. Tem muita coisa acontecendo no mundo, que derruba a gente; tem muita acontecendo com quem a gente ama, que a gente se sente impotente, tem muita coisa rolando dentro da cabeça e que aperta o coração, e a gente nem sabe o que fazer com isso. Uma coisa boa não apaga uma coisa ruim, mas o contrário também vale. Tudo isso aí em cima aconteceu, foi vivido, foi apreciado, foi sentido. Foram todos momentos felizes que a gente tem que sempre lembrar que podemos buscar, podemos nos entregar, podemos buscar, ainda que as coisas ruins existam. Ainda que nos forcem a nos sentir culpados. Ainda que tenhamos a tendência de nos justificar.

As coisas não estão perfeitas, estão longe de estar. O mundo está uma completa bagunça, girando ao contrário, girando pra trás – parece que tudo o que conquistamos a duras penas está desmoronando, que nossas liberdades estão desaparecendo rapidamente e ninguém liga, que não faz diferença lutar. Mas a gente encontra quem lute essa longa e cansativa luta com a gente e, cada vez mais, sabe que existe, sim, um caminho certo pra estar. Um lado. Que posicionamento importa, sim, e muito. Que tudo o que vem acontecendo não é fictício e saí do âmbito dos princípios e passa a ser palpável: magoar os que nos são próximos, prejudicar os que a gente ama. Que as durezas da falta de dinheiro, do excesso de trabalho, da inversão dos princípios transforma as pessoas, faz com que esqueçam. E tudo isso faz a gente pensar também nas prioridades da nossa vida, nos nossos privilégios, em segurar a nossa onda.

Gratidão é por isso também. Pra gente lembrar de tudo o que a gente tem com a devida proporção e importância. E também lembrar de todas essas coisas quando a gente tiver tão cansado que parece que nada mais faz sentido. Isso realmente vai importar daqui a um ano? Esse é realmente um problema seu, ou é problema da outra pessoa? A gente se perde muito numa onda negativa de reclamações e auto depreciação, às vezes, o mundo (e a internet, eu diria!) faz isso com a gente. Mas é importante respirar. Olhar pra dentro, olhar pra fora, e voltar pra dentro. Gratidão também é isso aí: é pequenininha, é silenciosa, é reproduzindo o que a gente recebe – pro Universo, se você acredita, pras pessoas do teu coração, pras pessoas desconhecidas também.

É nesse momento do ano que a gente volta pra famigerada resolução de ano novo do ano passado pra ver se rolou alguma das coisas que prometemos – você lembra quais foram as suas? Eu não lembrava. Mas aí a gente agradece também por ter se importado a ponto de escrever aqui, e vem isso:

Por isso, eu vou me permitir fazer essa transição de uma maneira mais leve, sem cobranças, sem pressão – sem listas!. Aproveitar que cai tudo num sábado e não permite muita comemoração ou rituais de passagem pra ser essa a resolução: atenção diária ao que foi bom. Comemorações diárias. Celebrações diárias. Ser feliz todo dia sim – e respeitar os dias ruins também. […] E como eu ando nessas de não saber direito o que dizer, nem como, nem pra quem, eu queria deixar vocês com duas reflexões mais bonitas e completas que apareceram na minha vida essa semana, justo nela, toda complicada e cheia de problemas. A primeira é da Nath que, com as suas cartas, foi um dos pontos altos do ano, sempre pontual, sempre no timing certo: que o seu próximo ano seja repleto desses momentos que você quer registrar para guardar, postar, compartilhar. Porque a vida do instagram é, sim, muito maravilhosa e, no final das contas, a nossa vida é isso aí: um amontoado de bons momentos que a gente quer guardar pra sempre (em volta de um amontoado de momentos blé que a gente só esquece).

Uma das coisas que eu aprendi esse ano, aqui dentro, nesse processo de redescobrimento pessoal, é que a gente tem que parar de ser humildona – o que é bem diferente de ser humilde. Faz parte do mesmo sistema opressor e patriarcal que a gente tanto quer derrubar essa postura que adotamos meio que por instinto do “deixa disso!”, “são seus olhos!”, “imagina, eu não fiz nada!”. Eu fiz sim. Eu cumpri, direitinho, o compromisso que eu assumi comigo – a pessoa mais importante da minha vida. Eu disse pra mim que eu faria uma coisa e eu fui até o final e fiz, direitinho – com altos e baixos, como é tudo, mas eu fiz! Talvez até mesmo meio inconscientemente eu tenha liberado espaço na vida, na minha cabeça, até no meu corpo mesmo e no “espaço físico” que eu ocupo pra poder ser feliz, ser mais leve, compartilhar e guardar essa felicidade e me apropriar dela. Me apropriar de tudo o que eu sou, eu fiz, e eu lutei pra ter e pra fazer. Meu esforço, minha responsabilidade, minhas escolhas. Eu fui e fiz – ou não fiz, e aí foi por minha causa também. Fiz direitinho, igual eu mandei que eu fizesse aí em cima, ainda em 2016. Porque eu sou foda pra caralho, e eu reconheço isso.

Que em 2017 a gente seja isso então: que em 2017 a seja foda pra caralho e, principalmente, saiba reconhecer isso. Não interessa onde nem como: no seu trabalho, na sua vida pessoal, no seu relacionamento, nos seus estudos, no silêncio do seu quarto falando com as prantinha. Eu quero isso aí pra todo mundo, e me comprometo a ajudar, quem estiver aberto a receber essa ajuda, a chegar nesse reconhecimento. Que no ano novo a gente pense na tal lista de resoluções com foco exclusivamente no que fará um bem genuíno pra gente, e se relembre desse bem a cada nova semana, a cada novo mês, seja pra cumprir as metas, seja para trocá-las por outras mais importantes.

Me dá uma felicidade surpreendentemente palpável saber que sou dona de tudo o que me faz feliz. Dona no sentido de que são minhas conquistas, meus esforços, minha responsabilidade, minhas escolhas – veja aí em cima e repita comigo! E com isso vem também uma aceitação maior de que o mundo é composto por um milhão de outras coisas, acontecimentos, eventos, ocasiões que eu não tenho o menor controle. Que estão fora do meu alcance. E que eu não faço ideia de como lidar. Mas, como tudo é equilíbrio, a primeira parte faz com que eu aceite melhor a segunda. Cultivando meus portos-seguros, agradecendo por eles, respeitando cada uma das conquistas e dando seu merecido valor. Pra quando a vida chacoalhar a gente, a gente saber que vai passar, que está tudo bem, e que a gente pode reconquistar tudo de novo.

 

Eu realmente só tenho a agradecer. E compartilhar. E que o ano novo seja de cultivo das coisas boas, de apropriação das conquistas, de aceitação de quem a gente é e de agradecimento por tudo o que a gente tem. Ainda mais. Que seja nosso, e que a gente saiba disso!